O 19º aniversário da Escola Superior de Desporto de Rio Maior

Aos 19 anos a ESDRM estima atingir muito rapidamente os 1 200 alunos

Professor Doutor João Moutão, diretor da Escola Superior de Desporto de Rio Maior.

Professor Doutor João Moutão, diretor da Escola Superior de Desporto de Rio Maior.

“Queremos convidar toda a comunidade riomaiorense e da região para estar presente nas comemorações do 19º aniversário da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, no próximo dia 5 de dezembro.
Temos feito um esforço considerável para a abertura da Escola à sociedade civil. Temos colaborado no desenvolvimento de atividades de entidades parceiras a nível escolar, aqui na nossa Escola, o que também tem permitido dá-la a conhecer à comunidade.” — João Moutão, diretor da ESDRM do IPSantarém, em entrevista ao jornal Região de Rio Maior.

Região de rio Maior (Região)
– Essa abertura que refere, da Escola Superior de Desporto de Rio Maior (ESDRM) à comunidade está naturalmente refletida no programa comemorativo do seu 19º aniversário…
João Moutão (J. Moutão) – O programa comemorativo do aniversário da Escola é um ponto importante para nós, em que fazemos o balanço do ano e reconhecemos o mérito, quer de alguns estudantes quer dos nossos trabalhadores, docentes e não docentes.
Em 2016 conseguimos crescer sobre o crescimento que tínhamos registado em 2015 no que respeita à admissão de estudantes: superámos a barreira dos 900 e temos agora 910 estudantes. Consideramos importante que a comunidade académica acompanhe a vida da Escola e que nela se envolva.
Este ano será atribuído pela primeira vez na Escola Superior de Desporto o Prémio José Pedro Inês Canadas – que foi um reconhecido filantropo em Rio Maior –, prémio esse instituído pelo Grémio Riomaiorense, ao qual agradecemos o gesto, e que se destina a distinguir um estudante que consideremos ser merecedor dessa distinção. Nessa perspetiva decidimos que o Prémio José Pedro Inês Canadas deve distinguir um estudante que se tenha destacado, não só pela componente académica mas também, e essencialmente, pela sua participação na sociedade riomaiorense – e temos muitos estudantes que o fazem, felizmente. É assim que o Prémio José Pedro Inês Canadas permite que a própria sociedade riomaiorense e a nossa comunidade académica se envolvam designando um estudante que seja reconhecido pelas suas atividades. Portanto esse candidato ao prémio tanto pode ser proposto por pessoas da comunidade académica como por pessoas da comunidade riomaiorense em geral, indicando que atividades desenvolveu e onde. Existe um Júri composto por pessoas da comunidade académica e da sociedade civil que irá avaliar as propostas e decidir a quem será atribuído o prémio.
A participação na escolha do futuro premiado irá dar visibilidade a essas componentes mais solidárias e da formação humana que nos parece importante incutir nestes jovens.

Região – Para os riomaiorenses e os próprios alunos da ESDRM fazerem as suas propostas para o prémio basta acederem ao site da Escola?
J. Moutão – Exatamente.

Região – Os proponentes serão anónimos…
J. Moutão – Os proponentes serão anónimos. Apenas o presidente do Júri saberá quem são, para evitar que alguém se autoproponha.

Região – Portanto a Escola está a dar toda a importância ao Prémio José Pedro Inês Canadas…
J. Moutão – Isto, para nós é muito importante, porque queremos dar visibilidade às qualidades solidárias na formação que damos aos nossos alunos. Não temos que o fazer mas nós queremos fazê-lo! Por outro lado também me parece importante dar a conhecer à sociedade riomaiorense e à nossa própria comunidade académica algumas das coisas boas que os estudantes fazem.

