Região | No 10.º Bagatunaço a Bagatuna reforça laços com a cidade

O 10.º Bagatunaço será especial para a Bagatuna e a comunidade romaiorense

António Barreiro, Magister da Bagatuna no 10.º Bagatunaço.

A Bagatuna – Tuna Masculina da Escola Superior de Desporto realiza este ano, nos dias 8 e 9 de Março o 10.º Bagatunaço – Festival de Tunas Masculinas da Cidade de Rio Maior. Esta edição, do festival, por ser a décima é um momento especial de satisfação e orgulho para os estudantes e será certamente para os riomaiorenses um motivo de regozijo por terem o que tantas outras cidades gostariam de usufruir: uma tuna académica.

António Barreiro é o atual Magister da Bagatuna. Este jovem e a sua equipa não têm poupado a esforços para fazerem do 10.º Bagatunaço um acontecimento memorável.

Nascido em Pousos (Leiria), andou na escola na capital do Lis, depois em Ninho de Águia (Ourém), concluiu o ensino secundário em Fátima, teve em perspetiva seguir estudos na Academia Militar ou ingressar na Polícia de Segurança Pública mas acabou por se decidir pela Escola Superior de Desporto de Rio Maior onde se apaixonou pela Bagatuna.

Região de Rio Maior (RRM) – Ó António, na tuna que instrumento é que toca?

António Barreiro (AB) – Olhe, como na minha turma no ensino secundário sabiam que eu gostava de tunas ofereceram-me um cavaquinho e é claro, comecei a tocar cavaquinho. Entretanto, como já tinha tido formação em piano… peguei no acordeão! Daí em diante tem sido sempre acordeão, com uma ou outra incursão na guitarra.

RRM – O António, será que “pegou de estaca” em Rio Maior?

AB – Não sei se ficarei cá… Vou ao sabor da corrente; é o meu lema de vida: se for para ficar, fico. Embora o meu futuro dependa das oportunidades que possam surgir o que é garantido é que ao fim destes quatro anos em que cá estou, Rio Maior já é um marco na minha vida.

RRM – Sei que o António está a cursar Condição Física. O que é que pensa fazer depois?

AB – A minha ideia foi começar por ganhar gosto pela Condição Física, pelo mundo dos ginásios. A partir daí, consoante o caminho que for percorrendo, ver em que posso evoluir mais e quem sabe, fazer uma nova licenciatura Remover termo: na área do desporto e lá mais para diante abrir uma empresa de consultadoria de ginásios.

RRM – Dado o António Barreiro a conhecer às pessoas, quer contar como chegou a Magister da Bagatuna?

AB – Chegar a magister é um processo gradual mas não é pelo tempo que se tem de tuna que vamos evoluindo hierarquicamente. Para essa evolução são tidos em conta o esforço e a vontade de evoluir. Os tunos, que são o patamar superior da tuna, é que vão apreciando o nosso estado no grupo, decidindo e propondo a nossa subida hierárquica. Hoje em dia, com a adoção do Processo de Bolonha pelo nosso país, licenciarmo-nos passou a levar três anos e por consequência a mudança de magíster tornou-se mais rápida.

RRM – Digamos que o António estava “na calha” para a sucessão…

AB – Bom, eu sou tuno praticamente há um ano e a minha vida tem-se desenvolvido aqui em Rio Maior. Colocou-se a necessidade de um de nós assumir a função de Magister, conversámos sobre o assunto entre tunos – porque esta é uma decisão tomada em consonância pelo conjunto dos tunos – e foi-me proposto que fosse o novo Magister da Bagatuna. Resumindo o processo a partir daqui: feita a proposta, cabe ao tuno pretendido para magister dizer se aceita ou não a função e se for este último o caso, por que razão não está interessado.

RRM – Portanto o António aceitou e em boa hora o fez porque bem sabemos o quanto tem trabalhado, naturalmente com o apoio da sua equipa, para o êxito do 10.º Bagatunaço. Só por curiosidade, além do estatuto de tuno, que outras categorias existem na Bagatuna?

AB – A nossa hierarquia organiza-se em três categorias que são, em sentido crescente de importância: Animal, cujos membros usam uma pipazinha na lapela; Bagatuno, que é a dos membros que já podem transportar a insígnia máxima da tuna que é a pipa com o bagaço; e Tuno, cujos titulares se distinguem dos restantes por usarem o barrete de salineiro. Além destas categorias temos a subcategoria de Projeto que está reservada aos estudantes que pretendem ingressar na tuna, que as pessoas identificam por andarem vestidos de “frades”; ainda não são da tuna porque não podem trajar mas podem vir a ser.

