Ponte Rainha D. Amélia com restrições

A Ponte Rainha D. Amélia, que serve o Cartaxo e Salvaterra de Magos, tem restrições a partir desta quarta-feira, 14 de fevereiro.

Ponte Rainha D. Amélia.

A partir desta quarta-feira, 14 de fevereiro, pelas 10 horas da manhã, a Ponte Rainha D. Amélia entre os concelhos de Salvaterra de Magos e do Cartaxo passa a ser circulável apenas na estrita observância das seguintes restrições:

  • Limitações a uma velocidade máxima de 30 km/h; e
  • Limitação de peso até ao máximo de 3 500 quilogramas.

A par destas restrições será iniciada a reparação das guardas da ponte. Estes trabalhos serão acompanhados pelos presidentes dos dois municípios e a GNR.

Entretanto, as Câmara Municipais dos dois concelhos vão desenvolver o processo de concurso para a reparação dos equipamentos de apoio do tabuleiro, que têm sido significativamente danificados pelo excesso de cargas na ponte.

Estas medidas de exceção decorrem de recomendações com carácter de execução imediata, das Infraestruturas de Portugal, a saber:

  • Deverá ser promovida a reparação urgente dos aparelhos de apoio situados sobre o P13 e sobre o Encontro do lado de Salvaterra, ambos do lado jusante, atendendo às deficientes condições de segurança estrutural e da circulação rodoviária;
  • Deverá ser implementado um condicionamento à circulação rodoviária sobre a obra de arte, limitando-a a veículos ligeiros e a uma velocidade máxima de 30 km/h;
  • Até à reparação dos aparelhos de apoio, esta Obra de Arte deverá ser mantida sob vigilância apertada, devendo ser garantida, pelo menos, uma observação semanal do posicionamento dos aparelhos de apoio no pilar P13 e no Encontro do lado de Salvaterra de Magos.

A avaliação feita pelas Infraestruturas de Portugal incluiu a realização de inspeções visuais e aparentes (principal e subaquática), aguardando a conclusão dos relatórios das inspeções assim como o levantamento topo-batimétrico do leito do rio na zona da Ponte. Esta avaliação foi realizada depois de em 4 de janeiro último o presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, Hélder Esménio ter estado nas Infraestruturas de Portugal, onde em seu nome e no do seu homólogo do Cartaxo, Pedro Magalhães Riobeiro, explanou as preocupações de ambas as autarquias e reiterou os pedidos feitos ao Ministério, “tendo sido encaminhados todos os relatórios a que os municípios tiveram acesso, sobre o comportamento no tempo, desta infraestrutura”.

Por detrás da situação crítica da Ponte Rainha D. Amélia estará não só a utilização a que tem sido sujeita a ponte nos 21 anos que medeiam entre o dia 16 de dezembro de 1996 – data em que os dois municípios celebraram um protocolo com a então Junta Autónoma de Estadas (JAE) de «Adaptação ao Trânsito Rodoviário da Ponte Ferroviária Rainha Dona Amélia», mas também problemas no leito do rio –, e os dias de hoje. À JAE competiu “a elaboração de todos os projetos técnicos, o lançamento do concurso, a fiscalização, bem como os normativos de vigilância da ponte e ainda o financiamento da beneficiação e adaptação da ponte ao trânsito rodoviário ligeiro”, referem os dois municípios.

Segundo aquele protocolo seria também encargo da JAE “o acompanhamento e a interpretação com a colaboração do LNEC e da CP, dos registos relativos ao comportamento das fundações, com base na vigilância permanente e registos periódicos a realizar pelas Câmaras”.

Aos Municípios do Cartaxo e de Salvaterra de Magos competiria:

  • A manutenção e conservação do tabuleiro da ponte;
  • A conservação periódica indispensável da estrutura metálica da ponte;
  • A manutenção da sinalização luminosa;
  • A vigilância permanente e rigorosa sobre o comportamento das fundações.

Referem as duas autarquias que “têm observado uma utilização abusiva do tabuleiro da Ponte Rainha Dona Amélia, por veículos que ultrapassam largamente as restrições impostas pela então JAE, constatando ainda a dificuldade de fiscalização por parte das autoridades policiais, naturalmente devido à escassez de efetivos para o efeito”.

Em 2016 os autarcas pediram ao secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme d’Oliveira Martins a intervenção do LNEC e/ou das Infraestruras de Portugal para uma “avaliação do comportamento estrutural da ponte, designadamente ao nível dos apoios do tabuleiro e das fundações”, dada a sua utilização intensiva e “nalguns casos indevidamente”. Em fins de 2017 insistiram na premência do seu pedido, agora junto do ministro do Planeamento e das Infraestruras, Pedro Marques.

Estes e outros dados são expostos numa nota de imprensa assinada pelos dois presidentes.

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