UDRM está fora da Taça Ribatejo

À partida para a terceira jornada da fase de grupos da Taça Ribatejo 2014/15, a UDRM mantinha intactas as esperanças no apuramento para a fase seguinte. Depois de começarem com uma vitória folgada (8-0) em casa, sobre o Alferrarede, os riomaiorenses, que haviam perdido em Torres Novas, na segunda ronda, por 3-0, enfrentavam agora o derradeiro adversário no Grupo 1, o CD Amiense.

Para a UDRM, esta partida significou a sua segunda deslocação a Amiais de Baixo, esta época, sendo que a primeira (a contar para o campeonato), havia corrido bem, com os riomaiorenses a arrecadarem 3 preciosos pontos com uma vitória por 0-2. Desta vez, com a equipa extremamente desfalcada, a UDRM não conseguiu fazer face a um adversário mais aguerrido que soube explorar as debilidades da equipa de Rio Maior.

Cedo na partida, ficou bem claro que a UDRM iria sentir muitas dificuldades para chegar ao seu objectivo. Sem centro-campistas de raiz, os azuis (que voltaram a equipar de branco) foram forçados a jogar de forma bastante recuada no terreno, tentando depois explorar as alas, mas a equipa de Amiais, trazia a lição bem estudada, e levava o jogo para o centro do terreno, fechando bem os seus flancos.

De resto, a equipa da casa começou cedo a construir a goleada e, já depois do guardião da UDRM, Miguel, ter evitado, com a ponta dos dedos, o primeiro golo de Vindima, acabou por inaugurar o marcador, aos 12 minutos, num lance em que Fábio Soares perdeu uma bola junto à área e Vindima rematou, desta vez sem hipóteses de defesa para Miguel.

O golo sofrido cedo fez tremer a já débil equipa riomaiorense que pouco depois iria sofrer o segundo golo. Em mais um lance infeliz de Fábio Soares, o árbitro da partida, Henrique Paula, entendeu haver motivo para grande penalidade num lance em que uma bola rematada “à queima” foi desviada pela mão do defesa riomaiorense. Na cobrança da penalidade, Ricardo Rei não desperdiçou aumentando a contagem para 2-0.

A UDRM começava a desagregar-se, valendo neste período algumas defesas de superior qualidade efectuadas por Miguel, que primeiro desviou um remate de Hugo Pereira para cima da sua baliza e, depois evitou, por duas vezes, novo golo de Vindima, primeiro numa defesa com os pés e depois em nova intervenção num remate com pouco ângulo.

A UDRM não conseguia ter bola e muito menos sair para o ataque, enquanto a equipa da casa ia dominando a partida a seu bel-prazer.

Foi sem grande surpresa que, perto do intervalo, o Amiense chegou ao 3-0, num lance bem executado por Ricardo Rei, na direita, que culminou com um remate de Hugo Pereira, que apareceu ao segundo poste livre de marcação.

Ao intervalo, o resultado reflectia de forma justa o que se ia passando dentro das quatro linhas, numa partida dominada inteiramente pelo Amiense e onde a UDRM, até ao momento, não havia criado um único lance de perigo. A desmotivação entre os atletas riomaiorenses era notória.

Na segunda metade, a equipa de Rio Maior entrou mais afoita, e aos 52 minutos dispôs da sua melhor oportunidade até então, num livre batido por Nicolas que foi defendido com dificuldade pelo guardião Chico.

A UDRM parecia estar melhor, mas aos 53 minutos de jogo sofreu novo revés, quando o capitão, Persi Mamede, que já há vários minutos estava a jogar em esforço, teve de sair devido a lesão. Para o seu lugar entrou Fábio Silva que, habituado à posição de guarda-redes, teve de fazer de lateral direito.

A equipa visitante demorou a estabilizar no seu novo formato, e o Amiense aproveitou. Perto do minuto 70 a equipa da casa ampliou novamente o resultado, num livre batido por Ricardo Rei a penalizar uma recolha do esférico fora da área por parte de Miguel.

Com o apuramento mais que garantido, poderíamos dizer que o CD Amiense “tirou o pé do acelerador”, mas não, a verdade é que o melhor período da UDRM ocorreu após o quarto golo dos adversários por mérito próprio. Mais objectiva, e tirando partido de alguns momentos de inspiração de Zuca, a UDRM conseguiu finalmente chegar à baliza contrária.

Já Sabino tinha avisado, com um remate de fora da área que o guardião Chico conseguiu evitar com uma defesa de recurso e que o médio Varanda aliviou sobre a linha de golo, quando o inspirado Zuca protagonizou o melhor lance do encontro. À semelhança do que já havia feito em Rio Maior, uma semana antes, arrancou com a bola controlada, passou por vários jogadores, mas desta vez, de forma inteligente, soltou a bola no momento certo, com um toque subtil, fazendo a bola passar por entre dois defensores, encontrando André Sousa que não perdoou e, com um remate de raiva reduziu para 1-4, estabelecendo o resultado final. Mérito também para o ponta de lança que se desmarcou no momento certo.

A vitória do Amiense é inteiramente justa, pois foi a melhor equipa durante a esmagadora maioria do tempo, ainda que frente a uma equipa extremamente debilitada. O resultado pesado penaliza, especialmente, a primeira parte protagonizada pela equipa de Rio Maior, ainda que, pelo que demonstrou no segundo tempo talvez merecesse um resultado menos desnivelado.

Com esta derrota, a equipa de Rio Maior sai de forma precoce de uma competição onde almejava atingir pelo menos a fase das eliminatórias. O afastamento não é grave, pois a competição não era uma prioridade. Já as condicionantes que levaram à derrota, essas sim são gravíssimas, pois não se pode querer competir com uma equipa que apresenta três jogadores no banco de suplentes, onde um está lesionado e os outros dois são guarda-redes.

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