UDRM, sem sorte, perde diante de candidato ao título

Moralizada pela vitória alcançada em casa, frente ao GD Benavente, a equipa da União Desportiva de Rio Maior deslocou-se até Tomar, este fim-de-semana, para enfrentar um dos mais sérios candidatos ao título de campeão da I Divisão Distrital 2014/2015 da Associação de Futebol de Santarém, a União Futebol Comércio e Indústria de Tomar.

A UDRM tinha esperança de jogar o jogo referente à 16ª jornada, contando já com mais alguns reforços (como havíamos noticiado na nossa edição em papel Nº 1372, de 23 Janeiro de 2015), mas ao invés, e à última da hora, acabou por não poder contar com três elementos importantes (Dimas, por motivos familiares, David e Alves, por não recuperarem das suas lesões, não puderam contribuir), que deixaram a equipa de Rio Maior com apenas um atleta (Fábio Silva) no banco de suplentes, agudizando ainda mais uma crise que se arrasta desde o início da temporada.

Se o panorama não era simpático para a UDRM, ainda menos se tornava apetecível dado que, do outro lado do terreno, estava uma equipa motivadíssima pelos bons resultados que tem vindo a acumular, num ano em que celebra o seu centenário de existência, tentando honrar esse facto com a luta pelos lugares de subida.

Apesar de todas a condicionantes, a equipa de Rio Maior acabou por realizar uma excelente exibição (especialmente no seu sector recuado), acabando por perder a partida com algum azar.

A equipa da casa tentou entrar forte na partida, exercendo pressão na zona de construção da UDRM, mas encontrou uma equipa que não se deixou atemorizar, e encontrava quase sempre soluções para sair com a bola controlada do seu último reduto. Apesar de conseguir ter mais posse de bola, a UFCI Tomar sentiu sempre muitas dificuldades para chegar ao último terço do terreno em condições de finalizar.

O primeiro golo da partida acabou por surgir num lance de azar de Nicolas, que fez uma grande exibição, mas que aos 25 minutos, ao esticar-se para efectuar um corte, acabou por desviar a bola para a própria baliza, traindo o guardião Miguel.

A UDRM reagiu à desvantagem e, pouco depois, André Sousa, teve nos pés o empate, tirando partido de uma excelente abertura de Tiago Patrício, ganhou a posição nas costas da defesa contrária e, completamente isolado, atirou à figura do guardião de Tomar, desperdiçando uma das melhores oportunidades em toda a partida.

A UDRM terminou a primeira metade do jogo “em cima” do adversário, mas sem conseguir anular a desvantagem.

Depois de um primeiro tempo, a espaços, bem jogado, a União de Tomar não ia justificando a vantagem perante uma abnegada UDRM, que ia fazendo os impossíveis para superar as debilidades, dando ideia que podia discutir o resultado no segundo tempo.

A segunda parte trouxe uma UDRM à procura do golo do empate, perante uma União de Tomar que ia sendo acusada, pelos próprios adeptos, de estar a “dormir”, mas a verdade é que o mérito dessa incapacidade era do adversário, a UDRM, que conseguiu tornar o seu adversário completamente previsível nas suas transições, ocupando bem os espaços.

Foi um bom período para a UDRM, durante o qual o capitão Persi esteve perto do golo, num lance bem trabalhado por Luís Henriques, que ganhou “na raça” uma bola a um adversário perto da área contrária e serviu, atrasado, para o avançado cabo-verdiano disparar a rasar o poste esquerdo da baliza tomarense.

O bom momento riomaiorense durou até a equipa da casa se refrescar, com a entrada de Tiago, que acabou por “revolucionar” o seu jogo. Já depois de ter servido, numa triangulação, o central Nuno Rodrigues, que acabou por rematar às malhas laterais da baliza à guarda de Miguel, o recém-entrado Tiago acabou por fazer o segundo golo da sua equipa, num lance marcado por ilegalidade. Num contra-ataque rápido, os tomarenses aproveitaram um desposicionamento momentâneo dos riomaiorenses, explorando o espaço deixado nas costas. Vinícius recuperou, galgou metros e ganhou a posição a Tiago e, quando o lance parecia sob controlo, o central riomaiorense foi tocado no calcanhar acabando por cair, dando a Tiago a liberdade necessária para fazer o 2-0. De nada valeram os protestos riomaiorenses, pois o árbitro entendeu que o lance devia ser validado.

A equipa de Rio Maior honrou a sua camisola e, apesar de todas as limitações, sem possibilidade de se refrescar (Fábio Silva já havia entrado para o lugar de um lesionado Sabino), partiu para a procura acentuada de um golo que lhe permitisse a discussão do resultado. Para grande espanto e desespero dos adeptos da casa, os últimos vinte minutos pertenceram à UDRM que esteve algumas vezes perto de reduzir a desvantagem, com Persi, Vinícius e Sousa a “cheirarem” o golo, que acabou por não acontecer.

A UDRM sai de Tomar com uma derrota mas com a cabeça bem levantada, com uma exibição que surpreendeu tudo e todos, merecendo os mais rasgados elogios até de adversários, e que, com mais uma pontinha de sorte, poderia ter dado um resultado bem diferente.

Com este resultado a UDRM mantém a 10ª posição, pois beneficiou do empate entre GD Benavente e UDSantarém, sendo que também o SC Barrosense não se conseguiu aproximar dos riomaiorenses já que perdeu em casa com o GD Pontével, que assim se afasta da UDRM, aumentando para 4 a diferença pontual.

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