Obras de arte da Cake Designer Sílvia Bernardino

Rio Maior tem uma das talentosas cake designers formadas pela Academia Profissional de Cake Design em Caldas da Rainha.

Sílvia Bernardino.

Sílvia Bernardino.

Sílvia Catarina Bernardino Lemos, nascida em Viegas, freguesia de Alcanede (Santarém), mas riomaiorense de coração desde que começou a vir para a casa de sua tia ainda muito novinha, e, depois também de residência, fez o ensino secundário na Escola Dr. Augusto César da Silva Ferreira; pensava seguir Contabilidade e Gestão mas circunstâncias dessa fase da sua vida aconselharam-na a desistir da ideia, acabando por dedicar-se à pastelaria e daí ao Cake Design.

Tem a sua própria marca: a Moca Doce.

Filha de António Bernardino (de Viegas) e Ermelinda Ferreira (de Alcobertas), Sílvia tem uma irmã mais velha, Carla Bernardino que também reside em Rio Maior onde trabalha no Stadium, uma das conceituadas pastelarias da cidade, e um irmão, Rogério Bernardino, que vive no Espinheiro.

“Todas as bases que eu tenho aprendi-as com a minha tia, Idalina Frazão, a esposa do Manuel dos Bolos, como as pessoas lhe chamam. É a ela que devo agradecer tudo o que sei de início. Mas eu gosto muito da arte de designer. Eu encantava-me com aqueles bolos artísticos e era realmente isso que eu gostava de saber fazer com perfeição. Comecei a fazer alguns bolos artísticos, em casa, como autodidata. As pessoas diziam-me que os bolos estavam bonitos e que eu tinha jeito. Mas para mim aquilo não chegava, ficava sempre com a sensação de que era pouco, que ser apenas autodidata não bastava porque eu queria saber mais. Quando abriu a Academia Profissional de Cake Design em Caldas da Rainha soube que estavam a formar cake designers certificados e foi nessa altura que me determinei: Vou avançar agora; custe o que custar eu tenho que conseguir!

E conseguiu.

Sobre a arte que abraçou, contou-nos, quando se lançou em Rio Maior: “O cake designer tem que saber muito mais do que lidar com pasta de açúcar. Por exemplo o isomalte. O aspeto do isomalte faz lembrar aqueles rebuçadinhos de açúcar que parecem vidro. O isomalte permite fazer obras de arte lindas! As peças feitas com isomalte tornam-se caras, mas quem olha para um bolo com uma peça de isomalte tem o prazer de admirar algo de espetacular… Parece uma peça finamente trabalhada em vidro colorido mas não é: é “rebuçado”… entenda-se isomalte.

Depois temos a pintura, outro exemplo do que o cake designer deve saber a fundo. Consegue-se pintar autênticas telas em bolo. E há a confeção das flores, em que vamos ao ponto de as fazer

parecer flores perfeitas. Portanto existem diversas áreas no foro do cake designer que provavelmente a maioria das pessoas nem sequer tem noção do que é preciso aprender e do que é preciso para chegar lá.

O bolo esculpido. As pessoas olham para o bolo esculpido e ficam na dúvida se será verdadeiro ou um boneco. São as várias técnicas que nós aprendemos na Academia que nos permitem “chegar lá”…

Não percebendo nada de bolos quisemos saber de que massa são feitos os bolos dos cake designers.

“Existem variadas massas apropriadas para este tipo de bolos. O que nós temos são algumas regras mais a nível da segurança alimentar. Por exemplo é impensável colocar natas num bolo destes; há pessoas que discordam porque, argumentam, nós estamos a fazer o bolo em casa, depois vai para o cliente e é comido, mas estão a esquecer-se do número de horas que um bolo destes leva a fazer… O bolo está a ser forrado, estamos a aplicar os bonequinhos e não pode estar no frio; esse tempo é suficientemente arriscado para que o bolo se deteriore se tiver natas e se levar natas e frutas ainda pior, o que é um perigo para a saúde; por outro lado, a pasta de açúcar e o frio do frigorífico não se conciliam muito bem, porque quando o bolo sai cá para fora transpira, a pasta fica amolecida, com humidade, desagradável. Só se se fizer o bolo todo, durante horas, numa câmara de frio o que é muito interessante de ver na televisão mas na vida real não é isso que se verifica. Já li alguns colegas, que embora não sendo cake designers certificados trabalham na área, que entendem que podem utilizar natas sim senhor; bom, é um risco para a saúde…

Depois existem as massas moles, como a massa folhada, que não servem para o cake design. Têm que ser massas mais consistentes, agradáveis à mesma porque são humidificadas, e utilizamos cremes mais apropriados, que se aguentem. Tentamos pasteurizar as coisas para termos a certeza absoluta de que o bolo vai ficar em condições e que vai estar uma tarde toda fora do frio mas não irá acarretar problemas para a saúde de quem o vai consumir e isso é muito importante”, explicou Sílvia Bernardino.

Categorias:Em Destaque, Rio Maior Tags: , , ,

Também pode ser do seu interesse:

Rio Maior volta a receber o Challenger da NERSANT Rio Maior volta a receber o Challenger da NERSANT
Os Bombeiros Voluntários de Rio Maior em números Os Bombeiros Voluntários de Rio Maior em números
Includ-ED dá a volta ao Agrupamento Fernando Casimiro Includ-ED dá a volta ao Agrupamento Fernando Casimiro
A Seleção Nacional de Futsal está em Rio Maior A Seleção Nacional de Futsal está em Rio Maior

Responder

Enviar Comentário

© 2018 . Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por MDS Implement Ideas.