O Plano Estratégico de Valorização Turística de Rio Maior – 2

Da identidade distintiva do destino turístico às redes de oferta.

Ceia da Silva, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.

Ceia da Silva, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.

Perante um turista hoje mais culto, mais exigente, mais informado e com mais poder de compra, o que veio alterar completamente o perfil que se tinha como certo do turista, como alertou o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERTAR) na recente apresentação do Plano Estratégico de Valorização e Comunicação Turística do Município de Rio Maior (Região de Rio Maior nº 1457, de 9/9/2016 ou http://www.regiaoderiomaior.pt/o-plano-estrategico-de-valorizacao-turistica-de-rio-maior/), a Lezíria do Tejo e com ela o concelho de Rio Maior precisam de aproveitar ao máximo os financiamentos únicos, possíveis até 2022, que podem chegar a 75% do investimento em turismo, dos quais metade podem passar a subsídio não reembolsável, ou seja a fundo perdido.

A este respeito, recorde-se, Ceia da Silva fará já em outubro um roadshow com responsáveis do Turismo de Portugal pelo território da Lezíria, para sensibilizar potenciais investidores no turismo.

Exemplificando que vale a pena investir no negócio do turismo, o presidente da ERTAR contou que quando assumiu o território do Alentejo havia lá um hotel de 5 estrelas e hoje há nove hotéis de 5 estrelas; “Em quatro anos revolucionou-se completamente a capacidade de alojamento”, enfatizou.

Consideremos agora a segunda nota da intervenção de Ceia da Silva.

A identidade do destino turístico é essencial; o destino turístico tem que se afirmar pela sua identidade porque o que o turista procura no território que está a visitar é aquilo que é distintivo do que existe noutras zonas. Tendo esse princípio como pedra de toque, a ERTAR está a desenvolver três projetos, na área da classificação do Património Universal da UNESCO, muito virados para os empresários e que são decisivos, a saber:

1 – A Cultura Avieira. Este processo de candidatura à UNESCO, liderado pelo Instituto Politécnico de Santarém durante quinze anos, foi recentemente assumido pela ERTAR, mediante protocolo com o IPSantarém.

2 – O Fandango. Esta dança tem uma “expressão enorme” do ponto de vista cultural no Ribatejo.

3 – E o Montado. Este ecossistema, que associa em matas o sobreiro e a azinheira, foi criado pelo Homem e existe apenas nalguns territórios do Mediterrâneo. No caso de Portugal subsiste no Alentejo e Ribatejo; “Uma área da paisagem cultural que, não tenho dúvidas, será classificada em 2018 pela UNESCO, como foi o Douro ou o Pico”, comentou Ceia da Silva.

A qualidade e a excelência. A ERTAR está a iniciar o processo de certificação do alojamento mas vai certificar toda a “banda larga do turismo” até 2022.

Será feita a certificação do alojamento e da restauração, toda a animação turística, o turismo em espaço rural, museus, igrejas… Mas “só será certificado o que melhorar as suas infraestruturas, o negócio turístico”, porque “queremos certificar para qualificar”, explicou o orador acreditando que em 2022 “teremos melhores museus, melhores igrejas, melhor turismo rural, melhor alojamento…”

Da terceira nota da intervenção de Ceia da Silva destacamos as redes de oferta que são “o grande problema deste país” cuja solução é decisiva e que passa por “trabalharmos todos em conjunto”, disse, argumentando que há imensas coisas para fazer e deu o exemplo do guia «Ribatejo, 365 dias de emoção» lançado há dois anos que encaminha o turista para “milhentas” atividades de animação desde o balonismo aos passeios de charrete passando por visitas a quintas, provas de vinhos, provas de produtos endógenos, passeios de barco… Só que as pessoas não falam umas com as outras”, não se articulam, não criam sinergias e é esse óbice que as redes de oferta deverão superar.

Na Lezíria a rede de oferta será estruturada a partir do cavalo e o toiro.

Diapositiva 1

Quarta e última nota: o Plano Estratégico de Valorização e Comunicação Turística do Município de Rio Maior. Como já se referiu na edição nº 1457 do semanário Região de Rio Maior, este plano estratégico não é um documento fechado; pretende-se que seja um plano da comunidade riomaiorense, até porque “vocês é que sabem melhor do que ninguém o que é que deve ser feito em Rio Maior”, advogou o presidente da ERTAR.

Nada se resolve com iniciativas avulso. “Os riomaiorenses têm o direito de saber para onde vai o seu concelho do ponto de vista do turismo nos próximos dez anos”, defendeu Ceia da Silva. Deve haver uma estratégia definida em comum com os agentes do turismo, os empresários, as autarquias… “todos devem participar nessa estratégia” que depois de estar definida deve ser executada e além disso monitorizada porque estando o Mundo em constante mudança é plausível que ao fim de certo tempo – e não muito – tenha que beneficiar de uma ou outra alteração.

A concluir a sua intervenção Ceia da Silva declarou, dirigindo-se à presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura Morais: “Gostava muito de contar consigo na equipa de direção da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo”, do que, aliás, não tem “dúvidas que isso será uma realidade”.

Coube ao professor académico Fernando Completo explicar, a seguir, as linhas que enformam o documento, aberto, para a estruturação do Plano Estratégico de Valorização e Comunicação Turística do Município de Rio Maior.

Texto e fotos: C. M.

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