Victor Centúrio Almeida lançou três livros de sua autoria

Autor de Rio Maior, Victor Centúrio Almeida lançou três livros de sua autoria

Victor Centúrio Almeida.

Victor Centúrio Almeida.

«Arianom – A Libertação do Eu», «História Recente de Rio Maior» e «Os Maiores Enigmas do Humanóide» são os três títulos que Victor Centúrio Almeida lançou, no dia 11 de fevereiro de 2017, num encontro com amigos dos seus tempos de escola e serviço militar, e com familiares, na sala polivalente da Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Laureano Santos, de Rio Maior; um ato que contou com a presença inicial da vereadora da Cultura, Ana Filomena Figueiredo.

O autor, com habilitações literárias de nível médio/superior, detentor de um curso de Psicopedagogia e formação técnica em várias áreas, conta numa sua autobiografia que começou a “escrevinhar” por volta dos onze anos de idade. Já exerceu cerca de 25 atividades distintas nenhuma delas por mais de 4 anos, o que significa que “tem uma vida preenchida por atividades diversificadas”, comentou Ana Filomena Figueiredo.

Na sua juventude, Victor Centúrio Almeida cumpriu serviço militar na cidade de Uige (Angola), como operador cripto (cifra), entre 1972 e 1974, ano em que foi condecorado com a medalha de prata das Companhias Comissões Especiais das Forças Armadas Portuguesas. Depois viajou por uma série de países da Europa exceto os do Leste.

Centúrio assume-se “autodidata e autor em Literatura Moderna”. Tem publicados, sob o pseudónimo V. Manuel, este três livros em papel ora apresentados em Rio Maior. Tem vários artigos publicados na imprensa regional e também no Brasil. “Quando se tem coragem para escrever e, acima de tudo, para publicar aquilo que se escreve, como ele o fez, deve merecer de todos nós respeito e consideração”, ponderou a autarca.

Centúrio, tem também presença nas redes sociais.

Referindo-se às três obras que agora disponibiliza ao público, o autor explicou ter feito o melhor possível “para tornar simples e acessíveis coisas que à partida são polémicas e complicadas”. E talvez para ilustrar esse esforço coubesse nesta apresentação este poema de Manuel Carreira Rocha, intitulado «A Leitura e o Escritor», que o próprio poeta popular declamou:

Alguns livros, eu já li,
E com eles, eu aprendi
Razões, que não conhecia.
Que me deram, a conhecer,
E até mesmo, a aprender
A viver, no dia-a-dia.
Li livros, de contos, histórias,
De verdades e de memórias
De quem escreveu, o passado.
Li, dramáticos e de aventuras,
De célebres, grandes figuras
Que já não estão, a nosso lado.
E de toda a minha leitura,
Sentida e com amargura
Alguma me fez, chorar.
Pelas frases, que fui lendo,
Do que veio acontecendo
No mundo, em tanto lugar.
Por isso, dou meu valor,
Ao poeta e ao escritor
Que me deu, a conhecer.
Casos que a vida contém,
Passados, por aí, além
Que só lendo, vim a saber.
Alguns dos títulos, que li,
Notas deles, não esqueci
Por, algum motivo ou razão.
Das frases, que vim a ler,
Algo me deram a saber
Ou tocaram, meu coração.
Literatura de um escritor,
De muito, ou médio valor
Que escreve, vezes sem querer.
A injustiça e a verdade,
A fome, a guerra, a maldade
Só por alguém, assim querer.

Manuel Carreira Rocha.

Manuel Carreira Rocha.

Manuel Carreira Rocha disse ainda «Rio Maior Foi Meu Ninho», que deixaremos para nova ocasião. Foquemo-nos agora no que cada um dos livros exprime, segundo o próprio autor:

– «Arianom – A Libertação do Eu» é um reflexo direto da Revolução dos Cravos e uma tentativa para desmontar chavões que em linguagem teórica, fechada assolaram toda a gente numa manifestação de comunicação, quer nos jornais, quer na rádio e na televisão.

– «A História Recente de Rio Maior» é como que a continuação do livro de Fernando Duarte que morreu pouco depois do 25 de Abril pelo que não podia relatar os acontecimentos subsequentes. O tema é clássico: as quedas; quedas de sistema, do Império Romano, do Absolutismo, do Império Colonial Português… e a queda do “Moquis-mo”, um movimento espontâneo – e não tão espontâneo como isso.

– O livro «Os Maiores Enigmas do Humanóide» considero-o “a joia da coroa”. Demorou-me 40 anos a condensá-lo; a rasgar, a reescrever até encontrar a forma de me calar a mim mesmo. Tem muita filosofia moderna e surrealista, muita psicologia, genética, teologia, origem e evolução das espécies… Nesta obra o autor alvitra que o Homem resulta da evolução, não de um hominídeo mas sim de um ser similar ao polvo, extinto há cerca de 4 500 milhões de anos, uma escala temporal que se mede em eons. “Temos em comum o porte, o peso, a forma de defesa física e psíquica, a forma de caça, a reprodução, a sexualidade, salvaguardadas pequenas diferenças relacionadas com o meio ambiente.” E no livro, Victor Centúrio expõe uma hipótese de como se deu a evolução desse ser até ao ser humano. Contesta Darwin e Freud.

E porque cada palavra tem pesos específicos, podendo até ser “pregos” de dimensões desde micro até macros-cópicas, Victor Centúrio convidou Selma Centúrio, adida cultural de Angola em Portugal, presente no lançamento dos três livros, a dizer um poema dele – soube-se no fim –, a dar essas incontáveis e por vezes insondáveis dimensões das palavras.

Selma Centúrio.

Selma Centúrio.

Seguiu-se um pequeno período de diálogo com a assistência. O Sr. Joaquim, por exemplo, pediu a palavra para dedicar uma quadra ao autor e sua família.

Texto e fotos: Carlos Manuel

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