Região | Gestão sustentável dos recursos do Tejo em seminário

Gestão sustentável dos recursos do Tejo. Desafios para o século XXI – Seminário na ESES em 13 de outubro de 2018.

A  realização  do  Seminário Gestão sustentável dos recursos do Tejo. Desafios para o sécuko XXI, a ter lugar no auditório da Escola Superior de Educação de Santarém em 13/10/2018, visa  contribuir  para  debater publicamente  os  problemas  que afetam a bacia hidrográfica do Tejo em Portugal e em Espanha, especialmente os da falta de água e do estado em que o Tejo e os seus afluentes se encontram. A partir do debate será proposto um conjunto de medidas para o presente e para o futuro, com o objetivo de garantir cursos de água em boas condições para as atuais gerações e as que se lhes irão seguir.

Será dada importância ao estado dos ecossistemas ribeirinhos e em particular à fileira agroalimentar assente na sustentabilidade dos recursos naturais (hídricos). No entanto, “o próprio conceito de sustentabilidade terá em conta a forma como gerimos a atual e dramática escassez de água para garantir no futuro pelo menos as condições que tínhamos no Tejo no passado”, informa o Instituto Politécnico de Santarém.

Para tanto serão identificados problemas e apresentadas propostas de soluções que “só podem resultar no longo prazo – mas previsíveis desde já porque têm que ser rigorosamente planeadas e executadas a partir do curto prazo –, se se tomarem as medidas adequadas de políticas públicas e privadas que exigem cooperação e entendimento de todas as partes interessadas, em Portugal e em Espanha”, sublinham os promotores do seminário.

“Serão focados os problemas da desflorestação, da perda de habitats, dos obstáculos artificiais, da poluição, da erosão, dos excessos sedimentares, da total ausência de caudais naturais e do estado das águas da bacia hidrográfica. O Tejo será visto como um recurso natural comum apontando-se a subsidiariedade como uma regra indispensável, conforme com o direito hídrico internacional, coerente com a Constituição da União Europeia e de cada um dos Estados Ibéricos”, afirmam, salientando a abordagem que será feita da “problemática inovadora em Portugal das fontes alternativas de recursos hídricos, com recurso a novas tecnologias, já testadas um pouco por todo o mundo – especialmente em Espanha – e que, se devidamente consideradas poderão contribuir para resolver os dramáticos problemas de escassez de água atualmente existentes, sem necessidade de sobre-explorar um recurso hídrico que se já encontra para além dos limites do aproveitamento racional”.

Há ainda o compromisso, dos promotores de o seminário Gestão sustentável dos recursos do Tejo. Desafios para o sécuko XXI, assegurar “a perspetiva da forma como se poderá agir desde já com os olhos postos no futuro, tendo em conta as graves alterações climáticas e o progressivo e anunciado processo de desertificação da Península Ibérica, e propor-se-á a abordagem de uma metodologia e uma praxis conjunta – plural e inclusiva –, ibérica e europeia, que possa conciliar as necessidades económicas com as exigências de um enorme esforço de gestão dos recursos da bacia hidrográfica do Tejo e de reposição do estado natural dos ecossistemas ribeirinhos para as futuras gerações”.

Confraria Ibérica do Tejo, Escola Superior de Gestão e Tecnologia de Santarém (ESGTS) – IPS, Escola Superior Agrária de Santarém (ESAS) – IPS, Universidade Lusófona, ISCTE-IUL, Universidade Nova de Lisboa, Universidade de Castilla – La Mancha, Universidade da Beira Interior e Confraria do Sobreiro e da Cortiça são entidades parceiras da organização do seminário.

Estão convidados para a sessão de abertura, às 9h34, José Mira Potes, presidente do Instituto Politécnico de Santarém, Ricardo Gonçalves, presidente da Câmara Municipal de Santarém, Luís Capucha, presidente da mesa da assembleia da Confraria Ibérica do Tejo e António Correia de Campos, presidente do Conselho Económico e Social.

Comunicações

Estão previstas as seguintes comunicações:

  • Cooperação pública e privada para a concretização de uma política sustentável de recursos hídricos, de Susana Neto, presidente da Comissão Directiva da Associação Portuguesa de Recursos Hídricos;
  • A reflorestação e a renaturalização numa política integrada de recuperação dos ecossistemas da bacia hidrográfica do Tejo, de Jorge Paiva, investigador, biólogo e botânico;
  • Propostas de valorização da economia do meio ambiente da bacia hidrográfica do Tejo, de Anabela Cruces, geóloga, e professora da Universidade Lusófona;
  • Propostas para a definição de uma política integrada de defesa dos ecossistemas do Tejo, de João Serrano, da Confraria Ibérica do Tejo;
  • Peixes migradores do rio Tejo: passado, presente e futuro, de Bernardo Quintella, do MARE – Faculdade de Ciências e Universidade de Évora;
  • Aplicações da engenharia fluvial na recuperação de ecossistemas ribeirinhos do Tejo, de Cristina Fael, professora e investigadora da Universidade da Beira Interior;
  • Mudanças climáticas, exigências e experiências de reflorestação com espécies autóctones, de José Gameiro, presidente da Associação Empresarial da Beira Baixa;
  • Tejo na região de Toledo, de Enrique García Gómez, da Diputación de Toledo (convidado espanhol); e
  • O efeito dos transvases do Tejo para a economia de Castilla-La Mancha e para as suas comunidades, de Ángel Monterrúbio Perez, professor da Universidade de Castilla-La Mancha (convidado espanhol).

Mesas-redondas

Seguir-se-ão duas mesas-redondas que incluirão debates com o público, a primeira sobre «Mudanças climáticas, desafios e oportunidades», com Jaime Melo Baptista, investigador-coordenador do LNEC e do LIS-Water (O sector dos recursos hídricos e dos serviços de águas do Tejo e a sua utilidade pública)Pedro Ribeiro, presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (O papel das autarquias ribeirinhas na protecção e valorização dos ecossistemas do Tejo)um representante da empresa dessalinizadora ACCIONA (Espanha) (Mudanças climáticas, carências de água, necessidades de desenvolvimento e soluções de dessalinização)José Mira Potes, presidente do IP Santarém (Mudanças climáticas e defesa do montado no Alentejo e Ribatejo).

Na segunda mesa-redonda, sob o tema genérico «Mudanças climáticas e políticas acertadas», estarão Jorge Froes, engenheiro agrónomo e consultor do Projecto Tejo (Fundamentação e propostas de sistemas de regadio para a Lezíria e o Oeste), Nuno Oliveira, engenheiro biológico da Herdade do Esporão (Biodiversidade e ecossistemas na adaptação e mitigação das alterações climáticas em agricultura biológica), Carmona Rodrigues, professor da Universidade Nova de Lisboa (Desafios actuais do rio Tejo e formas possíveis de os enfrentarPedro Oliveira, professor da Escola Superior de Gestão e Tecnologia de Santarém do IPSantarém (Contributos para uma estratégia de eficiência colectiva da bacia hidrográfica do Tejo).

Serão moderadores destas mesas-redondas, Luís Capucha (ISCTE-IUL) e Joaquim Neto, presidente da Assembleia Municipal de Santarém.

A conclusões serão apresentadas pelo Professor Catederático da Universidade Nova de Lisboa, Fernando Santana.

As comunicações e intervenções nas mesas-redondas serão publicadas em livro.

Fonte: IPSantarém

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