Região | Liga Contra o Cancro lançou «Um Dia Pela Vida» em Rio Maior

Liga Portuguesa Contra o Cancro quer «Um Dia Pela Vida» em clima de celebração e festa.

«Apoio ao doente oncológico e à sua família», «Prevenção primária», «Prevenção secundária através do programa nacional de rastreio do cancro da mama» e «Apoio à investigação oncológica» são os quatro pilares em que assenta a missão da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

No “terreno” há quase 77 anos, “podemos dizer com toda a convicção e sem qualquer presunção que a missão da Liga é salvar vidas”, assumiu Filipa Rocha Mendes, uma mulher de Almeirim na qual o Núcleo Regional do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro deposita a responsabilidade pela organização e promoção dos projetos «Um Dia Pela Vida» na nossa região.

Filipa Rocha Mendes.

Depois de ter sido realizado pela primeira vez em Coruche em 2005 e já ter passado um pouco por todo o país com a realização de 74 edições, «Um Dia Pela Vida» foi lançado no último sábado, 22/9/2018, em Rio Maior, sob o mote «De 22 de setembro a 2 de fevereiro de 2019 Rio Maior caminha pela vida e contra o cancro», numa sessão que teve lugar no cineteatro da cidade talvez com um pouco mais de 200 pessoas na plateia. Nas 74 edições já cumpridas «Um Dia Pela Vida» estimulou a inscrição de 3 264 equipas, originou que fossem acesas 56 424 luminárias, registou a inscrição de 46 607 participantes e angariou 4 milhões 366 mil 748 euros e 84 cêntimos para a causa da Liga: a luta contra o cancro.

Isaura Morais com Filipa Rocha Mendes. A presidente da Câmara assegurou apoio ao projeto «Um Dia Pela Vida».

A presidente do Município, Isaura Morais, convidada para esta sessão, saudou a chegada de «Um Dia Pela Vida» a Rio Maior tendo declarado a disponibilidade da autarquia para criar condições que contribuam para o desenvolvimento das atividades da Liga.

Filipa Rocha Mendes tem a expectativa que no concelho de Rio Maior, entre 22 de setembro de 2018 e 2 de fevereiro de 2019 “todos tenham oportunidade de conhecer a missão da Liga”. Esse conhecimento será transmitido “em clima de celebração e festa; é falando de cancro na comunidade, dando exemplos de esperança, ensinando que o caminho mais curto para a cura é a prevenção e que a cura é possível”, explicou. Nestes quase seis meses haverá caminhadas contra o cancro, torneios de futebol, caminhadas, demonstrações de falcoaria, vendas de bolos concertos e palestras; a festa final está agendada para 2 de fevereiro.

A Liga tem a esperança de que “aqueles que foram levados pelo cancro não serão esquecidos, que aqueles que estão a combater o cancro serão apoiados e que um dia o cancro será vencido”, disse Filipa Rocha Mendes.

Sendo do senso comum que as omeletas não se fazem sem ovos, será necessário angariar fundos no seio da comunidade riomaiorense, uma atribuição das responsáveis locais pela coordenação.

«Um Dia Pela Vida» foi criado há 30 anos pela American Cancer Society com o nome de «Relay for Life» contando atualmente, só nos Estados Unidos, com mais de 5 500 comunidades; mais de três dezenas de países abraçaram a iniciativa que é hoje considerada um projeto internacional importante na luta contra o cancro.

O Dr. Vítor Santos no colóquio «Vamos falar de cancro».

A sessão de lançamento de «Um Dia Pela Vida» incluiu o colóquio «Vamos falar de cancro», pelo médico Vítor Santos. O clínico riomaiorense, de Correias, na freguesia de Outeiro da Cortiçada, enfatizou a necessidade de adoção de estilos de vida saudáveis, desde logo a alimentação, e de comportamentos responsáveis, como forma de prevenir tumores, especialmente aqueles que são causados por vírus como os da sida, da hepatite e o papiloma. Os tumores consistem no crescimento patológico de um tecido, não inflamatório, devido à multiplicação anormal de células, patologia designada em medicina por neoplasia.

A enfermeira Célia Mestre falou de Risoterapia.

A sessão de lançamento incluiu ainda uma palestra sobre Risoterapia, pela enfermeira Célia Mestre que pôs toda a assistência a participar nalguns exercícios demonstrativos que geraram um ambiente de descontração e até gargalhadas. Explicou esta enfermeira do Hospital Distrital de Santarém que um espírito otimista, um sentido positivo da vida, o são convívio, a simpatia no relacionamento entre colegas de trabalho, etc. aliviam o stresse e contribuem também para a prevenção do cancro.

Um dos exercícios propostos pela enfermeira é imitar o movimento do retesar do arco e o disparo da flecha. Na 2ª fila, em primeiro plano vê-se Joana Magalhães, colaboradora da Liga no Núcleo Regional Sul.

São responsáveis locais pela coordenação, em conjunto com o Núcleo Regional do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro, desta edição de «Um Dia Pela Vida» em Rio Maior, Célia Flores, Lurdes Gaspar e Isabel Calisto. A equipa de trabalho é constituída por 20 pessoas distribuídas pelos “pelouros” de Missão e Saúde, Recrutamento de Equipas, Divulgação, Logística, Finanças e Entretenimento. Para a organização da festa final estão designadas desde já três pessoas que se encarregarão dos contactos com os artistas.

Célia Flores, Lurdes Gaspar e Isabel Calisto são responsáveis locais pela coordenação do projeto «Um Dia Pela Vida».

A equipa de trabalho. Duas pessoas estavam ausentes no momento da foto. À esquerda, em segundo plano, vê-se Hugo Tavares, colaborador do Núcleo Regional Sul da Liga Contra o Cancro.

O projeto «Um Dia Pela Vida» em Rio Maior já tem 13 equipas mas Célia Flores acredita que outras se formarão ainda. “Esta é uma causa que nos merece a maior atenção e o maior respeito”, afirmou, agradecendo os contributos do Município, do CNIRM e de vários estabelecimentos comerciais e pessoas singulares.

As responsáveis com representantes das equipas já inscritas.

A sessão terminou com a atuação da Tuna da Universidade Sénior de Rio Maior, dirigida pelo maestro Duarte Ferreira, de que fica a foto em baixo.

Resta informar que para participar neste projeto da Liga Portuguesa Contra o Cancro basta formar uma equipa de 8 a 20 elementos e nomear o respetivo capitão e sub capitão. Cada elemento da equipa contribui com 5,00€ de inscrição e recebe uma t-shirt e um crachá. Depois é só organizar pelo menos uma atividade de angariação de fundos ou de prevenção e sensibilização em oncologia e no dia da festa de encerramento estar presente com a sua equipa.

Texto e fotos: Carlos Manuel

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