Região | Floricultura – A violeta africana, uma herbácea linda

Coordenação e texto de Tomás Duarte Ferreira | nairojorn@hotmail.com

Violeta Africana

Síntese prática

  • Nome científico – Saintpaulia.
  • Nome comum – Violeta Africana.
  • Origem – África tropical.
  • Tipo de planta – Herbácea perene.
  • Utilização – Jardins rochosos, vasos e jardineiras de interior.
  • Clima – Tropical e temperado.
  • Orientação – Ambiente ensombrado ao ar livre.
  • Solo – Terra vegetal, turfa e areia em mistura.
  • Cuidados – Evitar correntes de ar. Adubação líquida, quinzenal, de Março a Outubro.
  • Regas – Frequentes e curtas com água tépida.
  • Multiplicação – Por sementes, estacas e divisão de folhas.
  • Fitossanidade – Cochonilhas, pulgões…

VIOLETA AFRICANA

Esta herbácea perene, muito cultivada como planta de interior no nosso país, tem o seu habitat no Tanganica, em regiões húmidas de floresta e em altitudes superiores a dois mil metros. Na Antiguidade era considerada símbolo de amor e fertilidade, sendo utilizada com fins medicinais relacionados com a sinusite e o reumatismo. Terá sido descoberta pelo pesquisador alemão Walter Von Saint Paul, em 1892, nas montanhas de Usambara, no nordeste da Tanzânia (nr.: país resultante da junção política do Tanganica e Zanzibar). Desejando homenagear o seu descobridor o proeminente botânico germânico Hermann Wendlan viria a dar o nome de Saintpaulia ao género botânico em que a violeta africana está inserida.

Os caules curtos, verdes e ramificados são normalmente encimados por uma roseta de folhas ovais em forma de coração, com pecíolos verde-claros. As flores têm cores variadas que vão do branco ao roxo, ao cor-de-rosa e ao vermelho, passando por diversificados matizes de azul.

Quando adequadamente cultivadas, podem florir ao longo de todo o ano. A hibridação a que estas plantas têm sido submetidas tem originado os mais variados cultivares contando-se, presentemente, mais de seis mil variedades, pertencentes às dezoito espécies conhecidas. A Saintpaulia ionantha é, pelo colorido e abundância das flores e facilidade de cultivo, uma das plantas híbridas de interior mais conhecidas e apreciadas no mundo da floricultura. Para além desta, tanto a Saintpaulia confusa como a Saintpaulia difficillis são híbridos interessantes numa perspetiva ornamental possuindo características comercialmente padronizadas, como floração abundante e atrativa, pedúnculos das inflorescências curtos para impedir que as flores se distanciem demasiado do centro da planta, haste principal bem ereta, e flores ligeiramente projetadas para cima e para as laterais do vaso em que se encontrem. Nos melhores cultivares as flores são simétricas, atraentemente coloridas, pétalas persistentes, não se soltando facilmente do cálice e tão duráveis que podem permanecer abertas durante um mês.

Instalação e cultura

A facilidade da sua cultura aliada à simplicidade da manutenção e ao baixo custo aquisitivo, têm desempenhado papel de relevo na divulgação desta bela planta ornamental. Cultivada no interior, o que no nosso país é o mais frequente, necessita de temperaturas compreendidas entre 15 e 25ºC, locais de elevada luminosidade e longe de correntes de ar. No exterior, o que entre nós é raro, requer localização ensombrada.

Um substrato de turfa, terra vegetal e areia é o aconselhado e o que permite a obtenção da melhor e mais abundante floração. Nas regas, frequentes mas pouco abundantes, utilize-se água tépida, sem encharcar o substrato. Normalmente deve regar-se sempre que a camada superficial do substrato estiver seca. A violeta africana odeia que lhe molhem as folhas o que, em circunstância alguma, deve suceder. De quinze em quinze dias, a partir de março e até outubro, estas plantas necessitam de uma adubação líquida do tipo “Bayfolan”. A eliminação das flores que vão murchando é necessária visto que favorece o aparecimento de flores novas.

Multiplicação

A propagação destas plantas pode obter-se por sementes, folhas e tecidos. O processo “in vitro”, pelos conhecimentos técnicos que exige não está ao alcance do floricultor amador. Tanto a via seminal, como a foliar têm sido utilizadas com excelentes resultados. Quando a produção de novas plantas se faz através das folhas – o método mais corrente –, o limbo é deixado intacto, enquanto do pecíolo é conservado no máximo 1 centímetro visto que quanto maior for, mais lento é o processo multiplicativo. Qualquer limbo pode ser utilizado deste que tenha, pelo menos, 5 centímetros. O espaço entre as folhas deve permitir que todas possam dispor de boa intensidade luminosa. Para além disso serão ligeiramente fixadas ao substrato, a uma temperatura ambiente de 21ºC. Em boas condições, cada folha pode originar dez novas plantas.

O processo de multiplicação por semente é mais utilizado quando se pretende obter novos cultivares. Tem lugar em local definitivo no início da Primavera e em estufa na Primavera/Verão.

O sistema “in vitro” – cultura de tecidos – é um método não convencional de multiplicação, industrialmente utilizado pela fiabilidade das características e número de plantas que se obtêm. Por este método é possível obter 200 plantas novas de cada folha, num espaço de cinco meses.

Fitossanidade

Pragas

     As violetas africanas podem ser atacadas  por ácaros e, mais raramente, por cochonilhas e pulgões. Os inseticidas eliminam com facilidade qualquer destas pragas.

Doenças

    São provocadas por fungos sendo as mais frequentes a podridão das raízes, a podridão das pétalas das flores, consequência do ataque de Botrytis cinerea, e o oídio devido ao excesso de humidade do ar e á falta  de ventilação.

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