Região | Fitoterapia – Alecrim, mais uma planta aromática e medicinal

 Coordenação e texto de Tomás Duarte Ferreira | nairojorn@hotmail.com

Alecrim

ALECRIM.

O alecrim – Rosmarinus officinallis L. – é um arbusto sempre verde, de folhagem persistente, rígida e linear. Da axila das partes superiores dos caules lenhosos, brotam flores labiadas de cor azulada. Na região mediterrânica é espontâneo sendo, no resto do continente europeu, frequentemente cultivado como ornamental em parques e jardins em locais abrigados do vento.

Como planta aromática e medicinal é conhecida e utilizada desde a Antiguidade. O imperador Carlos Magno que, obviamente, conhecia as suas propriedades terapêuticas e culinárias, tornou obrigatória a cultura do alecrim por súbditos e camponeses. Egípcios, romanos e árabes consideravam-no uma panaceia.

Além disso, era utilizado como tisana antiespasmódica, nas dores de barriga e contra as indisposições femininas. A rainha Isabel da Hungria, inspirada por um anjo, como afirmava, utilizada  a maceração de flores de alecrim em álcool com resultados espetaculares. Com 72 anos, cheia de gota, reumatismo e outras enfermidades, reencontrou o esplendor e a fogosidade dos vinte anos seduzindo o rei da Polónia que, perdido de amores, a pediu em casamento. Se na nossa praça descobrem o remédio, ainda o rei D. Juan Carlos, nas suas escapadelas ao Estoril, acaba por ser conquistado… Parece que, na época, outras mulheres seguiram o exemplo de Isabel da Hungria, só não se sabe se a angelical ajuda foi tão eficaz como havia sido no caso da rainha.

Recolha – As folhas são a parte da planta utilizada em fitoterapia. Recolhem-se no Verão, dos crescimentos do ano; secam-se à sombra guardando-se depois. Desprendem um odor forte e inebriante e possuem um sabor amargo. São ricas em alcaloides, ácidos orgânicos, saponina e possuem cerca de 2% de óleo essencial que contém expetorante, cânfora e álcool terpénico.

Aplicações – Esta planta terá interesse terapêutico nas situações seguintes: como calmante, contra a fraqueza, depressão ou fadiga, perturbações circulatórias, dores hepáticas, icterícia, reumatismo, gota, artrose, asma, conjuntivite, digestões difíceis, gastrite, gripe, chagas, taquicardia e torcicolo. Como cardiotónico e para excitar a produção de cortisona tomam-se, diariamente, quatro chávenas duma infusão feita com 30 gramas de ramos secos, com ou sem folhas, num litro de água a ferver que se deixam em infusão durante 15 minutos.

Elevadas doses de infusões desta planta, dada a sua toxicidade, não devem ser tomadas por mulheres grávidas.

Categorias:Saúde Tags: , , , , , , , , , , , ,

Também pode ser do seu interesse:

Região | Fitoterapia: alcachofra – boa para perder peso e muito mais Região | Fitoterapia: alcachofra – boa para perder peso e muito mais
Região | Fitoterapia: orégão, planta melífera excelente em culinária Região | Fitoterapia: orégão, planta melífera excelente em culinária
Região | Fitoterapia – Alfazema, do perfume às propriedades medicinais Região | Fitoterapia – Alfazema, do perfume às propriedades medicinais
Região | Floricultura – A zínia,  símbolo da simplicidade e da singeleza Região | Floricultura – A zínia, símbolo da simplicidade e da singeleza

Responder

Enviar Comentário

© 2019 . Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por MDS Implement Ideas.