Região | Creches da Chainça e Malaqueijo vão ser requalificadas

O Município de Rio Maior acaba de deliberar requalificar e ampliar as creches da Chainça e de Malaqueijo.

Convocada para esta quarta-feira, 28 de novembro, especialmente para se pronunciar sobre os projetos de execução da reabilitação, modernização e ampliação das creches da Chainça, na cidade e de Malaqueijo, candidatados no âmbito dos investimentos para a área de equipamentos sociais contemplada no Alentejo 2020 – programa «Reabilitar e Integrar», a vereação riomaiorense aprovou-os por unanimidade.

O investimento previsto é de 622 mil 104 euros e 17 cêntimos, dos quais:

– na Creche da Chainça, 368 841,06€;

– na Creche de Malaqueijo, 253 263,11€.

A estes valores acresce o IVA à taxa aplicável.

Vista parcial da Creche da Chainça, na cidade de Rio Maior.

A Santa Casa da Misericórdia, no que respeita à Creche da Chainça e a IPSS Malaqueijo Solidário no caso da outra creche são as entidades gestoras destes equipamentos sociais.

A ampliação das duas creches, tuteladas pela Segurança Social, deve-se à necessidade de aumento da capacidade para responder à procura.

Na Creche de Malaqueijo, além da requalificação e modernização deverão ser construídas duas novas salas o que permitirá aumentar a oferta nas faixas etárias dos 12 aos 24 meses e dos 24 aos 36 meses, num total de 40 crianças. “Toda a zona de refeições foi alterada, conseguindo dar resposta à nova realidade, mantendo no entanto a situação da copa de serviço, sendo as refeições confecionadas com recurso a entidade externa”, refere-se no projeto. Toda a área do edifício deverá ser vedada.

Quanto à Creche da Chainça, mantendo o edifício o seu desenvolvimento em três corpos distintos, a ampliação proposta preconiza a separação das crianças das várias faixas etárias, ficando as salas mais afastadas da entrada para as crianças dos 24 aos 36 meses, reservando-se a zona mais próxima da sala de refeições para as crianças dos 12 aos 24 meses. Esta creche vai ter capacidade para mais 52 crianças. O projeto aumenta a zona de refeições para acolher a nova realidade, mantendo-se, tal como no caso de Malaqueijo, a situação da copa de serviço e a confeção das refeições por entidade externa.

Segundo este site apurou junto de fonte fidedigna, a Creche da Chainça já terá uma lista de espera de 112 crianças… mas 9 delas ainda não nasceram!

Em Malaqueijo a lista de espera já darápara uma das novas salas.

Os projetos para as duas creches preveem alterações visando garantir a segurança e conforto dos utilizadores, como por exemplo ao nível dos revestimentos, comportamento térmico, aquecimento de águas e acessibilidades.

O prazo de execução das obras em ambas as creches será de 365 dias.

Os projetos da candidatura foram submetidos à apreciação técnica dos Serviços Técnicos do Departamento de Planeamento e Sistemas de Informação do Instituto da Segurança Social.

“O Município abdica de verbas do Alentejo 2020” para outras finalidades destinando-as ao “melhoramento destes dois equipamentos sociais”, afirmou a presidente da Câmara, Isaura Morais.

O vice-presidente, Luís Filipe Santana Dias reconheceu a visão dos executivos de Silvino Sequeira ao avançarem, há anos, com a construção das creches da Chainça e Malaqueijo: “Foi feita uma boa escolha, foi feita uma boa obra e depois coube” ao executivo liderado por Isaura “tratar da gestão” dos equipamentos, atribuindo-a à Santa Casa na Chainça e à Malaqueijo Solidário em Malaqueijo, uma aposta nas capacidades locais e na descentralização, sendo “a qualidade dos serviços prestados reconhecida pela comunidade”.

Em declaração de voto, a vereadora Ana Filomena Figueiredo, lembrando que o concelho é muito deficitário na oferta de creches para crianças dos 0 aos 36 meses, sugeriu que o executivo camarário pondere “a hipótese de proporcionar uma oferta semelhante” em Alcobertas e Fráguas, “eventualmente em espaços disponíveis nos Centros Escolares” aí existentes, de modo a responder localmente aos pais com filhos até aos 36 meses de idade, porque muitos deles, trabalhando na vizinha freguesia de Alcanede, no concelho de Santarém – onde algumas empresas estão a trabalhar muito bem nesse apoio aos seus empregados –, os levam consigo para aí passarem os dias. Essa resposta local em Fráguas e Alcobertas contribuiria para a fidelização das populações na sua área de residência.

Texto e foto: Carlos Manuel

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