Região – O Auditório da Escola Superior de Desporto vai passar a ter nome…
J. Moutão – Numa homenagem ao Dr. Silvino Sequeira, que muito nos orgulhará, iremos atribuir o seu nome ao nosso auditório. É verdade que o Dr. Silvino Sequeira já foi homenageado pelo Instituto Politécnico de Santarém e pela ESDRM, no entanto nunca houve a possibilidade de associar o seu nome às nossas instalações definitivas o que nos parece ser da maior justiça fazer, uma vez que o Dr. Silvino Sequeira foi preconizador da ideia desta componente do Ensino Superior e a ele devemos estarmos aqui hoje. Ficamos muito felizes por podermos fazer com que o nome dele esteja associado às instalações definitivas da ESDRM. De resto isto faz parte de um processo de humanização da Escola; nós queremos dar “cara” à Escola e por isso temos em mente a perspetiva de distinguirmos as pessoas que foram parte da nossa história, do nosso património, tal como queremos que o património dos nossos estudantes fique registado.

Região – Como é que farão esse registo?
J. Moutão – A partir deste ano faremos fotografias dos finalistas e vamos ter uma galeria que funcione como um histórico dos estudantes que aqui passam, porque é importante que não nos esqueçamos da nossa história, da nossa memória.

Região – Com o aumento do número de estudantes que a Escola Superior de Desporto vem registando parece que começa a haver alguma dificuldade de alojamento…
J. Moutão – Precisamente por isso um dos pontos do programa comemorativo prende-se com a futura Residência de Estudantes. É de facto um tema emergente na nossa sociedade. Este ano, face ao aumento do número de estudantes tivemos dificuldades em encontrar alojamento para todos.
Temos tido o apoio de toda a sociedade para resolver essas dificuldades, também o temos tido a nível político por parte das diferentes forças políticas e essa postura da sociedade riomaiorense em geral é reconfortante e deixa-nos muito felizes. É assim que a presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Dra. Isaura Morais e o presidente do Instituto Politécnico de Santarém, Professor Doutor Jorge Justino acordaram assumir um compromisso no sentido de envidarem esforços a fim de se encontrar solução para este problema. É uma carta de intenções que vai ser assinada pelos dois.
Ainda a respeito de uma futura Residência de Estudantes temos sentido alguma preocupação a nível do sector do arrendamento e eu quero deixar claro que essa questão não se põe. Porquê?
Primeiro, a residência vai servir para estudantes carenciados e acontece que a maior parte dos estudantes carenciados nem sequer chega a vir para Rio Maior, porque não tem condições para vir nem consegue alojamento no sector privado. O que está a acontecer é que não havendo residência estamos a impedir que esses estudantes venham para Rio Maior.
Só nos dois últimos anos o número de estudantes da ESDRM aumentou em cerca de 140. Ora a residência que está projetada para esta Escola é para 100 estudantes, pelo que nem assim acolheria esse aumento verificado nos dois últimos anos. Mais: se nós reestruturarmos a oferta formativa de 2º ciclo, que é a dos mestrados, e a nível de licenciatura que é o dos cursos técnicos superiores – que é uma reflexão que estamos a fazer –, estimamos poder chegar aos 1 200 alunos. Assim sendo, não só necessitamos da residência para 100 estudantes como ainda vamos precisar de mais iniciativa privada no sector do alojamento. É importante que as pessoas tenham isto em consideração.
Entretanto, neste momento ainda não temos qualquer indicação de como se poderá desbloquear a questão da residência; isso terá que passar por financiamento via Orçamento de Estado, terá que passar pela Assembleia da República (AR). Existem iniciativas na AR nesse sentido mas nós ainda não temos a validação desse objetivo em sede de Orçamento de Estado. Aquilo com que podemos contar será uma possível solução a encontrar entre o Município de Rio Maior e o Instituto Politécnico de Santarém, que possa amenizar este problema e tudo aquilo que pudermos fazer será muito positivo.
Eu acho que Rio Maior tem aqui oportunidades excelentes de reabilitação urbana, oportunidades excelentes de atrair jovens… Nós temos um percurso em Rio Maior que está por fazer, de fixação de jovens no âmbito da indústria do Desporto, das empresas associadas ao Desporto que possam trazer engenharia, as grandes marcas desportivas, para fixar empresas, para desenvolvimento de produtos da área do Desporto…

