Região | Orquídeas – as flores da maior família de plantas do Mundo

Coordenação e texto de Tomás Duarte Ferreira | nairojorn@hotmail.com

Orquídea

Síntese Prática

  • Nome científico – Cymbidium sp.
  • Nome comum – Orquídea, Cimbidio.
  • Origem – Ásia.
  • Exposição – Sol pleno.
  • Utilização – Ornamental.
  • Temperatura – Entre 23 e 30ºC.
  • Humidade ambiental – Elevada.
  • Substrato – Terra vegetal e musgo.
  • Rega – Abundante no período ativo.
  • Adubação – Quinzenal no período ativo.
  • Reenvasamento – Cada 2 a 4 anos.
  • Propagação – Por divisão de rizomas.
  • Fitossanidade – Cochonilhas e virus que provocam necroses.

As orquídeas são, porventura, a maior família de plantas que dão flor. Sendo autênticas jóias da coroa do reino vegetal têm suscitado tal interesse que, presentemente, são conhecidas mais de 35 000 espécies. Daí o facto de haver necessidade de agrupar as plantas pertencentes à família botânica das Orchidaceas em duas sub-famílias – Diandrae e Monandrae –, duas sub-séries, oitenta e cinco sub-tribos e mais de 2 500 géneros! Já Confúcio dizia exalarem as orquídeas o perfume dos reis. Daí a justificação do presente que Belkis, rainha de Sheba, terá oferecido a Salomão, rei de Israel que mais tarde viria a desposá-la não se sabe se por influência da embiaguez odorífera, se pela deslumbrante beleza dos predicados físicos da ofertante. As orquídeas pertencem ao género Orchis que, etimologicamente, deriva do vocábulo grego Órkhis, que significa testículo e eidos, sufixo que quer dizer “forma”. As primeiras quinze espécies de orquídeas só em 1795 foram catalogadas pelo Kew Gardens de Londres, altura em que o viveirista alemão Conrad Loddiges, residente em Inglaterra, iniciou a sua produção industrial. Sendo as necessidades destas plantas diferentes das da maior parte das que se cultivam em interior, ao contrário do que é suposto a sua cultura não oferece quaisquer problemas. Das espécies conhecidas, cerca de metade são terrestres, vivendo as restantes presas a árvores, arbustos ou superfícies rochosas, como epífitas.

Instalação e cultura

As orquídeas mais cultivadas, como plantas de interior, pertencem ao género Paphiopedilum. No seu habitat natural, a maior parte cresce a sol direto, ou na meia sombra. Em cultura de interior será necessário, e conveniente, colocar as plantas junto a uma janela de tal forma que apanhem algum sol, tanto de manhã como à tarde. Necessitam de humidade elevada, exceto no período do repouso vegetativo. Por isso deverão conservar-se em ambientes húmidos, que podem ser obtidos colocando-as sobre seixos e turfa. Excedendo a temperatura os 21ºC é conveniente pulverizar as folhas com água, não calcária, uma ou duas vezes por dia. A rega é a causa mais frequente de insucesso cultural, sendo o excesso de água mais prejudicial que a sua falta. Desde o fim da Primavera até Setembro são, geralmente, necessárias regas abundantes cada 2 ou 3 dias, devendo o substrato possuir uma superior capacidade de drenagem.

O substrato para estas plantas pode ser muito variado sendo, porém, a boa drenagem condição sine qua non para o sucesso da cultura. Não obstante é recomendada uma mistura de musgo e terra vegetal em partes iguais.

Sempre que se verifiquem deficiências na drenagem e sintomas da existência de humidade excessiva no subtrato, as plantas devem ser transplantadas.

O repouso vegetativo ocorre no Outono/Inverno, altura em que é apenas necessário regar o suficiente para manter húmido o substrato o que se consegue, normalmente, com uma abundante rega semanal.

É muito importante utilizar apenas água destilada, ou mesmo da chuva, desprovida de calcário. No caso de se regar com água da rede, por vezes excessivamente calcária, é conveniente baixar o pH pela adição de sulfato de ferro.

A adubação é feita quinzenalmente, da Primavera ao Outono, alternando um fertilizante para plantas de flor, com um outro para plantas verdes. Fora deste período a fertilização é esporádica.

Após a floração, cada 2, 3 ou 4 anos procede-se ao reenvasamento, suspendendo-se a rega durante duas ou três semanas. Reenvasar antes dos dois anos, não é normal.

Multiplicação

A multiplicação de orquídeas com ramificação simpodial – pontos vegetativos sucessivos – é viável pela divisão dos rizomas. Se a  ramificação é monopodial – um único ponto vegetativo – a propagação pode fazer-se por estacas de ponta ou a partir de lançamentos laterais. É na Primavera que se executa esta operação cultural.

Fitossanidade

As pragas que com maior frequência atacam estas plantas são constituídas por cochonilhas, aranhiço vermelho e trips que se eliminam por processos convencionais conhecidos dos jardineiros.

Doenças originadas por virus, que provocam necroses na folhagem, podem também surgir.

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