O sal e o açúcar: dois inimigos do coração

16 de outubro é Dia Mundial da Alimentação.

Sociedade Portuguesa de Cardiologia alerta: sal e açúcar são inimigos do coração

Excesso de peso, Obesidade, Hipertensão arterial e Diabetes: 4 fatores de risco para a doença  cardiovascular ligados  a comportamentos alimentares.

sal_acucar_destJá há quem designe  o século XXI como “o século tamanho XXL”. A verdade é que, de acordo  com os dados relativos ao consumo alimentar da população portuguesa, obtidos através do Inquérito Alimentar Nacional e relatado no relatório anual do consumo alimentar e do  estado nutricional apresentado pelo Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, da Direção-Geral da Saúde, é possível concluir que o consumo de bolos, doces, bolachas, snacks  salgados, pizzas, refrigerantes, néctares e bebidas alcoólicas representam cerca de 21% do  consumo total. Ora, estes alimentos têm, invariavelmente, sal e açúcar em excesso!

No Dia Mundial da Alimentação, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia alerta para a importância de monitorizar a ingestão de sal e açúcar na alimentação. Um dos grandes desafios da política alimentar e nutricional portuguesa, para os próximos anos, será devolver a tradição alimentar mediterrânica ou uma adaptação.

O programa nacional para as doenças cérebro-cardiovasculares destaca, como um dos objetivos a atingir em  2020, a redução do consumo de sal, 3-4% ao ano, durante os próximos 4 anos.

Impacto da redução do consumo de açúcar e sal na saúde cardiovascular

Em Portugal, a obesidade infantil apresenta números elevados face à media europeia, e a obesidade em  idade  adulta continua a aumentar, constituindo um dos principais problemas de saúde pública com  o qual Portugal terá que lidar nos próximos anos.

Cerca de 14% das crianças portuguesas, entre os 7 e 9 anos de idade, são obesas. Nos adultos, a prevalência da obesidade é de 22%, a nível nacional, sendo superior no sexo feminino e com  maior expressão nos indivíduos idosos. Relativamente ao excesso de peso, também designado de pré-obesidade, tem uma  prevalência de 35%.

Segundo a Organização Mundial de  Saúde  (OMS), reduzir a ingestão de  açúcar para menos  de 10% e ingerir menos de 5 grama de sal por dia, são hábitos alimentares que designam uma dieta saudável e que reduzem o risco de obesidade, de hipertensão, de diabetes e, consequentemente, de doença cardiovascular.

Além  do  sal (ou  cloreto de  sódio)  que  adicionamos  à comida,  há  que  ter em atenção  que  muitos  dos alimentos  que  já têm um  elevado  teor de  sódio. Por exemplo, por cada 100 gramas, o leite tem 50 miligramas de sódio, os ovos 80 e o pão 250. Os níveis de sódio elevados associam-se a um aumento do risco cardiovascular, sublinha a OMS.

Neste Dia Mundial da Alimentação, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia deixa um desafio: Controle e monitorize o que come e bebe! Não deixe nas mãos de terceiros o que  consome e escolha  com  cuidado os alimentos  que  compra para  a sua casa e para  a sua família.

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