Telmo Tinta é mágico!

Telmo Tinta – Um jovem multifacetado
 “MÁGICO? SEMPRE!”

Telmo Tinta.

Telmo Tinta.

Telmo Tinta, 18 anos feitos em 25 de agosto de 2017. Nessa altura demos-lhe os parabéns e votos de um destino mágico!
Fazendo magia – e que bem! –, em 2016 ele foi o RM Talento.
Quando desta conversa estava a caminho da Universidade. A aposta é na área da Comunicação: “Entre as Ciências da Comunicação, as Relações Públicas e o Jornalismo… Vamos ver.”
O Telmo é filho de Fernando Manuel Figueiredo Tinta e de Maria Gabriela Batista Silva Tinta. Todos com Assentiz no coração.

Região de Rio Maior (REGIÃO) esteve à conversa com este jovem que além de bom aluno e de mágico, também é futebolista, geralmente guarda-redes, além de, provavelmente, ter outros entretenimentos.

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REGIÃO – Digamos que o Telmo tem uma “costela” africana, não tem?

Telmo Tinta (TT) – O meu pai nasceu em Moçambique mas veio para cá pequenino e a minha mãe nasceu em França.

REGIÃO – Sendo mágico e estudante universitário, vai continuar a ser guarda-redes?

TT – Em princípio não. Vai haver uma pausa nessa parte das minhas ocupações porque pode pôr em causa a Faculdade…

REGIÃO – Ah! A Faculdade!… E onde é que fica a magia no meio disso tudo?

TT – A magia fica em primeiro plano na mesma!

REGIÃO – A entrar aos 18 anos na Universidade significa que aos 21 já poderá estar formado…

TT – Em princípio será esse o objetivo. Era bom que se concretizasse…

REGIÃO – Como é que começou a fazer magia?

TT – Comecei a fazer magia para os amigos com cerca de 14 anos. Desde logo comecei a pensar entrar no ramo dos espetáculos porque era o que eu queria para mim.

REGIÃO – Como é que isso aconteceu?

TT – Desde pequenino sempre gostei muito de magia e depois nós, mágicos, somos muito originais na história. Foi aquela caixa de magia que nós começámos a decorar. A partir daí foi nascendo o bichinho. E depois com um colega que apareceu na escola naquele ano e com quem comecei a treinar, começámos a marcar as quartas-feiras para treinar magia e isso ficou e não parou mais.

REGIÃO – Você treina em casa? Em frente a um espelho? Como é que é?

TT – A maioria dos mágicos treina em frente a um espelho. Eu treino algumas coisas em casa mas o treino principal é em palco, com público. Por isso é que é importante nós termos os nossos espetáculos batidos para que sejam realmente coisas interativas e boas para o público ver.

REGIÃO – E já lhe aconteceu tropeçar durante um espetáculo ou ocorrer algum imprevisto?

TT – Já. Faz parte. É uma coisa normal. Todos nós erramos na nossa vida. É um trabalho, uma profissão como as outras. Nós cometemos erros e as pessoas aceitam isso desde que depois sejam recompensadas com uma coisa melhor.

REGIÃO – A magia, ou o que se chama hoje em dia a magia, ou seja, o ilusionismo, a prestidigitação, como é que se faz? Por exemplo, como é que você tira de um cartucho vazio, quatro cartuchos cheios de embrulhos? Explique-me lá como é que faz isso, ali à frente de toda a gente, que eu ainda não percebi…

TT – Isso é que eu não posso explicar! A parte principal da magia são os segredos e cada arte tem o seu segredo.

REGIÃO – Mas diga-me só uma coisa: Es-ses cartuchos cheios de embrulhos estão lá ou não estão?

TT – Posso dizer-lhe que eles aparecem lá. É o que as pessoas veem é que aparecem lá.

REGIÃO – Manuel Barata teve a ver com a sua evolução ou não?

TT – Muito. Há certas pessoas que tiveram uma grande influência na magia e sem dúvida o Sr. Manuel Barata é a pessoa que eu considero o meu pai na magia, porque foi ele que me levou a ser sócio da Associação Portuguesa de Ilusionismo. Sempre que preciso de alguma coisa posso ligar para ele, para me ajudar; sempre que preciso de experimentar um truque novo peço-lhe que me veja e ele deixa-me ir ao Parque dos Monges com ele, a um espetáculo que é dele, trabalhar esse número. O Sr. Manuel Barata é uma pessoa que me dá uma opinião sincera, é uma pessoa que está sempre lá para me ajudar e se calhar muitos não têm essa sorte…

REGIÃO – Como é que os seus pais reagiram quando souberam da sua vocação para a magia?

TT – Ao início foi aquela coisa de ai e tal, isso não é ganha pão, é um hobby, é brincadeira… Agora já levam mais a sério. Quando eu digo que o que eu gostava era de ser mágico, já levam a sério, porque veem que aquilo que eu estou a fazer já é mais profissional.

