Região | Coroa Imperial, flor que simboliza a altivez

Coordenação e texto de Tomás Duarte Ferreira | nairojorn@hotmail.com

Coroa Imperial

Síntese Prática

  • Nome científico – Fritillaria imperialis.
  • Nome comum – Coroa imperial.
  • Origem – Pérsia (atual Irão), Turquia e Índia.
  • Clima – Regiões temperadas.
  • Utilização – Canteiros, bordaduras e em grupos.
  • Clima – Regiões tropicais e sub-tropicais.
  • Exposição – Meia sombra.
  • Solos – Permeáveis e ricos em húmus.
  • Propagação – Por bolbos.
  • Enfermidades – Doenças causadas por fungos.

Sendo o símbolo da altivez, a Coroa Imperial é a flor mais representada nas telas dos pintores holandeses, mercê do seu porte régio. O anel, manchado de negro, que a flor possue na base e que exsuda um néctar, tem sido pretexto das mais imaginosas lendas. Uma delas, talvez a mais sugestiva, conta que quando Jesus, vergado ao peso cruz, caminhava para o Calvário todas as flores, respeitosamente se curvaram à sua passagem, exceto a coroa imperial. Posteriormente, arrependida de atitude tão arrogante, quis penitenciar-se passando os nectários, localizados na base de cada flor, a derramar “lágrimas” negras.

No século XV terá sido trazida da Pérsia, donde é originária, para Constantinopla, capital do império  bizantino e atual Istambul, sendo ofertada ao imperador Maximiliano II.

Esta  bolbosa vivaz, de perto de 1 metro de altura, é espontânea em terrenos rochosos, próximos do mar Mediterrâneo. Pertence à família das Liliáceas, sendo vasto o número de variedades existentes. A Fritillaria imperialis é, numa perspetiva ornamental, a que maior interesse tem despertado. Produz flores, singelas e dobradas, em tons variados que vão do laranja ao amarelo limão, consoante as variedades.

A cor mais espetacular, amarelo limão, é proporcionada pela floração da “Lutea maxima” sendo que, as as flores vermelhas da “Rubra major” são também muito apreciadas.

Instalação e cultura

As coroas imperiais exigem solos férteis, ligeiramente arenosos e com boa capacidade de drenagem, que deverão ser atempadamente enriquecidos, antes da plantação dos bolbos, com estrume bem curtido. Esta é uma condição “sine qua non” para produção florícola de interesse ornamental. A meia sombra é a exposição que melhor serve os interesses funcionais destas plantas. Mesmo assim, em regiões cálidas, pode ser necessário proteger as plantas da incidência direta dos raios solares, para evitar prejuízos na coloração das flores.

Multiplicação

No mês de outubro tem lugar a plantação dos bolbos. Estes deverão ficar a cerca de 10 centímetros de profundidade e distanciados entre si de 15 a 20 centímetros. A multiplicação também é possível através da utilização de rebentos retirados do bolbo original, o que conduz  a uma produção de flores mais rápida. Os bolbos de melhor qualidade são produzidos na Holanda, encontrando-se à venda nas boas casas da especialidade no nosso país por preços médios próximos dos dois euros e meio.

Contrariamente ao que poderá supor-se a cultura destas plantas não se reveste de dificuldades de maior. Com efeito, as exigências das coroas imperiais não são mais do que regas abundantes, sobretudo na primavera e durante a floração, podendo até ficar os bolbos na terra durante o inverno, época em que o solo necessita de ser enriquecido por estrume.

Pragas e doenças

As principais doenças destas plantas resultam de ataques de fungos, muitas vezes como consequência do excesso de humidade do solo. Os processos mais eficazes de  combate a estas doenças, passam por tratamentos preventivos, com produtos à base de captan, e pela redução dos níveis de humidade do solo.

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