O estado em que estão as antigas instalações do I.V.V.

Panorâmica das instalações do I.V.V. em Rio Maior.

Panorâmica das instalações do I.V.V. em Rio Maior.

Rio Maior, Bairro da Chainça, antigas instalações do I.V.V. no estado que se vê…

“Leitor amigo, perdoe o mau jeito de ter que virar o jornal para observar a panorâmica que as antigas instalações do Instituto da Vinha e do Vinho (I.V.V.) em Rio Maior oferecem, de um primeiro andar do Bairro da Chainça.” Assim principiava uma «Janela Aberta» do jornal Região de Rio Maior nº 1504 de 4 de agosto de 2017. Era necessário virar o jornal, porque a panorâmica do complexo assim o exigia, para que a foto não tivesse que ser observada com recurso a uma lupa; agora pode vê-la, na horizontal, aí em cima. E porque desde então até agora ainda não se notou nada de substancial, exceto, talvez, o aparar ligeiro de de umas pernadas de silvas, aqui fica o que se publicou.

— O Bairro da Chainça é um bairro residencial… Ainda que não fosse, uma coisa assim até numa zona industrial tipo anos cinquenta do século passado ficaria mal!

As instalações para "a vinha e o vinho", da delegação do I.V.V. em Rio Maior.

As instalações para “a vinha e o vinho”, da delegação do I.V.V. em Rio Maior.

Estas instalações do I.V.V. estão assim há anos, mergulhadas num matagal, os edifícios num estado de conservação deplorável, vidros partidos, portas escancaradas, a dezena e meia ou mais de depósitos de cimento que dantes eram para o vinho e agora serão sabe Deus para quê, franqueados num labirinto esconso como gostam as ratazanas… No portão principal, enferrujado, que dá para a EN114, já em plena cidade, o insólito: uma corrente e um cadeado novos, ou quase, qual coroa de prata enfeitada por diadema de ouro – é o que o colorido sugere –, numa paisagem urbana(?) atapetada de plástico e muito lixo… Isto na proximidade de uma passadeira para peões.

O insólito: uma corrente e um cadeado novos, ou quase, qual coroa de prata enfeitada por diadema de ouro – é o que o colorido sugere –, numa paisagem urbana(?) atapetada de plástico e muito lixo...

O insólito: uma corrente e um cadeado novos, ou quase, qual coroa de prata enfeitada por diadema de ouro – é o que o colorido sugere –, numa paisagem urbana(?) atapetada de plástico e muito lixo…

As ratazanas vêm à baila de cada vez que a conversa fala daquilo. A vizinhança está farta de as confundir com coelhos! As pessoas temem a transmissão de doenças. Se este cenário existisse no tempo do Leão de Rio Maior há quem dê como certo que seria ali feita uma batida ao bicho, porque vegetação para se acoitar não lhe faltaria…

Ao que contam, o edificado ao abandono e o mato que o envolve parecem ser terreno propício a guerras de faz de conta – a combates de paintball. Ao menos que sirva para qualquer coisa… É claro que há sempre o risco de uma queda perigosa.

Aqui há tempos noticiou-se o interesse que haveria, por parte do Município, que este património passasse à sua tutela, de modo que pudesse ser preservado e cuidado. Parece que o I.V.V. pedia 850 000 euros… Posteriormente teria passado para a alçada do Ministério das Finanças.

Bom, isto sem invocar o luso princípio de que “uma mão lava a outra” – passavam a tutela para cá e aqui havia de se estimar o património –, Rio Maior merece a gentileza e o respeito de ter, ou ver, aquilo bem tratado, até porque é nosso – é público.

As silvas a arranharem os carros.

As silvas a arranharem os carros.

No entretanto os serviços competentes da Câmara Municipal bem podiam aparar regularmente as silvas que transbordam do I.V.V. para a rua – a Estrada da Chainça –, de maneira que os automóveis dos vizinhos não fiquem com a pintura cada vez mais riscada…

Texto e fotos: Carlos Manuel

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