REGIÃO – Você agora tem um público mais atento ao que faz, não é?

TT – Depois do RM Talentos o público começou a estar mais atento, a ver mais espetáculos, começou a falar-se mais e há mais gente a contactar-me. Para nós é excelente.

REGIÃO – Você foi RM Talento em 2016. Em 2015 esteve quase, não foi?

TT – Fui RM Talento em 2016. Em 2015 ainda fui em dupla com o meu colega. Em 2016 decidi ir sozinho e correu bem.

REGIÃO – Depois do RM Talentos começou a ser mais contactado para fazer espetáculos. Como é que lida com isso?

TT – Sim. Eu já era contactado mas depois do RM Talentos foi uma diferença incrível. Em 2016, quando fui pela primeira vez ao RM Talentos, nos primeiros 6 meses do ano eu tinha feito cerca de 10 espetáculos, enquanto no ano seguinte, ou seja em 2017, nos primeiros 6 meses já tinha feito 32 espetáculos.

REGIÃO – E já não são espetáculos grátis, pois não?

TT – Não. Há espetáculos que são de solidariedade, porque há coisas que realmente merecem, mas acho que o nível e o investimento no espetáculo que apresento neste momento também devem ser recompensados.

REGIÃO – O Telmo aguenta um espetáculo por quanto tempo?

TT – Eu aguento o tempo que as pessoas me quiserem (riso). Tenho desde o espetáculo de magia infantil, que aí sou eu que estipulo o tempo porque tenho essa visão, muito influenciada pelo Sr. Manuel Barata, um grande mágico para crianças, que as crianças aguentam entre 40 a 45 minutos realmente concentradas. Então é esse o tempo que eu acho que deve ter um espetáculo de magia infantil. A partir daí, seja em casamentos, batizados e outros eventos, o tempo é o que for preciso.

REGIÃO – Ou seja, você tem repertório para se aguentar por bastante tempo…

TT – Sim, porque são tipos de espetáculos diferentes. Quando temos um espetáculo corrido, qualquer coisa que seja mais de uma hora e meia ou uma hora e 45 já é muito puxado para o público. Se nós tivermos de estar duas horas a atuar nós conseguimos mas chega a um ponto que é maçador para o público, porque é muito tempo.

REGIÃO – Você trabalha com uma partner permanente?

TT – Não. O que eu habitualmente faço, é em festas privadas, aniversários e assim, não preciso de partner porque não há palco. Quando há alguma coisa onde eu precise de ajuda, posso ter público a vir ao palco, mas como ajudante. A saber o que se passa só se for a minha namorada!
Durante os espetáculos, em 90% dos efeitos que faço tenho público a vir ajudar-me. Seja a escolher alguma coisa, para abrir as coisas… para o público sentir que é muito mais intimista, é muito mais próximo dos efeitos. O público sente que ali está limpo, que não há nada a esconder.

REGIÃO – Participação em concursos como o Portugal Tem Talento? Considera?

TT – Está na cabeça essa participação. Está a ser ponderada. Agora, com a ida para Lisboa talvez se proporcione mas não é a principal intenção. No entanto gostava de ir.

REGIÃO – É um bocado arriscado não é?

TT – Não, não é. Como o meu público ainda é muito Rio Maior e Caldas da Rainha, Torres e arredores, talvez seja uma boa aposta. Mas primeiro tenho outro projeto em mente, para um espetáculo mais intimista que gostava de apresentar aqui em Rio Maior, mas não numa sala de espetáculos. Seria uma coisa mais intimista, para 40 ou 50 pessoas no máximo, num ambiente mais místico, mais intimista, no ambiente certo para o que eu preciso.

REGIÃO – Tipo… bar?

TT – Não, não, não.

REGIÃO – Então quando tiver o sítio certo diga.
TT – OK.

REGIÃO – Na sua progressão como mágico tem encontrado mais pontos de apoio além de Manuel Barata?

TT – Há outras pessoas a quem tenho de agradecer, nomeadamente no que diz respeito ao RM Talentos 2016. Os meus pais, a minha namorada, que só ela sabe a grande ajuda que me deu – e convém que seja só ela a saber, porque é muito importante para o desenvolvimento do truque que fiz no RM Talentos –. É claro que o meu grande apoio é Manuel Barata.
Também agradeço ao Paulo Montez, o nosso Paulo Holandês como é mais conhecido em Rio Maior. A visão que ele me deu, de uma pessoa que não está diretamente ligada à magia mas está ligada ao mundo do espetáculo, fez-me alterar coisas que ainda hoje eu mantenho como ele sugeriu, porque realmente aquilo tem cabimento e é assim que para as pessoas é mais bonito de ver. São estas as pessoas a quem eu mais quero agradecer.

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Ao Telmo Tinta, toda a sorte na magia, nos estudos e na sua vida pessoal.

Texto e fotos: Carlos Manuel

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