Região | Descoberto documento inédito do Almirante Gago Coutinho.

Gago Coutinho apresentou um projeto ao Almirantado e o Arquivo Histórico da Marinha identificou o documento inédito.

Gago Coutinho (em primeiro plano) com Sacadura Cabral no avião que os levou de Portugal ao Brasil.

No ano em que se comemoram 150 anos do nascimento do Almirante Carlos Viegas Gago Coutinho, o Arquivo Histórico da Marinha identificou um documento inédito desta figura pública: um Projeto de Aparelho de Sinaes* por Luz Eléctrica, apresentado ao Conselho do Almirantado em 19 de setembro de 1897, há quase 122 anos, bem como um Aditamento à Memória sobre um Novo Aparelho de Sinaes Eléctricos, proposto ao Comando da Divisão da Reserva em 17 de agosto de 1899. Estes documentos estão na Documentação Avulsa: Processos de Oficiais da Armada – Classe Marinha, Caixa 735 e podem ser consultados no Arquivo Histórico da Marinha.

O vice-almirante Carlos Viegas Gago Coutinho, distinto oficial da Armada e notável geógrafo e navegador, n​asceu em Lisboa a 17 de novembro de 1869, onde fez o curso do Liceu e, depois de frequentar a Escola Politécnica, em 1885-86, entrou na Escola Naval, concluindo o curso em 1888.

Foi oficial de guarnição de vários navios e comandou as canhoeiras Sado e Pátria e a lancha-canhoeira Lage.

O seu muito saber, de geógrafo e navegador de larga experiência, e o seu espírito empreendedor e investigador, levaram-no a dedicar-se ao estudo da navegação aérea, ainda incipiente nessa época. Para este fim, ligou-se ao seu antigo companheiro de trabalhos geográficos nas colónias, o capitão-tenente Sacadura Cabral, distinto aviador da Marinha, e, num trabalho que de princípio se fez em muito segredo, começaram a realizar voos experimentais para o estudo de novos métodos de navegação aérea, já com o objetivo de efetuar a travessia aérea de Lisboa ao Rio de Janeiro.

Em 1921, Gago Coutinho como navegador, faz com Sacadura Cabral uma viagem aérea experimental de Lisboa ao Funchal, em que se pôde na prática verificar a exatidão dos novos processos de navegação e pelos quais foi louvado. E é então que, em 1922 (março – junho), no modesto hidroavião do tipo Fairey F III-D Lusitânia, aqueles dois oficiais realizam a primeira travessia aérea de Lisboa ao Rio de Janeiro, que havia de ficar memorável.

* Grafia da época.

Fonte: Marinha Portuguesa

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