UDRM – Derrota marca estreia de Gorriz

AD Fazendense confirmou-se como um dos mais fortes candidatos ao título de campeão

Em mais uma tarde fria, perante uma fraca plateia, composta por cerca de meia centena de pessoas, a UDRM encontrou-se, em Fazendas de Almeirim, com um dos candidatos à subida, a Associação Desportiva Fazendense, em partida a contar para a 11ª jornada do Campeonato da I Divisão Distrital da Associação de Futebol de Santarém.

A UDRM estreou, no comando técnico da sua equipa, o treinador Rui Gorriz, que, à semelhança do seu antecessor, sentiu muitas dificuldades para compor o onze titular, face às ausências de alguns jogadores (que no caso de José António será permanente), acabando por contar com apenas quatro jogadores no banco, entre os quais o guarda redes Isaac e um jogador condicionado, Vinícius.

Por seu turno, a Associação Desportiva Fazendense, comandada por Mário Nélson, procurava obter a 4ª vitória em casa, que lhe permitisse chegar-se ao líder da prova, o Caixeiros, ou, pelo menos, manter a diferença pontual.

Para esta partida, Rui Gorriz fez regressar a equipa ao formato 4-3-3, apostando num meio campo composto por Marco e Piqué, mais recuados, em apoio a Jeffrey. No quarteto defensivo, destaque para o regresso de Fábio Soares, após ausência devido a lesão, ao eixo da defesa, fazendo dupla com Nicolas que continuou, desta forma, adaptado a central. Nas laterais evoluíram Bruno Costa e Tournebise. O ataque ficou entregue a Persi Mamede, encostado à esquerda, a Zuca, na direita, e ao ponta de lança, André Sousa.

Entrada dominadora da AD Fazendense sufocou riomaiorenses

O Fazendense cumpriu o seu papel, entrando de forma dominadora na partida, com uns primeiros 10 minutos sufocantes para a equipa de Rio Maior, que não conseguia sair a jogar, como tanto gosta de fazer, ao mesmo tempo que sentia imensas dificuldades para segurar o adversário.

O primeiro golo da partida surgiu já depois da UDRM ter sacudido a pressão inicial, num lance que começa numa falta desnecessária cometida por Bruno Costa, e que tem, depois, seguimento numa outra carga de Nicolas, dentro da grande área, já depois de cobrado o primeiro livre. O árbitro não teve dúvidas em sancionar a grande penalidade, que o avançado Filipe Pereira se encarregou de converter da melhor forma, inaugurando o marcador à passagem do minuto 14.

Com maior qualidade de jogo e a carregar, segundo golo da Fazendense surgiu com grande jogada de Filipe Pereira

Com grande qualidade de jogo, a AD Fazendense continuou a carregar e foi, sem grande surpresa, que chegou ao segundo golo, uma vez mais assinado por Filipe Pereira. O avançado fazendense, culminou uma boa jogada colectiva com uma “dança” em frente aos defesas unionistas e um remate de fora da área, colocadíssimo, sem qualquer hipótese para o guardião Miguel.

Após o 2-0, os riomaiorenses esboçaram uma ténue resposta que resultou em dois lances de algum perigo com origem em livres batidos por Bruno Costa (um quase deu em auto-golo de Luís Moleiro, na tentativa de alívio, e outro foi direito à cabeça de Persi que desviou para uma enorme defesa de Nuno Carrapato, a tirar para canto), mas mais importante, manteve a equipa adversária à distância.

Ao intervalo, o resultado espelhava com justiça o que se ia passando dentro do relvado, havendo alguma expectativa relativamente à resposta da equipa visitante, que entrou no jogo algo apática mas foi melhorando gradualmente.

Riomaiorenses melhoraram gradualmente e equilibraram jogo

A segunda metade do jogo trouxe uma AD Fazendense mais cautelosa e apostada em gerir o resto do encontro, enquanto a UDRM, claramente, partia à conquista da posse de bola como forma de contrariar o resultado desfavorável.

Apesar de a discussão pela posse do esférico ter “subido de tom”, tal não significou mais oportunidades de golo para alguma das partes e, pese embora o aumento de qualidade do jogo, nenhuma das equipas voltou a fazer o gosto ao pé numa segunda parte marcada pelo equilíbrio.

Até final do jogo as oportunidades foram escassas, de parte a parte, sendo que a AD Fazendense pareceu até ter “levantado o pé” limitando-se a gerir o resultado, enquanto a UDRM se esforçava por arrancar algo mais do jogo, mas sem efeitos práticos, e sem conseguir alterar o resultado.

A vitória assenta bem a AD Fazendense, que demonstrou possuir uma boa equipa, recheada de valores habituados a outros escalões do futebol português (caso do guarda-redes Nuno Carrapato, ex-Nacional da Madeira), e que é um claro candidato à subida juntamente com o CD Torres Novas.

Já a UDRM continua com dantes: muito potencial, muita inexperiência e poucos jogadores disponíveis. Em Fazendas de Almeirim, frente ao um dos candidatos ao título, não se esperava um grande resultado e como tal não foi surpresa o adiantamento no marcador por parte dos fazendenses. Ainda assim, os riomaiorenses “acertaram o passo” e acabaram por dar um jogo difícil ao adversário, especialmente no segundo tempo.

O próximo fim-de-semana trará a Rio Maior um jogo de extrema importância, opondo a UDRM a um dos seus maiores rivais, a UD Santarém, que é também um dos adversários mais directos na luta pela manutenção.

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