Região | Inaugurada em Rio Maior a USF Villa Romana

Projeto da Unidade de Saúde Familiar Villa Romana levou 6 anos a ser materializado.

A médica Ana Luisa Bernardo, proponente e coordenadora da Unidade de Saúde Familiar Villa Romana. Em segundo plano vê-se Luís Pisco, presidente da ARSLVT.

Chama-se Ana Luisa Bernardo, a médica proponente e presidente do conselho clínico da Unidade de Saúde Familiar (USF) Villa Romana, inaugurada esta segunda-feira, 12 de novembro, no Centro de Saúde Dra. Maria Laudelina Barbosa, de Rio Maior.

Presidiu à inauguração o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), Luís Pisco, acompanhado no descerramento da placa alusiva pela médica Ana Luisa Bernardo e a presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura Morais.

Autarcas locais e convidados.

O ACES Lezíria esteve representado pelo seu diretor executivo, Carlos Ferreira. A USF Salinas e a Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) fizeram-se representar pelos respetivos coordenadores. Entre os demais presentes nesta cerimónia estiveram, além de outros convidados, os vereadores Luís Filipe Santana Dias (vice-presidente do Município), João Lopes Candoso e Miguel Santos, o presidente da Junta de Freguesia de Rio Maior, João Rebocho e a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Rio Maior encabeçada pelo seu presidente, Augusto Figueiredo.

Médicos, enfermeiros e demais pessoal da nova USF acompanharam a inauguração a par e passo. Recorde-se que a equipa é constituída por 4 médicos, 5 enfermeiros e 2 secretários clínicos e que esta nova Unidade de Saúde Familiar vai prestar cuidados de saúde imediatos a 7 196 utentes do concelho de Rio Maior, todos os dias úteis, entre as 8 e as 19 horas, sendo que desse número de cidadãos, a USF permite dar médico de família a 3 563.

A USF Villa Romana está instalada na ala do lado direito de quem entra no Centro de Saúde (foto no facebook), zona esta do edifício que voltou a beneficiar de melhorias, desta vez no valor de 61 500,00€.

No mesmo edifício funcionam já uma Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP), a USF Salinas, uma Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC), o polo da Unidade de Saúde Pública (USP), além das valências Psicologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Cardiopneumologia, Radiologia e Medicina Dentária.

A placa alusiva à inauguração foi descerrada pelo presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco, a médica Ana Luisa Bernardo e a presidente do Município de Rio Maior, Isaura Morais.

Descerrada pelo presidente da Administração Regional de Saúde, Luís Pisco, a presidente do Município, Isaura Morais e a coordenadora da Unidade de Saúde Familiar (USF) Villa Romana, Ana Luisa Bernardo a placa alusiva à inauguração a que se procedia, Carlos Ferreira passou a historiar sucintamente a evolução dos cuidados de saúde primários em Rio Maior a partir de 2010, ano em que a ARSLVT avançou com a Unidade de Cuidados na Comunidade de Rio Maior, uma das 7 primeiras da região de Lisboa e Vale do Tejo e uma das 3 primeiras da Lezíria.

Carlos Ferreira, diretor executivo do ACES Lezíria.

Coordenada pela enfermeira Celeste, a UCC Rio Maior “é uma unidade reconhecida pela população: faz uma verdadeira intervenção comunitária”, afirmou o dirigente reconhecendo o contributo do Município desde a fase inicial, “que disponibilizou viaturas e recursos humanos para que a visitação domiciliária pudesse ser concretizada, continua a disponibilizar e, sabemos, está disponível para melhorar a qualidade dos meios que estão atribuídos à própria UCC”.

Coordenada pela enfermeira Celeste (à direita da foto), a UCC Rio Maior “é uma unidade reconhecida pela população”, disse Carlos Ferreira.

Sobre a USF Salinas, aberta também em 2010, “tem feito o seu crescimento com todas as vicissitudes, apresenta atualmente algumas dificuldades que têm a ver com a carência de recursos humanos”, óbice “que estamos a tentar resolver”, sendo também necessária “a melhoria das suas instalações”. A este propósito Carlos Ferreira referiu que “o levantamento está feito, o processo está a ser dinamizado no sentido” de ser concretizado “em duas fases, com parte da intervenção a ser efetuada pelo ACES Lezíria e a outra pela própria Administração Regional de Saúde”. Espera que as obras da parte do Agrupamento possam ter início a “muito curto espaço de tempo”, seguindo-se as da responsabilidade da ARSLVT.

Mas o Centro de Saúde de Rio Maior é grande, concebido como um verdadeiro “hospital de retaguarda” como lhe chamou um dia o malogrado médico João Semedo quando o conheceu e visitou, e existem zonas a necessitar de obras urgentes de reabilitação que qualquer leigo concluirá deverem ter sido feitas há anos.

Quanto à entrada em funcionamento da USF Villa Romana, que vem permitir que “o concelho de Rio Maior tenha 75% da sua população com cobertura através de unidades de saúde familiar, o que corresponde exatamente à média do ACES que tem neste momento 13 unidades de saúde familiar que cobrem 75% da população”, Carlos Ferreira chamou a atenção para o facto de a nova USF de Rio Maior ter a particularidade de representar “um grande investimento por parte dos profissionais” que o “faz perspetivar um excelente futuro e desejar felicidades”. O diretor executivo do Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria realçou ainda o facto de Rio Maior contar com uma Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados que garante a cobertura integral para os restantes 25% da população, o que o levou a afirmar que neste concelho, “neste momento os cuidados de saúde primários estão devida e reconhecidamente assegurados por equipas” às quais agradeceu.

