RILSOMA: 30 anos a acrescentar valor à actividade agrícola

• Vem aí a era do diagnóstico computarizado nas máquinas Stihl

A RILSOMA é uma empresa riomaiorense com largos anos de experiência e nome prestigiado na praça.

Fundada em 1981, começou com os irmãos Silva: Joaquim, Filipe e António, e com Manuel Messias Dias. Mais tarde Joaquim Silva quis sair e cedeu a quota ao sobrinho, José Vicente. Por sua vez Filipe Silva dividiu a quota com o seu irmão e com Manuel Messias Dias, que ficou com António Silva; este viria a reformar-se e passou a parte dele para Manuel Messias Dias e a sua esposa, Maria José Dias.

“Vim para a firma Irmãos Silva em 1966. Em 1981 pensámos constituir a RILSOMA – Sociedade de Máquinas Agrícolas de RioMaior”, recorda Manuel Dias.

A nova firma instalou-se na rua José Pedro Inês Canadas, próximo do seu entroncamento com a rua 5 de Outubro, num espaço pequenino que ainda hoje se vê mesmo ao lado da entrada para o parque de estacionamento subterrâneo. “Foi aí, nessa casinha velha, que eu comecei aos 13 anos de idade…”, acrescenta Manuel Dias. Depois a RILSOMA mudou-se para a rua de S. Sebastião (aquela que vista da rua 5 de Outubro vai ter direitinha à escadaria que leva ao Lar dos Velhinhos).

Por essa altura a agricultura estava a começar a ganhar outro fôlego no país e como tal em Rio Maior também. Teriam sido bons tempos se não fosse a inflação, “porque comprávamos, vendíamos, ganhávamos dinheiro mas quando íamos para voltar a comprar, o que tínhamos ganho já não chegava!”, lamenta Manuel Dias para quem “houve ali uns anos um bocadinho difíceis”.

Mas a RILSOMA resistiu, afirmou-se no mercado e cresceu. Quem passasse pelo seu stand, instalado no espaço que adquiriu e onde hoje se encontra a Farmácia Central, apercebia-se da saúde da empresa.

Atualmente a RILSOMA tem o seu stand no Edifício Ruy Belo, nº 27 C, que dá para a rua Poeta Ruy Belo, a rua Escola Superior de Desporto de Rio Maior e a avenida General Humberto Delgado.

Aproximadamente 33 anos depois a sede da RILSOMA mudou-se para as antigas instalações da Casa Ricarte, na Rua da Paz, mais amplas e dispondo de estacionamento próprio para os clientes. É por trás do Continente.

Duas das marcas que a RILSOMA representa são o seu orgulho: a Stihl e a Honda. Também representam a Viking, que pertence ao grupo Stihl. “Esta empresa, na mesma linha dos seus antecessores – os Irmãos Silva – já colabora com a Stihl há cerca de cinquenta anos”, esclarece Filipe Gaspar, nomeando máquinas da marca disponibilizadas

pela firma como “as motosserras, os sopradores, as roçadoras, os varejadores…”, “A Honda é a marca dos nossos produtos de força”, adianta este colaborador da RILSOMA, explicando que existe a Honda Marine, a Honda Produtos de Força, a Honda Motos e a Honda Automóveis. “Nós trabalhamos com essa divisão específica que é a dos Produtos de Força em que se englobam as motoenxadas, os motocultivadores, os corta-relvas, roçadoras, geradores e por aí fora”, detalha.

Estas marcas estão implantadas em todo o Mundo e “aqui em Rio Maior só nós é que temos autorização para as vender”, esclarece o colaborador da firma explicando que “a Stihl tem cerca de 170 distribuidores espalhados por todo o país, que comercializam e prestam assistência às máquinas da marca; é o que faz a RILSOMA no concelho de Rio Maior.

Porque trabalha neste ramo, Filipe Gaspar deixa este alerta aos consumidores destes equipamentos: “Decidam bem antes de comprar, porque surgem-nos muitos casos de máquinas compradas em grandes superfícies, que não têm fiabilidade, assistência em peças de reposição nem a durabilidade que as pessoas imaginam. Estas máquinas devem ser adquiridas nos agentes especializados, que oferecem assistência pós-venda e aconselhamento adequado, direccionando para a verdadeira necessidade de cada cliente.”

José Vicente, como sócio da RILSOMA dá-lhe apoio nos seus tempos livres, nomeadamente ajudando nas vendas, canalizando potenciais clientes para a sede da empresa e assumindo a representação da mesma nas feiras. É presença assídua no espaço que a RILSOMA detém no Mercado de Santana já há mais de 10 anos. “Até aqui é um espaço que tem valido a pena”, afirma.

A RILSOMA também costuma estar presente na FRIMOR e nas Tasquinhas de Rio Maior. “É sempre útil estar nestes certames, porque mesmo que a pessoa, quando nos visita, não o faça com a intenção de comprar, mais tarde acaba por procurar a RILSOMA para comprar a máquina de que necessita. É uma sementeira que se faz”, afirma José Vicente.

Por sua vez a sócia Maria José Dias dedica o pouco tempo que tem livre, a dar a ajuda que for necessária à empresa, principalmente aos fins-de-semana, no Mercado de Santana.

Hoje em dia, inovar é quase palavra de ordem por isso a RILSOMA também está atenta ao que possa representar mais e melhor para os seus clientes. É o caso do diagnóstico para as máquinas Stihl, como elucida Filipe Gaspar: “A Stihl, que está em constante aceleração no mercado e lança produtos novos todos os anos, obriga-nos agora, a nós distribuidores, a nós que damos assistência, a termos um computador para ligar à motosserra ou a qualquer outra máquina da marca, para diagnosticar o problema que ela possa ter, o que já é por si só uma grande inovação, porque até aqui esse processo de diagnóstico aplicava-se apenas aos automóveis. Portanto, agora o motor da motosserra já é gerido eletronicamente, adequa-se a qualquer altitude, a qualquer manuseamento da máquina pelo operador. Daí que seja necessário, além do curso que tem que se fazer na Stihl, um computador com software de diagnóstico próprio, que já adquirimos à marca e que estamos à espera de receber a qualquer momento; seguir-se-á a formação.

O recurso a esta tecnologia é uma necessidade cada vez mais acentuada, porque a curto prazo a Stihl vai implementar nos seus motores esse sistema de diagnóstico, pelo que será imperativo que tenhamos o software adequado. Na verdade, a Stihl, para além de passar a ter nas suas máquinas a gestão eletrónica do carburador, também vai aplicá-lo nos motores a bateria. Aliás, a Stihl está a lançar cada vez mais máquinas a bateria.”

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