Região | Município cede viaturas novas ao Centro de Saúde de Rio Maior

Centro de Saúde de Rio Maior acaba de ser equipado com duas viaturas novas adquiridas pelo Município

Duas carrinhas fechadas Dacia Dokker passaram a estar à disposição do Cetro de Saúde Dra. Maria Laudelina Barbosa, de Rio Maior, desde a passada quarta-feira, 13 de Março. Estas viaturas foram adquiridas por 36 000 euros e disponibilizadas pela Câmara Municipal de Rio Maior no âmbito da sua proverbial colaboração com a ARSLVT – Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo através do ACES Lezíria – Agrupamento de Centros de Saúde Lezíria, desde que este concelho se tornou pioneiro na utilização das Unidades Móveis de Saúde (UMS).

As duas Unidades Móveis de Saúde de 2009, agora substituídas.

As duas UMS que estiveram ao serviço, desde que em 17 de Abril de 2009 o então secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, veio a Rio Maior presidir à sua entrega, percorreram milhares e milhares de quilómetros levando cuidados médicos primários e tratamentos ao domicílio aos munícipes acamados ou com dificuldades físicas de deslocação até ao Centro de Saúde, o que se traduziu num inestimável benefício, especialmente para a população mais envelhecida das freguesias rurais. Dados da Unidade de Cuidados na Comunidade relativos a 2018 permitem ter uma ideia da dimensão da utilidade das UMS: no ano passado foram realizadas 6 493 visitas, 6 238 das quais com a intervenção de enfermeiros, 121 com assistente social, 89 com terapeuta ocupacional, 35 com psicólogo e 10 com médico de família. Curiosamente nunca houve necessidade de utilizar os equipamentos instalados em ambas, como por exemplo os desfibrilhadores.

Com quase uma década de circulação e utilização intensa, as duas UMS foram representando, nos últimos anos, um encargo cada vez mais pesado para o Município em matéria de manutenção e reparações devido ao seu desgaste. Em todo o caso, a sua utilidade será prolongada no tempo, embora com utilização diversa: uma delas, que já foi vista pelo comandante distrital de Operações de Socorro de Santarém, vai ser adaptada a viatura posto de comando de operações da Proteção Civil e cedida, mediante protocolo, à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Rio Maior; a outra deverá continuar a circular pelo concelho mas mais em apoio a iniciativas de cariz social.

A presidente da Câmara, Isaura Morais e outros edis com Luís Pisco (ao centro) e Carlos Ferreira (à direita da foto).

As duas novas viaturas, mais pequenas e confortáveis e capazes de acederem a ruas estreitas frequentes nas aldeias, por onde as anteriores não podiam passar, irão transportar as equipas do Centro de Saúde, materiais de diagnóstico e consumíveis, especialmente para a prestação de cuidados de enfermagem.

Uma “foto de família” tendo em fundo a entrada principal do Centro de Saúde e as duas novas viaturas.

À entrega das Dacia Dokker estiveram presentes o presidente da ARSLVT, Luís Pisco e o diretor executivo do ACES Lezíria, Caros Ferreira. Após a observação das carrinhas e uma “foto de família” com os autarcas presentes, médicos, enfermeiros e demais funcionários do Centro de Saúde, numa breve cerimónia na sala de reuniões Isaura Morais, presidente do Município de Rio Maior e Luís Pisco assinaram o protocolo formalizando a cedência das viaturas para o trabalho de proximidade do Serviço Nacional de Saúde junto das populações. Na mesa de honra tomou também lugar Carlos Ferreira.

Sala de reuniões do Centro de Saúde – mesa de honra para a assinatura do protocolo, vendo-se Isaura Morais, Luís Pisco e Carlos Ferreira. Em baixo, uma perspetiva da assistência.

Para o diretor executivo do ACES Lezíria, o Centro de Saúde de Rio Maior “é o exemplo concreto” de que com o tempo “todos os problemas se resolvem”. Recordou a propósito que o Centro de Saúde começou por ter “dificuldades enormes de recursos humanos” mas “hoje, no grupo de pessoal médico estamos muito bem” e só não é de excelência “porque a cobertura não é integral com médico de família” mas ainda assim “é integral”. Ao nível de pessoal de enfermagem reconheceu existir “alguma dificuldade na organização do CSP”, bem como ao nível dos assistentes técnicos, sendo que desde 2012 aposentaram-se dos serviços púbicos “60 000 assistentes técnicos cuja saída não foi compensada”, o que é uma situação complexa.

