Região | Prímula – A primeira flor antes da Primavera

Coordenação e texto de Tomás Duarte Ferreira | nairojorn@hotmail.com

Prímula

PRÍMULA.                                                   

Síntese Prática

  • Nome científico – Primula acaulis.
  • Nome comum – Prímula, Primavera.
  • Origem  Ásia Meridional, América do Sul
  • Género de planta – Herbácea anual, bienal ou perene.
  • Utilização – Canteiros, bordaduras.
  • Família – Primulaceae.
  • Exposição – Sempre na meia sombra.
  • Solo – Bem drenado, ligeiramente ácido , com muito boa drenagem.
  • Rega – Constante.
  • Fertilização – Adubo rico em potássio.
  • Multiplicação – Sementeira e por divisão de pés.
  • Época da floração – Novembro/Março.
  • Fitossanidade  Aranhiço vermelho, caracóis, mosca branca, otrytis…

O nome Prímula atribuído a estas plantas, pode advir do facto de serem elas as primeiras a florir antes da Primavera. Talvez por isso, os ingleses lhe chamem “primrose”, que sugere “primeira rosa”. Com efeito, o termo rosa era, em tempos idos, utilizado para designar inúmeras espécies florícolas, sendo a Prímula uma delas.

As prímulas estão associadas ao equilíbrio mas também à harmonia, juventude, renovação e objetividade. Enviar prímulas a alguém é manifestar-lhe apoio e incentivo.

Das cerca de 550 espécies do género Prímula, as mais conhecidas são a Primula acaulis, perene de exterior, e a Primula obconica, cultivada  como planta de interior. O género Primula compreende um grande número de variedades híbridas, obtidas por cruzamentos entre váras espécies. Embora vivazes são, geralmente cultivadas como anuais, não só porque o calor e a falta de humidade, no Verão, afetam a sua atividade vegetativa, como ainda porque as flores produzidas nos anos seguintes são de menor qualidade, mais pobres e de inferior valor comercial e ornamental.

As prímulas rústicas nascem espontaneamente junto às árvores e o colorido amarelo das suas flores, são o prenúncio da Primavera. Já as variedades cultivadas tanto em vasos, no interior, como no exterior tornam-se, frequentemente, caprichosas exigindo clima moderadamente húmido, fertilização adequada, rega criteriosa e localização bem iluminada sem incidência direta de raios solares.

Possuem dimorfismo floral, havendo espécies de flores com estilete longo e estames curtos, enquanto noutras sucede o inverso. A cor das flores é variada podendo ser amarela, branca, rosa, violeta… surgindo a floração de meados de novembro até Março/Abril, consoante a região e o clima.

Instalação e cultura

 Terrenos ácidos ou ligeiramente calcários, compostos por uma mistura de terra vegetal, areia e turfa, são o substrato adequado para estas plantas. Para além disso, o solo deve possuir ótima drenagem para que a água, de regas generosas que as prímulas exigem, não se acumule durante muito tempo o que, a suceder, poderá provocar o apodrecimento do colo e a perda de plantas. O excessivo calor e a falta de humidade, não beneficiam as petúnias.

A utilização de um adubo rico em potássio – K –, favorece a floração em termos de qualidade e quantidade. A utilização de um adubo de libertação lenta, na altura da plantação, potencia os benefícios da fertilização.

Multiplicação

A sementeira e a divisão de raízes são métodos de propagação utilizados com bons resultados. No caso da sementeira, esta pode realizar-se entre Maio e Setembro, germinando a semente passados 20 a 28 dias, com temperaturas entre 12 a 15 ºC.

A divisão de raízes, ou de tufos, tem lugar no Outono.

Sanidade

As prímulas são sensíveis a ataques de fungos como Botrytis, ferrugem e Phyphthora primulae, ou a pragas de pulgão, aranhiço vermelho, mosca branca, lagarta mineira e caracóis.

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