Reflexão sobre as Tasquinhas de Rio Maior é necessária

XXXI Tasquinhas de Rio Maior – êxito para a economia das associações que é preciso assegurar para o futuro.

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Voltamos aqui ao que foi ventilado na reunião de Câmara de 11/3/2016 (http://www.regiaoderiomaior.pt/reflexao-sobre-as-tasquinhas-de-rio-maior/).

Diversos aspetos desta edição das Tasquinhas de Rio Maior mereceram intervenções de quase todos os vereadores da Câmara Municipal de Rio Maior, bem como da presidente, que deverão suscitar uma reflexão mais aprofundada no sentido de melhorar cada vez mais e de propiciar a introdução de elementos de inovação nas próximas edições daquele que é o maior e mais emblemático acontecimento gastronómico regional e do país.

Tendo em conta as três décadas das Tasquinhas e que “as comunidades que tornam quase consuetudinárias as suas realizações devem refletir sobre elas na perspetiva de as manter e perpetuar com mais e melhor qualidade”, como é o caso das Tasquinhas as quais, apesar do mau tempo deste ano, resistiram, “o que significa que estão entranhadas na comunidade” e, muito mais do que isso, revestem-se de grande “capacidade de atração”, Augusto Figueiredo, vereador da CDU, ponderou porém estarmos “num tempo em que vai ser necessário dar um novo impulso às Tasquinhas, quer do ponto de vista da certificação das qualidades quer do ponto de vista da introdução de novos motivos de interesse”, como por exemplo “a criação em definitivo de um festival de petiscos de tasca durante as tardes de sábados e domingos, porque há ali um período morto que corresponde a 4 horas em cada um desses dias de fim de semana”, sugeriu, na convicção de que ainda há capacidade instalada para corresponder a mais um motivo de atração de públicos. Além disso é preciso “valorizar muito o esforço das coletividades e associações” pois “não pode haver tasquinhas” sem o seu esforço.

Figueiredo está preocupado com a necessidade de renovação de gerações nas tasquinhas e de uma premiação mais diversificada e como tal, em princípio mais abrangente em matéria de aspetos a premiar, e aberta à participação direta dos clientes.

Defende ainda uma aposta na criação de um agro cluster alimentar em Rio Maior tendo as Tasquinhas como fulcro, bem como uma maior valorização dos produtos locais.

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O papel extraordinário que as Tasquinhas de Rio Maior desempenham no plano dos afetos propiciando o convívio e o reencontro entre familiares e entre amigos, e “vinculando às nossas ideias, aos nossos projetos, às nossas causas” quem não sendo riomaiorense aqui vem conviver nos dias que elas duram, é consensual mas, salienta o vereador do PS, Daniel Pinto, para este “fórum de desenvolvimento económico e social o marketing emocional tem que ser mais trabalhado, ir mais longe, unir a diáspora riomaiorense”.

O autarca socialista continua convencido de que uma exposição de automóveis na entrada principal do Pavilhão Multiusos por ocasião das Tasquinhas não faz grande sentido e que a tenda TasquinhasFest precisa de ser repensada, especialmente no sentido de se atenuar o som exageradamente alto (a presidente da Câmara confirmaria que nalguns momentos as medições feitas pelos técnicos da CIMLT acusaram valores acima dos legais). Daniel Pinto também é adepto de que se repense a premiação das tasquinhas.

João Lopes Candoso (coligação PSD/CDS), vereador dos Mercados e Feiras apontou a manifestação de voluntariado que as Tasquinhas de Rio Maior são por parte das associações, coletividades e instituições cívicas, como o grande fator do sucesso do certame, que “já permite que discutamos pormenores”. Este vereador social-democrata não duvida que as Tasquinhas 2016 denotaram “avanço qualitativo”, entre outros aspetos no “Show Cooking, na boa higiene alimentar e na segurança em termos de proteção civil”, além de ter apontado o grande mérito da iniciativa «Elogio do Vinho» promovida pelo Rotary Club de Rio Maior (http://www.regiaoderiomaior.pt/o-elogio-do-vinho-nas-tasquinhas-de-rio-maior-2016/). Candoso também entende que é necessário melhorar sempre, de ano para ano.

Recordando os primeiros anos da então Feira das Tasquinhas, Carlos Frazão Correia (coligação PSD/CDS), vice-presidente da Câmara, contou que pessoas com quem trocou impressões, e não só de Rio Maior, notam que há “um certo arejar” neste empreendimento gastronómico em Rio Maior. É pela valorização preferencial dos vinhos dos “pequenos e médios produtores” do nosso concelho – o que “seria uma medida para incentivar o consumo dos nossos produtos”, advogou –, além dos vinhos de Cantanhede, município geminado com o nosso, e dos da Venda Fumeiro e Produtos da Serra da Estrela.

Isaura Morais (PSD/CDS), presidente do Município, interveio sobre vários aspetos, como por exemplo para clarificar que as tasquinhas distribuem-se pelas duas naves do rés-do-chão do Multiusos, por sorteio. E revelou que estava para sugerir – como acabou por fazer – ao vereador João Lopes Candoso, que a premiação das tasquinhas seja feita em moldes idênticos aos do Eurovisão. No que respeita à tenda TasquinhasFest, reconhecendo embora algum incómodo provocado pelo som à vizinhança, discorreu também sobre a vantagem que aquele local representa durante os dias das Tasquinhas por concentrar muita juventude, uma vez que possibilita aos bares noturnos fecharem as portas nas artérias da cidade para as abrirem ali. A edil manifestou a abertura do executivo para apreciar boas propostas que contribuam para melhorar ainda mais as Tasquinhas de Rio Maior.

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Entretanto, comentários postados no site do jornal Região de Rio Maior deixam algumas pistas para possíveis melhorias: “1 – Rio Maior deveria ter pelo menos 1 Prato de Referência Obrigatório, alusivo a produtos da terra; 2 – As tascas deveriam ser orientadas para terem cada uma 1 Prato criação da sua terra/aldeia a concurso; 3 – O serviço e a apresentação, deviam ser melhorados, porque o amadorismo tem limites; 4 – Ao contrário do que alguns dizem, a competição melhora muito a qualidade. Em relação ao que está bem e se recomenda, eu mantinha”, conclui o autor do post.

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