Rio Maior recebeu Workshop “Cidades Analíticas”

Secretário de Estado Miguel de Castro Neto.

Secretário de Estado Miguel de Castro Neto.

O secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Miguel de Castro Neto, veio hoje a Rio Maior abrir, juntamente com a presidente da Câmara local, Isaura Morais, um workshop sobre Analítica Urbana -­ Acelerando o Desenvolvimento de Cidades Inteligentes em Portugal.

Rio Maior foi a cidade escolhida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) para a realização deste workshop, de um conjunto de cinco programados, dos quais os dois primeiros já tiveram lugar no Porto e em Faro e os dois últimos serão acolhidos por Coimbra (19 de março) e Évora (20 de março), todos promovidos pelas respetivas CCDR’s, no quadro da estratégia governamental «Portugal 2020».

São objetivos destes workshops:

  • promover o desenvolvimento urbano sustentável e inteligência urbana;
  • promover o Prémio Cidades Analíticas 2015 (5.000,00 €);
  • potenciar o interesse e o desenvolvimento de soluções urbanas inteligentes a nível local e regional;
  • identificar casos de estudo e exemplos de projetos portugueses;
  • informar sobre as possibilidades de apoio e financiamento a investimentos desta natureza no âmbito do «Portugal 2020».

Esta série de workshops irá desembocar na Conferência Internacional «Cidades Analíticas 2015», aberta a todos os profissionais interessados na temática urbana e que trabalhem em autoridades locais ou regionais, universidades, institutos de investigação, organizações não-governamentais ou empresas privadas. Os dois principais desideratos da Conferência são a mobilização dos municípios e restantes atores para acelerar o desenvolvimento das cidades inteligentes em Portugal e o fortalecimento da cooperação entre Portugal e os países EFTA – Associação Europeia de Comércio Livre (Noruega, Islândia, Liechtenstein e Suíça), no âmbito das políticas urbanas.

Portugal foi um dos países fundadores da EFTA, da qual saiu quando da sua adesão à União Europeia mas, como em 1973 a então Comunidade Económica Europeia (CEE) e a EFTA (com exceção da Suíça que rejeitou a ideia por referendo popular) acordaram a criação de uma zona de comércio livre, que viria a ser designada a partir de 1992 por Espaço Económico Europeu (EEE), Portugal continua estreitamente ligado à EFTA. Vem isto a propósito do facto de a Noruega ser parceira de Portugal neste projeto de desenvolvimento das cidades analíticas no nosso país.

Muito resumidamente, a Analítica urbana é um campo específico da inteligência urbana, orientada para a aplicação de soluções analíticas avançadas às cidades, combinando informação geográfica, sistemas de informação, análise espacial, métodos quantitativos, data mining (pesquisa intensiva de de dados sobre as matérias em que se está a trabalhar) e programação computacional, tudo mediante investimentos tecnológicos, como sejam a Internet of Things (a internet das coisas), Big Data (volume gigantesco de informação), computação em nuvem, redes sociais e soluções móveis. Em suma: pensar, reordenar e requalificar as cidades com o máximo de racionalidade para obter o máximo de eficácia em todos os sentidos da vida e das atividades humanas.

Desenvolvimento na edição em papel de 20/3/2015 do jornal Região de Rio Maior.

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