Região – … É a fileira do Desporto…
J. Moutão – … É a fileira do Desporto a nível industrial. Não temos isso em Rio Maior. Mas temos aqui jovens para criar ideias e podemos potenciar com a Escola Profissional a área das engenharias, criar protótipos com as grandes marcas e podemos, também, tornarmo-nos atrativos para as grandes indústrias do Desporto. Com Lisboa aqui tão perto e o Norte, Rio Maior (nr.: pela sua situação geográfica) tem condições para tirar partido deste eixo de desenvolvimento a nível industrial do Desporto – um filão que ainda não está explorado e que, penso, Rio Maior deve encarar como uma grande oportunidade.

Região – E convém não esperar muito para dar esse passo, porque decerto haverá quem se possa adiantar…
J. Moutão – Deixe-me dizer que na área da inovação e do empreendedorismo que se associa às ideias e à inovação está a ser muito di-namizada no seio da Escola Superior de Desporto, em conjunto com o Centro de Negócios e Inovação de Rio Maior e com o NERSANT. Nós tivemos um concurso interno de ideias no Blast-off 2016, em junho, naquele final de estágios, com as empresas e temos, agora no âmbito do Incubar+ Lezíria, envolvendo o Instituto Politécnico de Santarém, o NERSANT, o CNIRM e o Cluster Agroalimentar, um concurso de ideias, inovação e negócios no Desporto, a nível nacional, com um prémio no valor total de 15 000 euros, que irá identificar boas ideias e nós mobilizámos os nossos estudantes para isso, para que eles possam fixar-se na região com as suas ideias e constituírem polos de fixação e desenvolvimento económico e industrial.

Região – Das comemorações do vosso aniversário também faz parte o combate à Diabetes.
J. Moutão – A esse propósito vamos assinar um protocolo que tem a ver com o programa «Diabetes em Movimento – Rio Maior». Este programa tem como características a associação de entidades do ensino na área do Desporto e da Saúde, designadamente da Escola Superior de Enfermagem e da Escola Superior de Desporto, com o sector da Saúde, nomeadamente a Administração Regional de Saúde e o Centro de Saúde de Rio Maior. O objetivo do programa é promover a prática de atividade física controlada em pessoas portadoras da doença da Diabetes. Isso constitui um marco a nível tecnológico e de investigação científica que assim se transfere para a população de Rio Maior e vai ao encontro da nossa missão que também é promover o desenvolvimento social, humano e a saúde das populações.

Região – E a conferência do Professor Doutor Alexandre Mestre?
J. Moutão – A conferência é um ponto acrescido de interesse. É uma conferência no âmbito da regulação das profissões do Desporto. A ESDRM diferenciou-se desde o seu início por formar para as profissões do Desporto. Nós temos neste momento cinco sectores socioprofis-sionais – sectores do Fitness, do Treino Desportivo, da Gestão do Desporto, do Turismo e Atividade Física e da Atividade Física e Saúde –. Já existe alguma regulação profissional no sector do Fitness e para os treinadores, com as respetivas cédulas profissionais. Os restantes sectores ainda não estão “mapeadas” em termos daquilo que são as funções, as tarefas e as competências necessárias de quem neles opera na área do Desporto, bem como do respetivo registo profissional para que se controle a qualidade das intervenções que são feitas. É um processo que tem envolvido a Escola que está na primeira linha dessa discussão uma vez que estamos a formar profissionais para esses sectores.
O Professor Alexandre Mestre é jurista na área do Desporto, é docente da ESDRM o que muito nos honra e já foi secretário de Estado do Desporto.
E são todos estes pontos comemorativos do nosso 19º aniversário que queremos partilhar com a comunidade riomaiorense reforçando assim a ligação que temos com a sociedade civil. Estão todos convidados a estar aqui connosco no dia 5 de dezembro!

Entrevista: Carlos Manuel

OBS. – Consulte em http://www.regiaoderiomaior.pt/o-19o-aniversario-da-escola-superior-de-desporto/ o programa comemorativo do 19º aniversário da ESDRM.

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