Reestruturação espacial na sede dos Bombeiros Voluntários

Francisco Colaço, presidente da AHBVRM, Santana Dias, presidente da Junta de Freguesia de Rio Maior e o comandante Paulo Cardoso.

Francisco Colaço, presidente da AHBVRM, Santana Dias, presidente da Junta de Freguesia de Rio Maior e o comandante Paulo Cardoso.

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Rio Maior (AHBVRM), com o apoio da Junta de Freguesia de Rio Maior, tem estado a proceder à reestruturação do espaço no rés-do-chão do seu edifício sede, mais vulgarmente designado, na generalidade do complexo, por Quartel dos Bombeiros.

Trata-se de um desígnio que já tem 19 anos, tantos quantos os do próprio quartel.

A reestruturação do espaço põe fim a uma série de gabinetes como a sala de chefes, uma parte do posto médico, duas casas de banho e uma zona de arquivo, dois espaços mortos que eram um hall e outra casa de banho, sendo que o hall dava acesso ao arquivo da secretaria do comando e ao gabinete do comandante.

“O que nós pensámos fazer foi redimensionar este espaço no sentido de o tornar mais aberto, com mais claridade, versátil e operacional”, explica o presidente da direção da Associação, adiantando: “Um dos objetivos é deslocalizar a central de comunicações para uma sala mais ampla e com condições de trabalho condignas, porque tem estado alojada numa divisão provisória, exígua, desde que o quartel foi construído; a central de comunicações ficará ao lado do gabinete de crise – que vamos criar para reuniões em momentos mais problemáticos que exijam uma organização mais complexa dos efetivos no terreno e envolvam outras entidades, como sejam o Serviço Municipal de Proteção Civil, a Cruz Vermelha, a GNR –, com comunicação eficaz entre ambos.”

Contíguo a estas valências ficará o gabinete do comandante, do 2º comandante e do adjunto de comando, naturalmente separados por divisórias em vidro. Mas há mais novidades:

“É nossa ideia transferir também a secretaria da direção do 1º andar para o espaço que a reestruturação do rés-do-chão permitiu abrir para esse efeito, passando as pessoas que vêm tratar de assuntos ao quartel, a ser atendidas num guiché, logo à entrada. Esta alteração vem facilitar a comunicação nos serviços e o fluxo de documentação acabará por ser mais prático no dia-a-dia; o que se passa hoje é que as pessoas andam para cima e para baixo, porque é preciso tratar de uma guia, de um documento, fazer o esclarecimento de um serviço que depois irá para faturação, etc. Por outro lado será também uma mais-valia para os nossos sócios ou para quem nos visite, que escusam de subir ao 1º andar para tratar de qualquer documento administrativo.”

A sala de chefes passará para o local onde tem funcionado a central de comunicações.*

A sala que a secretaria da direção deixará vaga no 1º piso deverá vir a ser convertida num arquivo onde possa ser reunida toda a documentação da AHBVRM, “porque, hoje o Comando tem um arquivo operacional e o arquivo administrativo e da Associação, mesmo em termos patrimoniais, está dividido por vários espaços aqui no quartel”, justifica o presidente, elucidando que a ideia é concentrar os dois arquivos na mesma sala.

Em 2014, uma estimativa inicial do investimento necessário para esta remodelação das instalações apontava para os 45.000 euros mas a AHBVRM não tinha tal disponibilidade. “Não tínhamos essa capacidade financeira, até porque temos vindo a substituir algumas viaturas; neste momento, por exemplo estamos em processo de aquisição de uma nova ambulância de transporte múltiplo, que designamos por ABTM, que devemos receber já em maio – as duas ABTM que temos já são antigas e passam o tempo na oficina –”, esclarece Francisco Colaço, assumindo: “Esta obra só se tornou possível com a ajuda da Junta de Freguesia de Rio Maior”, um apoio “inapreciável” que se traduz “quer na demolição de paredes, no assentamento dos mosaicos e mesmo na disponibilização de materiais, quer na ajuda dos seus colaboradores”, reconhece agradecendo publicamente, nesta conversa, o gesto da autarquia presidida por Luís Filipe Santana Dias.

No início de 2015 foi tomada a decisão de avançar com os trabalhos.

“Eu sou de opinião que esta estrutura dos Bombeiros merece o cuidado de todas as instituições, independentemente de umas terem mais capacidade financeira e em meios humanos, como quadros superiores e quadros operacionais, do que outras. O que aconteceu foi que nos chegámos à frente, de maneira que esta obra não ficasse por fazer”, declara Luís Filipe Santana Dias, que estima que o apoio da Junta tenha poupado à AHBVRM cerca de 10.000 euros de mão-de-obra, embora esta não tenha tido custos para a autarquia.

* N.r.: hoje, 11/5/2015, esta será já a última divisão ainda em obra.

Pode ler este pontamento completo na edição em papel nº 1385, de 24/4/2015.

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