Região | Pingo Doce, um bom exemplo, escreve Garcia Cruz

Pingo Doce, um bom exemplo.

Reflexão de Garcia Cruz

Gente boa, simpática, solidária, inteligente. São assim, muitas vezes, os portugueses. Porém, também temos um lado menos bom. Não aceitamos facilmente o reparo e até mesmo a útil sugestão frequentemente nos perturba. Isso acontece individualmente mas também ao nível das organizações que, movidas muitas vezes por diversos interesses, esquecem o essencial e o essencial são as pessoas. Afinal são as pessoas a razão de todos os projectos, sejam eles políticos, sociais, ambientais, empresariais ou familiares. Querer ganhar dinheiro, muito dinheiro, leva a que muitas vezes se tomem decisões pouco ou nada equilibradas. Decisões injustas, muitas vezes. Mas “chega” de conversa. Vamos ao que me trouxe aqui:

Há algumas semanas, ao estacionar o meu automóvel no parque de uma das lojas Pingo Doce, em Caldas da Rainha, tive o azar de o fazer junto aos 3 metros de lancil mais alto. Como consequência, ao raspar com a parte plástica do pára-choques (spoiler) dianteiro, aconteceu que no momento do recuo, apesar do cuidado, este sofreu danos significativos. Apresentada a situação na loja, na tentativa de ser ressarcido pelo prejuízo sofrido e apresentada também a óbvia sugestão para que o lancil fosse corrigido, não fui compreendido nas minhas alegações. Por essa razão e pela clareza demonstrada em atribuírem-me exclusiva responsabilidade pelo dano sofrido, decidi solicitar o livro de reclamações. Mais tarde, já em casa, nesse mesmo dia, escrevi ainda uma carta à administração da loja, expondo, com todo o pormenor, esta situação. Pus a tónica sobretudo na necessidade de alterar o “maldito” lancil, para que outros não tivessem o mesmo azar. Falei também no descontentamento pelo atendimento, deixando claro que não me sentiria engrandecido com qualquer penalização aos colaboradores da loja que me atenderam. Alguns dias depois de expedida a carta, sem telefone para contacto e sem nº de porta (nº de polícia), fui procurado na minha residência por uma jovem e simpática gestora do Pingo Doce. Foram-me apresentadas desculpas pelo atendimento antes prestado e fui informado que seria feita participação ao seguro que, em seu entender, iria assumir o reparo da viatura. Na verdade não foi isso que aconteceu numa primeira decisão da seguradora. Porém, a meu pedido, uma segunda apreciação do caso determinou o ressarcimento pelos danos sofridos.

Agora, em conclusão, quero dizer o seguinte: Considero que devemos reclamar sempre que sofremos prejuízos sem que disso sejamos culpados. É isso que faço nesses casos. Porém, também gosto de elogiar e faço-o muitas vezes quando para tal tenho razões. Considero mesmo que devíamos ter sempre ao dispor um livro de elogios. Neste caso, irei dar conta da minha satisfação à administração do Pingo Doce, mas entendo também que devo torná-lo do conhecimento público por o considerar um bom exemplo. Parabéns ao Pingo Doce. Gostei de saber que os seus clientes merecem mesmo a sua melhor atenção. Acredito que, sempre que possível, o mesmo acontecerá com os seus funcionários. Muito obrigado e votos de muito sucesso, inclusive à útil e inteligente gestora que me procurou.

Nota: este texto não está em conformidade com o novo acordo ortográfico.
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