Tasquinhas de Rio Maior seguem de vento em popa

Apesar do mau tempo as Tasquinhas de Rio Maior têm ido de vento em popa

A Bagatuna é um  dos grupos de animação em atividade.

A Bagatuna é um dos grupos de animação em atividade.

Imensa chuva, ventania, muito frio e até uns farrapos de neve para os lados dos Casais Monizes nos primeiros dois dias das Tasquinhas de Rio Maior, foram insuficientes para esmorecer os ânimos das gentes que dão tudo de si para as fazerem a contento dos milhares que se entusiasmam com elas, a ponto de o grande Pavilhão Multiusos da cidade se ter transformado, nos derradeiros sexta-feira e sábado de fevereiro, num autêntico porto de abrigo onde imperou o convívio das famílias e dos amigos no aconchego de cada tasquinha, de cada restaurante, e na amena cavaqueira no circuito da tenda da doçaria e do artesanato e no primeiro piso na visita aos stands das empresas, na passagem pelo Espaço Show Cooking para apreciar demonstrações culinárias ou pelo Espaço Música & Café para dois dedos de outras harmonias. E os mais jovens, é claro, a “curtirem” as madrugadas com os Dj’s na tenda TasquinhasFest.

“Apesar do mau tempo nas duas primeiras noites o pavilhão acabou por encher e até me parece que este ano havia mais gente em cada tasquinha do que pessoal a circular pelo corredor, ao contrário do que me lembra do ano passado”, comentou o Henrique, da Tasquinha da Escola de Música da Freguesia de Asseiceira. Ainda bem! As pessoas podendo, também não era de admirar, conclui entre umas moelas divinais, uma morcela de arroz celestial, um “touro” baquicamente avinhado e assim por aí fora.

O Henrique é o presidente da Junta de Freguesia. E nesta altura do ano, para não falar de outras, regra geral os autarcas arregaçam as mangas e fazem equipa nas tasquinhas das suas terras; Bouzada e Pinto, do Outeiro da Cortiçada e Arruda dos Pisões, por exemplo. Há vereadores que fazem o mesmo; um deles, Augusto Figueiredo, autarca quase sempre, há 30 anos que não falha uma Feira das Tasquinha, de há uns tempos a esta parte apenas Tasquinhas de Rio Maior – uma marca! … E a matriz de tantas outras iniciativas do género que foram proliferando pelo país.

Mas quem acompanha este certame anual desde o princípio bem sabe de inúmeros outros rostos que lhe são uma constante – que tinham então 17, 18, 20 anos e agora rondam a casa dos 50 –, que são os homens e as mulheres, hoje da “velha guarda”, que inspirados no exemplo dos que os antecederam neste empreendimento gastronómico concelhio, lhe conferem a dimensão regional, a Declaração de Interesse para o Turismo Nacional em 2007, o prémio «Melhor Gastronomia» atribuído em 2014 pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e a importância que alcançou no contexto das relações sociais e da economia local.

Texto e fotos: C.M.

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