A Voz tem Rastreio Nacional da GDA em Santarém dias 20 e 21 de junho

Santarém é a próxima etapa do rastreio da voz da GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas (cooperativa).

O rastreio nacional da voz artística estará em Santarém, nos próximos dias 20 e 21 de junho. Dirigido aos artistas do distrito, mas aberto a toda a população mediante inscrição, terá lugar na Unidade de Saúde Familiar São Domingos.

A próxima etapa do Rastreio Nacional da Voz Artística será na cidade de Santarém, nos próximos dias 20 e 21 de junho.

Este rastreio resulta de uma iniciativa da GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas (a entidade que em Portugal gere os direitos de propriedade intelectual de músicos, atores e bailarinos) em parceria com o Ministério da Saúde e o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, cuja Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz se tem distinguido como o principal ponto do Serviço Nacional de Saúde onde são prestados cuidados de saúde diferenciados na área da voz a artistas portugueses.

Dirigido à comunidade artística do distrito, mas aberto a toda a população – terá lugar na Unidade de Saúde Familiar (USF) São Domingos (Rua Comendador Ladislau Teles Botas 5, 2005-257, Santarém).

No dia 20 o rastreio decorrerá entre das 9h30 e as 12h e das 15 às 18h.

No dia 21, o rastreio começa às 9h, mantendo-se os horários iguais aos da véspera.

A população poderá inscrever-se nessa USF São Domingos, ao passo que os artistas deverão fazê-lo diretamente através do site da Fundação GDA (www.gda.pt). Quem passar por lá e tiver vaga, também será atendido.

“Este rastreio nacional é uma forma de chamar a atenção dos cantores e dos atores portugueses para os cuidados regulares que devem ter com o seu aparelho vocal: a exigência permanente a que a voz profissional está sujeita desenvolve algumas patologias que, se não forem detetadas cedo e corrigidas, comprometem a prazo a qualidade do desempenho artístico”, afirma Clara Capucho, a cirurgiã otorrinolaringologista responsável pelo rastreio da GDA.

“Para além de cantores e atores, é crucial para a saúde vocal dos portugueses que todas as pessoas, regularmente, façam um exame às suas cordas vocais. É isso que permite fazer o diagnóstico precoce de várias doenças, entre as quais o cancro da laringe”, afirma Clara Capucho. “Há muitos profissionais da voz como professores, jornalistas, advogados, políticos ou padres, entre muitos outros, que têm todo o interesse em verificar a saúde do seu aparelho vocal”.

“A Fundação GDA tem sido uma das organizações que, em Portugal, mais consistentemente tem promovido uma cultura de saúde da voz”, afirma por seu turno Luís Sampaio, vice-presidente da GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas, que acompanha o rastreio. “Para além das estruturas de prevenção e diagnóstico precoce que temos dinamizado, a GDA tem tido igualmente um papel importante no apoio e acompanhamento de casos críticos graves de alguns artistas.”

O Rastreio Nacional da Voz Artística – anunciado no Dia Mundial da Voz de 2017 e que fez o balanço do seu primeiro ano no Dia Mundial da Voz de 2018 – percorrerá todos os distritos e regiões autónomas, assegurando desta forma a possibilidade de se fazer o diagnóstico precoce de várias doenças típicas dos profissionais da voz. Serão muitas centenas de exames em cidades e regiões onde, até à data, os artistas lá residentes não tinham acesso a eles. Antes de Santarém, o rastreio já passou pelo Hospital Egas Moniz, em Lisboa, e por centros de saúde dos distritos de Vila Real, Bragança, Beja, Portalegre, Faro, Évora e Setúbal.

Clara Capucho é a «Dra. Voz».

Premiada em 2016 nos Estados Unidos, Clara Capucho, coordenadora da Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz, é a principal referência clínica dos cantores e atores portugueses: atende-os sempre, a qualquer hora do dia ou da noite. Tem mais de três mil cirurgias no seu ‘curriculum’. A sua tese de doutoramento sobre a avaliação multidimensional da voz profissional foi aprovada por unanimidade e distinção.

A otorrinolaringologista Clara Capucho tornou-se, nos últimos anos, na principal referência da saúde da voz em Portugal. É a «Dra. Voz» portuguesa – como lhe chamam muitos dos artistas, sobretudo cantores e atores, que recorrem às suas consultas ou a intervenções cirúrgicas conduzidas por si na Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz, em Lisboa.

Em setembro de 2016, no último congresso da Academia Americana de Otorrinolaringologia em San Diego, nos Estados Unidos (Califórnia), o seu poster “MedializationLaryngoplastywithHydroxylapatiteMicrospheres” mereceu uma “BestRated” (Menção Honrosa). Este trabalho descreve a experiência inovadora da Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz no tratamento de doentes com insuficiência gótica através de um produto com a designação comercial «Radiase».

Segundo o diretor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, Jaime da Cunha Branco, “este prémio é certamente um motivo de orgulho para a investigação científica nacional, não só pela sua elevada qualidade, como também porque demonstra a aceitação do trabalho por pares com os mais altos padrões de exigência”, neste caso a Academia norte-americana. Clara Capucho conclui em 2018 o seu doutoramento nesta faculdade, tendo a sua tese versado sobre a avaliação multidimensional da voz profissional.

A intensa atividade cirúrgica de Clara Capucho é uma das suas marcas: participou em mais de três mil cirurgias, nas quais em mais de duas mil como cirurgiã principal. Pelo seu bisturi passaram, para além de artistas, governantes, políticos, administradores de empresas, muitos professores, jornalistas, profissionais da rádio e da televisão.

Ao mesmo tempo, tem-se notabilizado por uma intensa participação em programas e cursos no estrangeiro, sobretudo nos Estados Unidos, onde tem observado “in loco” as mais avançadas técnicas cirúrgicas que têm sido testadas na última década. Tem também um mestrado em Audiologia pela Universidade do Kansas. Nas reuniões científicas, congressos e jornadas em que participa (sobretudo em Portugal e nos EUA, mas também no Canadá, Itália, França ou África do Sul, entre outros países) Clara Capucho apresentou 80 comunicações e “posters” científicos. Para além disso, teve dez trabalhos seus editados em revistas europeias e norte-americanas de publicação médica periódica indexadas, para além de dezenas de outros em revistas não indexadas.

O que, no entanto, tornou Clara Capucho mais conhecida foi o acompanhamento permanente que faz a mais de uma centena de artistas, sobretudo cantores e atores, que usam a voz como principal instrumento de trabalho. Boa parte deles são acompanhados por ela há muitos anos, pelo que, na maioria dos casos, a relação que estabeleceram com esta cirurgiã excede em muito o que é normal entre um paciente e um médico.

Quando em 2005 funda a Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz, Clara Capucho imprime-lhe logo uma originalidade em Portugal. Para além dos otorrinolaringologistas, a unidade passa a contar com uma terapeuta da fala vocacionada para a voz profissional e com um professor de Canto – nos primeiros anos Joana Machado Espadinha e, mais recentemente, o tenor Luís Madureira, professor de Canto na Escola Superior de Música de Lisboa.

“A voz é uma marca da identidade de cada pessoa tão importante, ou mais, do que a impressão digital”, afirma Clara Capucho. “E é-o ainda mais nos artistas, uma vez que são pessoas que não podem ter qualquer patologia na sua voz, mesmo que mínima, sem comprometer o seu desempenho profissional.”

Fonte: Fundação GDA

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