Recordando Eugénia Lima a propósito da 17ª Gala

Os acordeonistas Hernâni Cerqueira, João Palma, Catarina Brilha e José Cláudio, na XVII Gala de Acordeão Eugénia Lima.

De uma festa de homenagem à diva portuguesa do acordeão em 2001, ganhou Rio Maior a Gala de Acordeão Eugénia Lima.

Eugénia Lima, na homenagem de 19 de maio de 2001, agradecendo ao público no seu tradicional gesto de aconchego ao peito.

Eugénia de Jesus Lima, nascida em Castelo Branco em 29 de março de 1926, faleceu no dia 4 de abril de 2014 em Rio Maior onde se radicou após o 25 de Abril de 1974.

Acordeonista e compositora de fama nacional e de internacional reconhecimento, Eugénia Lima era a diva portuguesa do acordeão, tal a arte e a mestria com que o tocava e em que se iniciou tinha apenas 10 anos de idade. O seu nome é um dos que está inscrito no Dicionário Mundial de Mulheres Notáveis.

Aos 13 anos o Conservatório de Lisboa negou-lhe acesso aos estudos porque, disseram ao pai, “o acordeão não tinha entrada naquela instituição”. Mas em 1984 recebeu o Diploma Honorífico da União Nacional dos Acordeonistas de França, reconhecimento esse que foi entregue pela primeira vez a uma pessoa de outro país que não a França. Eugénia Lima receberia posteriormente o diploma do Curso Superior de Acordeão na categoria de Professora pelo Conservatório de Acordeão de Paris.

Aos 21 anos, a convite da fábrica de acordeões Fratelli Crossio, Eugénia Lima fez a sua primeira digressão pelo estrangeiro, com especial incidência em França onde participou em vários recitais.

Em Castelo Branco, no ano de 1956 fundou a Orquestra Típica Albicastrense.

A partir da década de oitenta do século XX, Eugénia Lima recebeu várias distinções honoríficas:

– Dama da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, durante a presidência de Ramalho Eanes;

– Medalha de Mérito Cultural, atribuída pelo Ministério da Cultura;

– Constituída Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, na presidência de Mário Soares.

– Recebeu também a Medalha do Concelho de Rio Maior.

No ano de 2001, no dia 19 de maio a Câmara Municipal de Rio Maior, então liderada por Silvino Sequeira, realizou uma festa de homenagem à ilustre acordeonista e compositora. Dessa festa, para a qual a plateia e o balcão do Cinema Casimiros foram demasiado pequenos para tão grande afluência, ganhou a cidade o seu Festival Anual de Acordeão, que logo recebeu o estatuto de Gala.

E o presidente do Município anunciou que, “dada a adesão dos riomaiorenses e dos funcionários do setor da Cultura da autarquia que se empenharam na organização da festa de homenagem que ali decorria, bem como dos presidentes de Junta de Freguesia, iria propor à vereação que todos os anos, em Rio Maior, se realize um Festival de Acordeão com o nome de Eugénia Lima (…)”, reporta o jornal Região de Rio Maior na sua edição nº 659, de 25/5/2001.

Silvino Sequeira anuncia ao lado de Eugénia Lima que iria propor à vereação, um festival anual de acordeão com o nome da diva portuguesa do acordeão.

Proposta feita, proposta aprovada por unanimidade.

Neste dia 4 de novembro de 2017 realizou-se a 17ª Gala de Acordeão Eugénia Lima. O palco foi, como tem sido nos últimos anos, o do Cineteatro Municipal.

Com apresentação de Graça Silva, atuaram com muito agrado dos espectadores, os acordeonistas Catarina Brilha e José Cláudio (que foram alunos diletos de Eugénia Lima), bem como João Palma e Hernâni Cerqueira, jovens já com premiações internacionais, o Grupo «A Guitarra Portuguesa e o Fado» e ainda a solista de «Ai!adança».

Na homenagem de 19/5/2001, no Cinema Casimiros, Eugénia Lima recebeu um abraço amigo do padre Mota.

Além da presidente da Câmara Isaura Morais, sob cujos mandatos se tem mantido a Gala de Acordeão Eugénia Lima – património cultural que importa preservar –, e dos vereadores João Lopes Candoso e Ana Filomena Figueiredo, contava-se na assistência a presença de um grande amigo da saudosa D. Eugénia Lima: o padre Mota, que foi pároco de Fráguas, S. Sebastião, Outeiro da Cortiçada e Arruda dos Pisões, partindo depois para Mafra onde paroquiou a freguesia da Encarnação.

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