O 10.º Bagatunaço – Festival de Tunas Masculinas da Cidade de Rio Maior

RRM – Falemos então do Bagatunaço 2019, que tem um sabor especial por ser o décimo.

AB – Quando assumi a função de Magister da Bagatuna, uma das coisas que me “assustou” foi ter que organizar o 10.º Bagatunaço. Porquê? Porque são dez anos de histórias na história do Festival de Tunas Masculinas da Cidade de Rio Maior. Tentar honrar o Bagatunaço no seu 10.º aniversário tem sido uma tarefa algo stressante… Não queremos, de todo, que este Bagatunaço corra menos bem! Queremos que as pessoas assistam ao nosso programa e percebam que a Bagatuna vai prosseguir o seu percurso, vai continuar a “escrever” a sua história, dignificando a Escola Superior de Desporto e levando o nome de Rio Maior por todo os país.

RRM – Dada a particularidade de se tratar do 10.º Bagatunaço, vão introduzir novidades no programa?

AB – Fruto das nossas conversas com pessoas de Rio Maior e também da nossa própria perceção, este ano, como é o décimo do Bagatunaço, introduzimos algo que faltava: um elo de ligação com a cidade. Assim, o 10.º Bagatunaço, além de trazer várias tunas como é habitual, irá mostrar que o nosso Festival de Tunas Masculinas sem a Cidade e sem que as pessoas o entendam como sendo delas, não pode acontecer. Queremos ligar a Bagatuna às pessoas da cidade e ligar as pessoas da cidade à Bagatuna. Por outras palavras, vamos mostrar que a Bagatuna, sendo uma tuna da Escola Superior de Desporto de Rio Maior também é uma tuna da cidade. E como é que isso se faz? Faz-se trazendo o bom da cidade para o nosso Festival e dar o melhor do Bagatunaço à cidade!

RRM – Muito bem. Quer trocar essa excelente intenção por miúdos?

AB – Por exemplo, trabalhámos no sentido de introduzir no programa, uma grata memória para os riomaiorenses, dos tempos do Coral e Orquestra Típica António Gavino de Rio Maior: felizmente tivemos a oportunidade de adaptar um dos seus temas mais emblemáticos: «Marinhas do Sal». Associámo-nos ao CantoRio para fazer a adaptação ao Bagatunaço. Creio que será muito interessante, uma homenagem ao COTAGRM e à própria cidade.

RRM – Quanto ao mais, o melhor mesmo é não faltar ao espetáculo das tunas a concurso no 10.º Bagatunaço, no Cineteatro de Rio Maior, no dia 9 de março, com início às 20h30.

AB – Estarão a concurso a TUSA – Tuna Universitária Scientiarum Agrariarum da Universidade dos Açores, a Fan-Farra Académica de Coimbra, a Tuna TS – Tuna de Tecnologias da Saúde do Porto e a TUALLE – Tuna Universitária Afonsina de Loulé, que é a Tuna Irmã da Bagatuna. As três últimas já estiveram em Bagatunaços.

Extra concurso participam neste Festival de Tunas a Sal&Tuna – Tuna Feminina da Escola Superior de Desporto de Rio Maior e a TUFES -Tuna Feminina Scalabitana do Instituto Politécnico de Santarém, Tuna Madrinha da Bagatuna. Como já referi teremos a participação especial do Grupo Coral CantoRio da Associação Cultural do Concelho de Rio Maior.

RRM – É claro que na sexta-feira, 8 de Março, também haverá a tradicional Noite de Serenatas, mas este ano longe da Praça do Comércio.

AB – Em virtude das obras em curso na Praça do Comércio, onde se situava a Fonte dos Estudantes, este ano a Noite de Serenatas muda-se para as Salinas de Rio Maior, com início marcado para as 22 horas. As Marinhas do Sal também são emblemáticas de Rio Maior e o Largo do Salineiro será um bom palco para este evento que terá um toquezinho especial, dado coincidir com o Dia Internacional da Mulher, que se celebra a 8 de Março; a Noite de Serenatas será dedicada não só à cidade de Rio Maior mas também às mulheres: acho que a Mulher deve ser glorificada nas nossas vidas!

RRM – Qual é o tema do 10.º Bagatunaço?

AB – O tema do Festival, desta vez é a «Evolução» geracional da Bagatuna e das pessoas que foram integrando a tuna. Temos algumas homenagens preparadas e algumas surpresas… mas isso são mesmo surpresas, para mostrarmos o nosso agradecimento aos nosso tunos antigos, às pessoas que fundaram a Bagatuna e àquelas que a foram levando por diante.

Texto e fotos: Carlos Manuel

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