NRP Zaire em missão de 1 ano no Golfo da Guiné

Patrulha Zaire parte para o Golfo da Guiné para missão de 1 ano.

O Navio da República Portuguesa (NRP) Zaire, patrulha oceânico da classe Cacine.

No dia 3 de janeiro de 2018, na Base Naval de Lisboa, no Alfeite, terá lugar a cerimónia da largada do navio  patrulha Zaire e do navio reabastecedor Bérrio.

A cerimónia será presidida pelo Ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes.

​Os dois navios navegarão para o Golfo da Guiné com a missão de promover o projeto de capacitação da Guarda-Costeira de São Tomé e Príncipe e de cooperação técnico-militar com os países amigos da região, potenciando, em especial, iniciativas precursoras para o desenvolvimento de capacidades de defesa e segurança marítima no Golfo da Guiné.

O patrulha Zaire, navio da classe Cacine, deverá permanecer na zona durante um ano.

O navio reabastecedor Bérrio (foto no Facebook) deverá regressar a Portugal ao fim de três meses.

Zaire e Bérrio são nomes indelevelmente ligados à epopeia marítima portuguesa desde o século XV:

Entre 1482 e 1486, o navegador Diogo Cão foi encarregado pelo Rei D. João II, o “Príncipe Perfeito”, de explorar a costa atlântica de África. Quando chegou à foz do rio Zaire, que desagua no Oceano Atlântico consistindo em parte da fronteira norte de Angola, achou-o tão vasto que calculou que tinha chegado ao extremo sul de África. Mas não; esse feito seria alcançado pouco depois por Bartolomeu Dias. Diogo Cão subiu o rio até às cataratas de Yellala onde deixou uma inscrição a comprovar a sua ida até àquele ponto. O rio Zaire (ou Congo), é o 7º maior rio da Terra com 4 700 quilómetros e o 2º em volume de água, e o 2º maior de África (o 1º é o Nilo). Este navegador estabeleceu os primeiros contactos com o Reino do Congo.

Bérrio foi o nome dado a uma caravela de 30 metros de comprimento e com capacidade para cerca de 50 toneladas de carga, adquirida no reinado de D. Manuel I a um conceituado piloto algarvio, de Lagos, D. Manuel Bérrio de seu nome, para integrar a frota de Vasco da Gama que partiria em 8 de julho de 1498 de Lisboa, a fim de descobrir o caminho marítimo para a Índia contornando o Cabo das Tormentas, mais tarde chamado da Boa Esperança, no extremo sul de África. No regresso da Índia, a caravela Bérrio, por ser mais leve e mais rápida, foi o primeiro navio a chegar à capital portuguesa, no dia 10 de julho de 1499, com a boa nova da descoberta do caminho marítimo para a Índia. Ao longo dos séculos, o nome Bérrio já foi atribuído a vários navios da Marinha de Guerra Portuguesa, o último dos quais o reabastecedor que segue agora para o Golfo da Guiné e que – só para se ter uma noção de como tudo é hoje profundamente diferente – tem quase 141 metros de comprimento e desloca 11 522 toneladas.

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