Ranking das Escolas – assinalar o 3º lugar com o 1º em vista

Ranking das Escolas 2016/2017

Agrupamento Marinhas do Sal aprecia o 3º lugar no distrito de Santarém mas como gosta de desafios está de olho  no topo.

Carlos Ribeiro, diretor do Agrupamento de Escolas Marinhas do Sal, de Rio Maior.

O ranking nacional é elaborado por jornais a partir de informação recebida do Ministério da Educação. A metodologia seguida, sendo comum aos vários jornais contém ainda assim algumas diferenças.

Compulsando alguns desses jornais, no ano letivo de 2016/2017 “nós somos a terceira escola do distrito de Santarém no ranking nacional dos exames do 9.º ano quando se fala de Matemática e Português e a segunda quando se fala apenas de Matemática”, salientou há dias o professor Carlos Ribeiro, diretor do Agrupamento de Escolas Marinhas do Sal, de Rio Maior, em conversa com este site.

O mais cotado neste ranking foi o Colégio Infante Santo, privado, situado no Alto dos Fornos, em Tremês, concelho de Santarém.

Para Carlos Ribeiro, “a escola pública, além dos exames também tem que pensar muito na formação do aluno em termos integrais, gerindo simultaneamente um conjunto de alunos de diferentes proveniências”.

A escola pública está aberta a todos os alunos. Os exames nacionais destinam-se a todos os alunos indistintamente das escolas que frequentem. “Mesmo que as pessoas não acreditem muito nos rankings, porque realmente não é fácil fazer comparações entre escolas com estruturas diferentes, populações escolares diferentes, as notas dos exames são uma evidência”, admite o professor Carlos Ribeiro, chamando porém a atenção e a título de exemplo, para o facto de a EBI Marinhas do Sal ter tido média de 3,62 em Matemática. “Ter média de quase 4 valores em 60 alunos é muito bom, significa que as coisas correram muito bem nesse aspeto – e em Português também tivemos uma boa média –, sabendo-se que o máximo possível é de 5 valores”, analisou o diretor.

Fachada da Escola Básica Integrada Marinhas do Sal.

Orgulhoso destes resultados plasmados no ranking nacional, Carlos Ribeiro, que assumiu a direção do Agrupamento a 27 de junho de 2017, deposita o maior quinhão de mérito na escola como um todo, ainda no mandato do seu antecessor, Alexandre Canadas. “A única coisa que eu fiz foi apelar aos alunos para que se aplicassem, mesmo tendo em conta que o exame só vale 30% da nota, porque era importante para a Escola que demonstrassem a qualidade do ensino que lhes é ministrado.”

Ranking à parte, a Matemática costuma ser um ponto forte da Escola Básica Integrada Marinhas do Sal. Eis o que está na base desse êxito: “É uma aposta, desde há uns anos, fazer um trabalho diferenciado na Matemática, uma área onde havia problemas, como de resto é transversal a muitas escolas. Nós tínhamos taxas de insucesso, no final do ano letivo, no 3.º ciclo, no 7.º ano de 40%, e no 8.º e 9.º ano da ordem dos 30%. Neste momento temos um projeto que se chama «Turma Mais» em que os alunos do 3.º ciclo são distribuídos por níveis: por exemplo, os alunos de nível 2 oriundos das diversas turmas integram um mesmo grupo e os alunos dos níveis 3, 4 e 5 formam outros grupos; os alunos vão mudando de grupo consoante as suas competências. Este método permitiu-nos baixar as taxas de insucesso para 15 a 20%”, refere o diretor do Agrupamento.

Detalhando o funcionamento dos grupos, Carlos Ribeiro explica que têm três turmas do 7.º ano que têm Matemática ao mesmo tempo, com três professores diferentes, “só que os alunos de cada turma não estão na respetiva turma, porque a essa hora eles estão num grupo de acordo com as suas capacidades a Matemática”. Exemplificando: “Um aluno que venha do 6.º ano ou que no primeiro teste, chamado teste diagnóstico, tenha um nível inferior a 2 ou a 3 fica num grupo; depois há mais dois grupos; o do nível 3 e do 3 razoável e o grupo do nível 4 e 5. Isto significa que os alunos trabalham de acordo com o seu ritmo de aprendizagem, sendo que os professores também trabalham em colaboração entre si, reúnem-se todas as semanas e se a um aluno a aprendizagem estiver a correr muito bem transita para o grupo seguinte o que acaba por ser como que um estímulo para ele. Por outro lado, se a outro aluno não estiver a correr tão bem, transita para um grupo de nível anterior, mais de acordo com o seu ritmo de aprendizagem naquele momento.”

Este método não é novo e há várias escolas no país que o aplicam.

A fachada da Escola vista do lado oposto.

Carlos Ribeiro afirmou que também no Português a escola está a trabalhar bem.

Se a “medalha de bronze” do ranking do ano letivo 2017/2018 no distrito de Santarém veio para o Agrupamento Marinhas do Sal, qual será a meta que se proporá atingir em 2018/2019? A esta curiosidade, este professor de Matemática e diretor responde admitindo gostar de desafios e por isso “o que para nós seria muito bom era sermos os primeiros do distrito no próximo ranking das escolas! Devemos estabelecer metas, não podemos é garantir que as conseguimos atingir. Mas momentos como este são muito bons para a nossa escola, porque são motivantes para os alunos e são também uma informação importante para os pais”.

Um dos quadros que decoram o interior da Escola.

Entrevista e fotografias: Carlos Manuel

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