Região | Juvenis abriram a XVIII Gala do Acordeão Eugénia Lima

Plateia repleta na XVIII Gala do Acordeão Eugénia Lima.

Eugénia Lima, no dia da inauguração do seu Recanto, na Fortaleza, no Alto da Serra.

A XVIII Gala de Acordeão Eugénia Lima, realizada no passado dia 10 de novembro de 2018, foi o último ato comemorativo do 182º aniversário da fundação do Concelho de Rio Maior.

Este momento especial para os melómanos do acordeão encheu por completo o Cineteatro da cidade. “Eugénia Lima está para o acordeão, como Amália Rodrigues está para o fado”, comentaria a apresentadora.

Guilherme Lopes, de Alcobertas (Rio Maior) no final da sua atuação, com a apresentadora em diálogo com a plateia.

A primazia da abertura da Gala foi para os acordeonistas juvenis, a começar pelo riomaiorense de Alcobertas, Guilherme Lopes, de 12 anos de idade, que iniciou a aprendizagem do acordeão há dois anos e tem como professor, João Bernardino. Aluno do mesmo professor seguiu-se José Diogo, também de Rio Maior (nr.: falou-se de Alcobaça quando da sua apresentação, porque aí venceu um concurso da Academia de Música local e erradamente registámos essa localidade como sendo a de origem deste jovem). Atuou depois Vasco Santos, da Sertã, já de méritos premiados, aluno de Catarina Brilha e José Cláudio que por sua vez foram alunos e amigos diletos de Eugémia Lima.

José Diogo, também de Rio Maior.

A Gala Eugénia Lima foi mais um êxito, numa terra que tem verdadeiros apreciadores desse complexo instrumento musical que é o acordeão, uma sensibilidade para a qual muito contribuiu a senhora cuja memória se homenageava.

Vasco Santos, da Sertã, aluno de Catarina Brilha e José Cláudio.

Eugénia Lima nasceu em Castelo Branco em 29 de março de 1926 e faleceu aos 88 anos de idade em 4 de abril de 2014, na sua casa em Rio Maior, cidade em cujo cemitério municipal está sepultada. A diva portuguesa do acordeão era muito estimada em todo o país e em especial em Rio Maior, onde residia há décadas, chegando a ser eleita deputada municipal.

Na plateia que assistiu à XVIII Gala encontrava-se António Coito, um amigo indefetível de Eugénia Lima, fiel depositário de uma série de testemunhos da sua vida e obra, religiosamente preservados num pequeno Museu no Alto da Serra a que a acordeonista preferia chamar o seu “recanto” – e Recanto Eugénia Lima ficou.

Texto e fotos: Carlos Manuel

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