Região | Araucária, uma bela conífera oriunda da Austrália

Coordenação e texto de Tomás Duarte Ferreira | nairojorn@hotmail.com

Araucária

Síntese Prática

  • Nome científico – Araucaria excelsa (heterophylla).
  • Nome vulgar – Araucária, pinheiro de Norfolk.
  • Família – Araucariaceae.
  • Origem – Austrália.
  • Exposição – Sol pleno.
  • Clima – Climas temperados.
  • Solo – Permeável com boa drenagem.
  • Utilização – Como ornamental isolada.
  • Adubação – Quinzenal na primavera/verão.
  • Multiplicação – Sementes e estacas.
  • Pragas – Cochonilha, pulgão, aranhiço vermelho, fungos.

ARAUCÁRIA OU PINHEIRO DE NORFOLK.

Esta bela conífera de vida longa, oriunda da ilha australiana de Norfolk, no oceano Pacífico, chega a atingir mais de 40 metros de altura no seu habitat natural.

É, por excelência, uma planta talhada para localizações isoladas que beneficiam os seus elegantes andares, anualmente formados, devido à mais fácil circulação do ar entre ramificações.

Há países europeus onde a araucária é utilizada, na quadra natalícia, como árvore de Natal mercê da graciosa disposição cónica das ramificações existentes, sobretudo, na Araucaria excelsa.

O típico pinheiro de Norfolk possui agulhas verde brilhantes, que escurecem e endurecem com a idade. Ao género Araucaria pertencem cerca de quinze espécies diferentes originárias da Austrália, Chile, ilhas do Pacífico e América do Sul. São espécies resistentes ao calcário que, não obstante a sua origem tropical, se adaptaram em regiões climáticas diferentes, como se constata pela disseminação que se observa pela Europa, nomeadamente no jardim real de Kew em Inglaterra. No nosso país encontram-se exemplares desta espécie um pouco por toda a parte ornamentando parques e jardins e, nos Açores, é frequente encontrarem-se também junto a igrejas. A Araucaria excelsa é a única espécie cultivada com bons resultados como planta de interior, raramente ultrapassando metro e meio de altura.

A madeira das araucárias é muito elástica o que justifica o facto de, perante fortes vendavais, não serem estas árvores muito afetadas. Quando muito podem ser amputadas das pontas, que serão facilmente recuperadas pela rebentação terminal.

Instalação e cultura

A Araucária excelsa requer uma exposição luminosa, preferencialmente a sol direto, visto ser uma planta heliófila. Ambientes em que a humidade relativa é baixa, não a favorecem. Não obstante, a sua adaptabilidade permite que, mesmo em ambientes secos, tenha um desempenho vegetativo satisfatório. É sensível a geadas, desenvolvendo-se tanto em solos moderadamente alcalinos – pH8,0 –, como marcadamente ácidos – pH 4,5.

Qualquer que seja a acidez do solo, dentro dos limites referidos, a permeabilidade e boa capacidade de drenagem são fundamentais.

Em situações climáticas temperadas, de invernos suaves, estas plantas, quando cultivadas em exterior, não requerem demasiados cuidados.

Regas moderadas no verão, evitando o encharcamento do solo, espaçadas de 3 ou 4 dias, e adubações quinzenais mediante a junção de um fertilizante líquido à água da rega são, porventura, as suas maiores exigências durante o período de atividade vegetativa. A poda, de manutenção, limitar-se-á à eliminação de ramos secos, geralmente localizados no andar mais inferior do fuste, respeitando sempre a forma natural da árvore.

Multiplicação

A propagação por semente é, comercialmente, a que com maior frequência se utiliza. A reprodução sexuada assegura as caraterísticas genéticas próprias do género, nomeadamente a configuração morfológica formal destas plantas. A sementeira tem lugar na primavera.

Para culturas de interior, a obtenção de novos exemplares pode conseguir-se pelo enraizamento das estacas apicais que se recolhem no verão. As estacas obtidas de ramos laterais, produzem plantas de crescimento horizontal. A utilização de hormonas de enraizamento é sempre aconselhável.

Fitossanidade

As araucárias não são muito atacadas por pragas ou doenças. Aranhiço vermelho, cochonilhas e pulgões são as pragas mais comuns. Fungos como a Armillaria mellea, Diplodia pinea e Rosellinia bunodes, também podem causar problemas.

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