Ainda no plano das dificuldades a nível de recursos humanos, às vezes “quase insolúveis”, Carlos Ferreira sublinhou a disponibilidade total que tem encontrado da parte da presidente do Município, “para ver o que é que de acordo com os meios próprios da autarquia é possível dispensar”, concluindo: “Portanto todos os problemas se resolvem e os que temos neste momento também se vão resolver”.

O edifício do Centro de Saúde e a sua zona envolvente, assim como o contributo dado pela autarquia do concelho mereceram, igualmente, a atenção do diretor executivo do ACES Lezíria, assunto  que este site abordará posteriormente.

A presidente do Município e o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, assinam o protocolo de cedência das viaturas para o serviço do Centro de Saúde.

Valorizando o apoio municipal em viaturas, Carlos Ferreira referiu-se à frota do Agrupamento (ACES) não como sendo velha mas sim “muito velha”, com “17% das viaturas com mais de 500 000 quilómetros e mais de 50% com uma idade próxima dos 20 anos”.

Por último, o responsável do Agrupamento aflorou o problema das comunicações que perdurava desde Novembro de 2018, era de natureza informática e que por coincidência tinham ficado resolvidos naquele mesmo dia 13.

Isaura Morais corroborou a observação do diretor executivo do ACES Lezíria de que com o tempo todos os problemas se resolvem, afirmando “todos os dias encontramos soluções para os problemas que nos vão surgindo”, o que corresponde à sua forma de estar e à da restante vereação. Sendo o Centro de Saúde “o equipamento público que maior frequência tem de utentes desde a infância à velhice, tem-se encontrado sempre soluções para ir resolvendo os problemas que vão aparecendo”, como por exemplo a necessidade das novas viaturas. E nesse caminho tem sido fundamental o acreditar e o persistir de Carlos Ferreira na possibilidade da resolução das dificuldades, reconheceu, agradecendo-lhe por isso.

A troca do exemplares do protocolo já assinados.

Dirigindo-se ao presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a autarca considerou que o facto de ele estar presente na assinatura do protocolo de cedência das carrinhas ao Centro de Saúde era o reconhecimento da importância do gesto do Município, que, frisou, quer uma só coisa: “Melhorar os cuidados prestados na nossa comunidade, seja no Centro de Saúde seja no domicílio” (…) um trabalho que, quando chegar a descentralização na área da saúde, “eu quero, ou quem me suceder no cargo há de quer continuar”, assim venham as competências acompanhadas pelas devidas condições para a sua materialização.

Luís Pisco enalteceu o papel que tem vindo a ser desenvolvido pelo diretor executivo do ACES Lezíria na “integração de cuidados e uma grande relação de proximidade, de trabalho conjunto, de solidariedade entre o hospital e os cuidados de saúde primários”, que também mereceu elogios da parte do Hospital Distrital de Santarém. É pois claro que é dever do Serviço Nacional de Saúde “facilitar a vida das pessoas”, que devem poder circular entre os vários níveis de cuidados “de uma maneira fluida e não que seja preciso quase que um passaporte para passar dos cuidados primários para o hospital e do hospital para os cuidados continuados”.

A propósito de uma previsível transferência de competências para as autarquias concelhias no plano da saúde, o presidente da ARSLVT comentou que quando “ainda não se falava nem se sonhava com delegações de competências nem com descentralizações, já o Município de Rio Maior” procurava ajudar a superar dificuldades, “portanto em muitas daquelas áreas em que incidirá de futuro a colaboração, esta já existia anteriormente”. Trabalhar com as autarquias “tem sido uma experiência extraordinariamente positiva”, declarou Luís Pisco.

Sobre a cedência das novas viaturas, Luís Pisco agradeceu-a, considerando-as “instrumentos de trabalho fundamentais para o serviço da Unidade de Cuidados na Comunidade”.

Texto e fotos: Carlos Manuel

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