Região | Antúrios, exóticas e belas plantas para decorar interiores

Coordenação e texto de Tomás Duarte Ferreira | nairojorn@hotmail.com

Antúrio

Síntese Prática

  • Nome científico – Anthurium spp.
  • Nome comum – Antúrio, Flor de verniz.
  • Família – Aráceas.
  • Origem – América Central.
  • Tipo de planta – Vivaz.
  • Utilização – Flor de corte, na decoração de interiores e formação de arranjos florais.
  • Clima – Regiões tropicais e sub-tropicais.
  • Solo – Substrato adequado.
  • Exposição – Luz difusa.
  • Rega – Manter o substrato húmido.
  • Fertilização – Quinzenal, na água da rega.
  • Multiplicação – Divisão de tufos e estacas.
  • Fitossanidade – Fungos, pulgões, trips…

Antúrio.

O nome Anthurium é de origem grega e significa flor de cauda. Lugares há onde esta planta é conhecida por flor de verniz pelo brilho que, em boas condições vegetativas, sempre mostra. Encontrar uma planta mais bela, mais exótica e mais adequada à decoração de interiores modernos do que esta não é tarefa fácil. Na América Central e do Sul, sobretudo na Colômbia, vivem cerca de 500 espécies diferentes.

As mais comuns são: A.andreanum, conhecido por paleta de pintor; A.scherzerianum, chamado de flor de flamingo por apresentar a espádice recurvada lembrando a forma da ave, e o A.crystollinum. No seu habitat natural, os antúrios tanto crescem no solo, ao ar livre, como nas árvores de modo epífito. São plantas vivazes da família das aráceas, caracterizadas pelas largas folhas cordiformes, de belíssimo matiz verde escuro, e flores reunidas em espiga – espádice –, com aspeto de pequeno bastão, envoltas por espatas –brácteas coloridas ou folhas modificadas.

É ao conjunto da espata e da espádice que, vulgarmente, se chama “flor” do antúrio. No entanto, as verdadeiras flores desta planta são os pequenos pontos amarelos que brotam da espiga.

Em condições favoráveis no que concerne a substrato, temperatura e humidade, pode florir durante todo o ano no entanto, o auge da floração acontece na primavera e no verão. Durante a rega as inflorescências não devem ser molhadas, para evitar manchas que muito as desvalorizam.

Instalação e cultura

Nas regiões tropicais e subtropicais de origem, os antúrios crescem ao ar livre ou em árvores, como epífitas. Entre nós, a cultura exige alguns cuidados e, para que possa ter êxito, a sua viabilidade depende das condições pedológicas e ambientais que lhe soubermos proporcionar, sendo que o ambiente protegido, devido âs nossas características climáticas, é indispensável. Sombra, calor e humidade, juntamente com um substrato adequado, isento de resíduos tóxicos com pH de 5,5/6,5, constituído por uma parte de terra de jardim, uma parte de terra vegetal e duas partes de composto orgânico, completam o leque de exigências culturais mínimas desta planta.

A temperatura, mesmo no inverno, nunca deve ser inferior a 15ºC e, no verão, superior a 29ºC. A humidade do ar  requere-se elevada, o que se pode conseguir pulverizando água morna desprovida de calcário.

No verão uma rega três ou quatro vezes por semana é suficiente. A humidade do ar é quase mais importante que a rega. Na primavera e no verão é necessário adubar de 15 em 15 dias misturando um fertilizante líquido para plantas de interior de flor, na água da rega.

A transplantação executa-se na primavera, com plantas suficientemente desenvolvidas isto é, com pelo menos 10 cm de altura. As plantas cultivadas em vasos mudam-se para vasos de diâmetro um pouco maior.

Não sendo uma planta de grandes crescimentos, a transplantação anual não se torna necessária e apenas se deve fazer quando as raízes aparecem à superfície, ou no orifício de drenagem dos vasos.

Multiplicação

A propagação dos antúrios pode obter-se por divisão de tufos, na primavera, por estacas de caule, de folha ou de raiz, e por sementeira. A reprodução por semente é mais difícil de conseguir, e os resultados nem sempre são compensadores.

Fitossanidade

As pragas que, com maior frequência, podem atacar estas plantas são as seguintes: aranhiço vermelho, pulgão, cochonilha e mosca branca.

Das doenças as mais vulgares são, felizmente, provocadas por fungos.

Qualquer fungicida à base de zineb, maneb, mancoceb…aplicado, devida e atempadamente, resolve a situação.

Já o mesmo não sucede se a doença é provocada por bactérias – Erwinia sp. ou Xanthomonas sp. que, quase sempre provocam prejuízos totais, aconselhando-se a destruição da totalidade das plantas doentes.

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