Vem aí a Associação de Cidades e Vilas Cerâmica

Municípios acordam a criação da Associação Portuguesa de Cidades e Vilas Cerâmica – AptCC

Os representantes de todos os municípios presentes na primeira reunião para a constituição da AptCC.

Os representantes de todos os municípios presentes na primeira reunião para a constituição da AptCC.

Representantes dos municípios de Mafra, Caldas da Rainha, Alcobaça, Tondela, Reguengos de Monsaraz, Redondo, Ílhavo, Barcelos e Aveiro, reunidos nos Paços do Concelho de Mafra no passado dia 13 de janeiro, acordaram criar a Associação Portuguesa de Cidades e Vilas Cerâmicas com o objetivo estratégico de promover as cidades e vilas portuguesas com tradição cerâmica, seja do tipo patrimonial, produtivo, cultural ou de outra índole, bem como promover a criação artística e a difusão da cerâmica contemporânea.

O âmbito desta associação corresponde ao território do Estado Português, incluindo continente e regiões autónomas da Madeira e Açores, tendo também como objetivo integrar e colaborar com as associações congéneres de âmbito europeu e com outras entidades similares dos países europeus ou do resto do mundo.

O conjunto destes municípios e outros que se lhes juntem, comprometem-se nos próximos meses a formalizar e dar conteúdo legal a esta associação, com vista a participar no Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial das Cidades Cerâmicas AEuCC), uma instância europeia que já reúne, as congéneres de Itália, França, Espanha, Roménia e Alemanha. Este Agrupamento tem como objetivo levar a cabo estratégias e ações de cooperação territorial, tornando a cerâmica em todos os seus domínios como um instrumento para reforçar a coesão económica, social e territorial prevista no Título XVIII do Tratado da União Europeia.

Nas próximas semanas um comité constituído por alguns destes municípios vai elaborar os instrumentos necessários para a concretização legal desta associação que será submetida em plenário a todos os municípios portugueses, com ligação histórica, patrimonial ou criativa à cerâmica (nas suas dimensões de produção artesanal ou industrial com base histórica ou criativa, utilizando os diversos materiais, da olaria à porcelana, incluindo o grés e a faiança), que desejem aderir e participar nas suas ações e atividades.

Presentemente o Agrupamento Europeu já reúne mais de uma centena de cidades europeias dos cinco países (Itália, França, Espanha, Roménia e Alemanha), estando em curso idênticas diligências para constituir associações nacionais em diversos países como a Polónia, Eslovénia, República Checa e outros países europeus.

Este agrupamento já é um interlocutor importante com as várias instâncias europeias, para a defesa da atividade e herança patrimonial cerâmica, nomeadamente a Comissão e o Parlamento Europeu.

Recorde-se que em Portugal (incluindo Açores e Madeira), dada a sua riqueza em argilas e barros, há cerca de uma centena de concelhos com tradição na produção cerâmica artesanal e industrial com raízes históricas de vários séculos, que poderão participar nesta associação e desenvolver atividades para a reafirmação das suas raízes históricas e culturais.

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