O Bairro da Mãe d’Água também é cidade

O Bairro da Mãe d’Água podia ser um lugar mais bonito…

Mae_d'Agua_galhos

O bairro da Mãe d’Água, em Rio Maior, podia ser um lugar mais bonito, com os pinheiros de troncos eretos em vez de inclinados cada um para o lado que lhe deu mais jeito… E os galhos? Se tivessem sido podados, hoje os pinheiros que lá habitam haviam de ter copas rodadas, fazer muita sombra, espaçosa, convidativa a piqueniques…

Mae_d'Agua_gargalo

Quando lá estive a última vez era sábado, 27 de maio, perto do meio-dia. Observava lá de cima, daquele prédio sozinho, que parece ter a frente na traseira mas não, a frente dá mesmo para uma rua que estreita, estreita e a certo passo parece ter uma saída de gargalo… Parece não, tem mesmo! E contam-me que está a voltar a juntar água quando chove. Vê-se então a paisagem das traseiras do prédio que bem se pode dizer está de costas voltadas para os vizinhos.

Mae_d'Agua_galhos

Dizia eu que observava lá de cima por entre os galhos e as agulhas dos pinheiros da encosta daquele outeirinho oblongo, o edificado em frente, do outro lado do valezinho, quando de repente me apercebi de um grupo de escuteiros, aí uns quinze, pareceu-me, que se sentara a descansar uns minutos, lá em baixo. Foram só 10 minutos se tanto, e seguiram o seu caminho, mochilas às costas. Então imaginei aquele pedaço de cidade de Rio Maior de jardins bem tratados, o terreno onde está o míni campo de futebol talvez coberto de relva, cuidada é claro, em vez da erva que lá está entre rala e uns tufos. E porque não um lagozinho com um repuxo ou dois? Uns bancos corridos… Despertei do devaneio e dei com os olhos num monte de lixo, resíduos sólidos que me pareceram ser de origem vegetal mas não só, lá mais adiante, próximo da curva de entrada no interior do bairro, para quem desce da Avenida dos Combatentes defronte do Girassol.

Mae_d'Agua_lixo

“Já ali está há um mês”, comentou na altura um residente. “Andaram a limpar além, amontoaram-no ali, que o haviam de vir buscar mas até agora não vieram.” Na quarta-feira seguinte ainda lá estava, porque calhou passar no mesmo sítio. Finalmente retiraram-no uns dias mais tarde.

Mae_d'Agua_cabo

Pus-me a olhar para um candeeiro de iluminação pública, na parte de trás do tal edifício lá no alto. O candeeiro é vizinho chegado de um pinheiro e é tanta a cumplicidade entre ambos que o cabo elétrico já se mistura com os galhos da árvore.

Mae_d'Agua_estacionamento

Ao correr do prédio, os carros dos moradores estão estacionados em espinha. Há anos que pedem a marcação dos espaços de estacionamento, porque isto de espinhas, já se sabe, umas são mais direitas do que outras mas se pintadas no alcatrão acabam por dar melhor arrumação e as riscas brancas ajudam a alindar o local. Além disso as pessoas gostam e merecem esses mimos.*

Enfim, meti-me no carro, vim-me embora a pensar que se fosse eu fazia daquele sítio um Bairro dos Poetas como aquele onde vivi na minha juventude. Mas tenho esperança de que o Bairro da Mãe d’Água venha a ser visto de uma perspetiva mais contemporânea…

* Já em fins de julho, morador no dito prédio esteve na Câmara, a saber se pintam ou não os traços do estacionamento. Ficaram de ver o que se passa e depois informavam-no.

Texto e fotos: Carlos Manuel

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