Região | Nomes maiores no Caldas Nice Jazz 2019

Os principais nomes do Caldas Nice Jazz 2019 já estão definidos e compõem um cartaz de luxo.

Aaron Goldberg Trio no Caldas Nice Jazz de 2017.

Brad Mehldau Trio e Dave Douglas & Uri Caine Duo são os grandes destaques deste ano, nomes maiores da cena jazz contemporânea. Concertos imperdíveis a acontecerem a 4 e 31 de outubro. Mas este ano destacam-se também as atuações, no grande palco do CCC – Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha, da Orquestra de Jazz de Matosinhos, Kinga Glyk, Isabella Lundgren, Pedro Moreira Sax Ensemble e Matthew Halsall.

De Brad Mehldau já muito foi dito: soberbo na sua formação e técnica clássica, Mehldau é alguém que transforma jazz standards em fugas Bachianas; que transforma êxitos de Rock nas mais brilhantes composições de Jazz; que tem uma mão esquerda capaz dos mais intrínsecos arpeggios; que com a sua mão direita executa complexos exercícios; que tem dois cérebros; que não é deste mundo. Brad Mehldau é sem sombra de dúvida um dos mais consensuais nomes do Jazz contemporâneo e um dos mais brilhantes compositores e executantes das últimas décadas. O regresso a Portugal em formato Trio com Jeff Ballard e Larry Grenadier traz na bagagem temas do novo trabalho em trio Seymour Reads The Constitution.

Há muito que o trompetista Dave Douglas e o pianista Uri Caine encetaram um trabalho colaborativo, mas esta é a primeira vez que os encontramos em duo num disco. O projeto inspira-se no repertório Sacred Harp, tradição coral protestante do Sul dos Estados Unidos que remonta ao século XVIII e se manteve viva até ao XIX. O conceito, ora passa pela adaptação de temas históricos ora pela escrita (por Douglas) de peças com esse tipo de influência. Neste contexto, o trompete toma as vezes da voz humana e o piano assume por inteiro a sua função de acompanhamento, com Caine empenhado “em manter o groove” e em “criar texturas para o solista”.

Este mergulho com linguagem jazz num património musical distinto dos gospels negros constitui uma surpresa. Trata-se de um projeto deveras interessante, se bem que as discografias de Dave Douglas e Uri Caine tenham obras mais gratificantes. Quem referencia Uri Caine nas suas versões de Mahler ou Bach encontra apenas um indício desse tipo de investimento na primeira faixa, «Soar Away», mas quem prefere ouvir Douglas em primeiríssimo plano tem aqui com que se deleitar. Ainda que respeitando os originais, a adoção destes pelos dois músicos é muito livre, de acordo com as premissas da “arte do duo”.

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