Região | Diga 33 – Com o editor M. Parissy e o autor Jaime Rocha

Diga 33 – Poesia no Teatro – 9ª sessão a 16 de outubro na Sala-Estúdio do Teatro da Rainha (Caldas), com m. parissy e Jaime Rocha. 

 Diga 33 acontece às terças terças-feiras de cada mês, com Henrique Manuel Bento Fialho.

Diga 33 acontece todas as terceiras terças-feiras de cada mês, no Teatro da Rainha, nas Caldas da Rainha. A de outubro é já esta semana, no dia 16.

A nona sessão do Diga 33 coloca à conversa os poetas m. parissy e Jaime Rocha, com Henrique Manuel Bento Fialho.

Jaime Rocha é um dos pseudónimos de Rui Ferreira de Sousa (Nazaré, 1949). A estreia deu-se em 1970, como Sousa Fernando, com o livro de poemas «Melânquico». Autor de uma vasta produção dramatúrgica várias vezes premiada, Jaime Rocha destaca-se igualmente enquanto poeta e ficcionista. Com o livro «Necrophilia», a que foi atribuído o Prémio de Poesia do Pen Clube 2011, encerrou a Tetralogia da Assombração. Ao romance «Anotação do Mal» (Sextante, 2007) foram atribuídos os Prémios de Ficção do Pen Clube 2008 e Ciranda 2008. O seu mais recente livro de poemas intitula-se «Preparação para a Noite» (Relógio D’Água, 2017).

A LÍNGUA DOS ANJOS

Ninguém sabe que língua têm os anjos,

nem como se desfaz uma serpente no

meio de uma chuva ácida.

(…)

 Jaime Rocha In «Lâmina», Língua Morta, Março de 2014, pp. 5-6.

  1. parissy é o pseudónimo literário do jornalista Mário Galego (Nazaré, 1969). Começa a publicar, em edição de autor, no ano de 1989. Durante a década de 1990, foi um dos dinamizadores das extintas non nova sed nove. Aí publicou, em edições marginais e restritas, grande parte da produção reunida em «Mãos de Arquipélago» (BlackSun Editores, 2003). Mário Galego é desde 2011 editor na volta d’mar, pequeno projecto editorial na área de poesia com forte ligação à vila de onde é natural. Na volta d’mar foram publicados livros de autores tais como Jaime Rocha, Amadeu Baptista, Carlos Alberto Machado ou Manuel de Freitas, assim como o mais recente de m. parissy: «Ferido» (2016).

Nem uma voz, um jogo, um lápis.

Tinha de reinventar tudo o que

fosse de fora do quarto. A janela era

o único meio de onde se espreitava

para lá da sombra. Era dali que se

viam rapazes que brincavam no

lancil do passeio. Faziam corridas

com caricas. Dali assistia-se ao jogo

de futebol, no meio da estrada,

contra o portão de madeira. Um

túmulo que nunca se abriu. Os

rapazes defrontavam os bombeiros.

23. parissy In «Ferido», volta d’mar, Setembro de 2016, p. 23.

Diga 33 – próximas sessões:

  • 20 de Novembro: Recital
  • 18 de Dezembro: Ventilan (concerto de Natal)

Diga 33 tem entrada livre. Lotação reduzida. Entradas condicionadas aos lugares disponíveis.

Informações: 262 823 302 | 966 186 871 | comunicacao@teatro-da-rainha.com | www.teatro-da-rainha.com

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