A Dra. Ana Luisa Bernardo e a equipa que está com ela na USF Villa Romana.

Ana Luisa Bernardo, feitos os agradecimentos pelos apoios recebidos, com particular menção ao Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria na pessoa do seu diretor executivo, confessou não ter sido fácil chegar até à abertura da USF Villa Romana. “Existiram muitas dúvidas relativamente à concretização deste projeto, tanto de elementos externos à equipa como a cada ‘não’ recebido também da parte da equipa.” “Conseguimos!” “Muitos esperavam este dia desde 2012; foi hoje o dia!” – prosseguiu a médica, declarando: “Tenho um enorme orgulho em cada um de vós. São a minha equipa, são quem não me deixou desistir, quem me ajudou a reerguer, quem me possibilitou dar asas a este projeto. Não desistam nunca e nunca me deixem desistir, por favor. Juntos faremos aquilo a que o projeto Villa Romana está destinado: mais e melhor saúde para os utentes do Serviço Nacional de Saúde.”

Ana Luisa Bernardo pediu à Equipa Regional de Apoio e Acompanhamento da ARSLVT que “mantenha uma colaboração próxima de forma a garantir” que a prestação de cuidados de saúde da USF Vila Romana “assente numa estrutura organizacional sólida e de qualidade”.

Elementos da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos (CUSP) do Concelho de Rio Maior, com o seu presidente, Augusto Figueiredo.

Dirigindo-se à CUSP Rio Maior, a médica coordenadora da USF Villa Romana assegurou que a sua equipa “quer o melhor para cada um dos seus utentes”, que “é para isso que trabalha e se esforça”. “Todo o empenho e todo o trabalho extraordinário, fora de horas, não remunerado, tem que contribuir para uma elevada qualidade dos serviços prestados e em última análise para o bem-estar do utente e da sua família.” Mas pediu que quando no parecer da CUSP “tal não esteja a ser cumprido, utilizem o canal de comunicação já aberto, para que todas as situações possam ser corrigidas”.

Luís Pisco, presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

Ao presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco, os profissionais de Saúde ali presentes e a coordenadora da UFS Villa Romana inspiraram-no a admitir ser “sempre bom ver médicos jovens, entusiastas, a vestir a camisola, a olhar para o futuro”.

Recordando-se da instalação das primeiras 10 unidades de saúde familiares a nível nacional em setembro de 2006, Luís Pisco entende que “se hoje, passados 12 anos, ainda é com o mesmo entusiasmo que vemos as pessoas a iniciar um projeto USF, é porque é um modelo de sucesso”. Fazendo o elogio do conceito, Luís Pisco considera:

1º – Neste “modelo de organização a primeira palavra é para os cidadãos, as pessoas de Rio Maior; mais pessoas ganham médico de família e os que têm médico de família têm melhores condições de acesso o que para os utentes é de facto uma mais-valia”.

2º – “Para tratar bem dos cidadãos os profissionais de Saúde têm que estar satisfeitos, motivados e felizes e para tanto as USF serão uma forma melhor de organizar o trabalho em equipa”. A par das sugestões recebidas dos utentes no sentido de melhorar o serviço, “também são muito bem-vindas as sugestões profissionais no mesmo sentido”.

3º – Este modelo também “traz benefícios para o Ministério da Saúde, porque as USF têm vindo a preocupar-se cada vez mais com a eficiência e esta é uma dimensão da qualidade, é resolver os problemas de saúde das pessoas ao mais baixo custo; isto não é economicismo, é sim uma responsabilidade ética porque o SNS lida com o dinheiro de todos os cidadãos, é financiado pelos nossos impostos”.

Também a presidente da Câmara, Isaura Morais usou da palavra nesta inauguração.

Também a presidente da Câmara, Isaura Morais usou da palavra nesta inauguração. Disse da satisfação da sua autarquia pela entrada em funcionamento da USF Villa Romana, do apoio prestado pelo Município ao Centro de Saúde lembrou que vem de um tempo difícil em que a imagem do Centro de Saúde não era a melhor e pediu à CUSP na pessoa de Augusto Figueiredo que ajudem a “passar a mensagem do trabalho que está a ser feito, do empenho que tem havido destes profissionais para fazemos aquilo a que estamos destinados, que é prestar um bom serviço aos utentes”.

A autarca assegurou que a Câmara há de continuar a colaborar: “Estamos disponíveis e em condições de o fazer, para que seja prestado um serviço de melhor qualidade àqueles que estejam no seu domicílio e necessitem de um bom acompanhamento.”

Isaura Morais aproveitou a oportunidade para assinalar a coincidência do advento da USF Villa Romana com as obras de construção da cobertura de proteção da Villa Romana de Rio Maior e criação de condições para a sua visitação, inclusivamente para fins turísticos.

Texto e fotos: Carlos Manuel

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