Rio Maior tem táxi para pessoas com mobilidade reduzida

Agora, no concelho de Rio Maior, há um táxi preparado para transportar nas suas próprias cadeiras de rodas pessoas portadoras de mobilidade reduzida.

Luís Santos, proprietário dos Táxis Luís Santos, empresa com sede na Ribeira de S. João, explica as razões que o levaram a fazer este investimento em plena época de dificuldades económicas e financeiras:

“Uma das razões que me levou a comprar este carro foi as companhias de seguros questionarem-me se eu tinha carro para pessoas com mobilidade reduzida, preparado para cadeiras de rodas.

Por outro lado, verificar que clientes meus, como por exemplo três jovens sinistrados de acidentes de trabalho, têm muita dificuldade para entrar nos táxis normais, também me tocou e começou a fazer-me sentir na obrigação, quase moral, de adquirir um carro preparado para facilitar a vida das pessoas com esse tipo de problemas.

É um investimento, numa altura destas, um bocado puxado mas foi uma das coisas que fiz que mais me satisfez.”

Conta ainda que às vezes, por via dos seguros, também transporta bombeiros que se aleijam. “Eles diziam-me que lá no quartel, a viatura que tinha mais saídas era a ambulância com rampa; esse dado também me puxou um bocadinho para a aquisição deste carro. Além disso, no concelho de Rio Maior não existia nenhum carro destes, preparado para o transporte de pessoas com mobilidade reduzida.

O facto deste novo táxi dos Táxis Luís Santos estar preparado para o transporte de pessoas em cadeiras de rodas não o limita apenas a esse serviço. Na verdade é um táxi como qualquer outro, uma Volkswagen monovolume, de 7 lugares contando com o condutor; quando rebate os bancos fica com 5 lugares mais a cadeira de rodas.

O carro está sediado na Ribeira de S. João, mas se alguém o chamar da cidade ou de outro ponto qualquer do concelho, não paga por isso, paga apenas a partir do momento em que toma o seu lugar no táxi. “Como é um carro preparado para o transporte de pessoas com mobilidade reduzida – é o único do género no concelho –, a pessoa só paga a partir da zona onde o apanha”, elucida Luís Santos, adiantando: “Geralmente até são serviços contratados; como é um serviço especial, as pessoas telefonam, marcam o serviço, perguntam qual é o valor para ir a um hospital, a uma clínica, acorda-se um valor, faz-se um contrato e a pessoa já vai com um valor fixo para aquilo que vai usufruir”, adianta, esclarecendo ainda que “tratando-se de uma viatura com mais de 4 lugares, o preço por quilómetro é ligeiramente mais alto, mas à saída é igual ao dos outros táxis; o preço do quilómetro num carro de 4 lugares é de 47 cêntimos e num carro como este ronda os 57 cêntimos”.

Luís Santos é um empresário jovem. Iniciou a sua vida laboral aos 14 anos de idade como torneiro mecânico.

“O meu pai tinha um táxi há muito tempo. Aos 16 anos comecei a ajudá-lo e de repente comprei um táxi para mim e hoje… já vou com 5!” – resume, com a maior das simplicidades, a sua história de vida de trabalho.

“Há quem diga que ando com muita gente no carro, que Rio Maior é uma terra pequena, mas é daqui que eu vivo. Consigo manter 5 táxis e 3 empregados não contando comigo, enfrentando a crise sem baixar os braços; daí, também, esta compra, para alargar o nosso leque de ofertas de trabalho”, remata.

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