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OPINIÃO |
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Rio Maior, que futuro? por Mafalda Rodrigues Fonseca
«O Concelho de Rio Maior precisa de definir uma estratégia de desenvolvimento apostando nas sinergias, nos recursos, no seu potencial endógeno.
A taxa de desemprego no nosso Concelho oscila entre os 6%, 7%. Apesar de a taxa de desemprego não ser elevada, como munícipe ficaria muito satisfeita se fossem encetadas medidas concretas e específicas em ordem à redução daquela taxa, bem como à criação de riqueza e melhoria de vida de todos aqueles que escolheram o nosso Concelho para educar os filhos, desenvolver negócios e progredir na Vida.
O nosso Concelho nos tempos áureos dos anos 80 e 90 perdeu, como areia esvaindo-se entre dedos, diversas oportunidades de sedimentar/consolidar áreas de actividade como propostas de futuro, de que são exemplo a agro-pecuária e a metalomecânica.
Poder-se-iam ter gerado, a partir daquelas actividades, fileiras de negócios com produção de riqueza e benefício da população em geral, cuja sustentação e progressão dos mesmos teria sido mais fácil se desenhada em conjunto, como infelizmente se veio a comprovar.
A análise das realidades passadas, boas ou más, obriga-nos a criar soluções de futuro para o nosso Concelho. E é esse o sentido e o objectivo deste meu artigo.»
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Os espiões portugueses e os outros por Hélio Bernardo Lopes«Num país completamente incapaz, e já desde há umas boas décadas, de aproveitar a sua importância estratégica, todo o tipo de pormenor dito por este ou aquele político passa, de imediato, a valer milhões, uma vez que nada há de útil para dizer em face da realidade que, a partir de fora, a atual crise, criada pelos defensores do neoliberalismo, impôs aos portugueses. Isto mesmo foi o que há dias pôde ver-se, com a entrevista concedida pelo Ministro da Defesa Nacional, Augusto Santos Silva, ao referir na mesma a tal presença de espiões portugueses no Líbano e no Afeganistão, se acaso não erro. A grande verdade, porém, é que tal declaração representa para o inimigo das nossas tropas simplesmente zero. Ou seja: não existe para as mesmas um qualquer risco acrescido por via daquelas declarações. Ainda assim, não acho que tais palavras tenham sido oportunas e felizes, mas por razões de tradição, justificáveis ao nível das grandes potências, repletas de interesses estratégicos universais e de todo o tipo. Se eu fosse ministro daquela pasta, pelo que digo antes, não teria dito tais palavras. Acontece, porém, que nos teatros de operações para onde irão as tropas portuguesas o inimigo de há muito tomou como espião ao serviço do satânico Ocidente todo e qualquer cidadão dos países que ali têm tropas. Temos exemplos deste tipo com enorme frequência. Alguns, lá são resgatados pelos seus governantes, que pagam o que lhes é imposto, e outros acabam, simplesmente, por se verem executados. E tudo isto sem que ministro algum tenha revelado que as suas tropas presentes nessas terras tinham espiões, o que era, claro está, um acontecimento certo. Imagine o leitor, por exemplo, que frequentava as temporadas de ópera no Teatro de São Carlos, em Lisboa, e aí se tornava amigo, por sucessivas convivências ao longo das mesmas, de uma qualquer família norte-americana. E suponha que o leitor era irmão de certo ministro do nosso Governo. Bom, poderia o meu caríssimo leitor imaginar que essa amizade era simplesmente sã, ou será que deveria partir do princípio de que tal família poderia ser constituída por espiões ao serviço das autoridades norte-americanas?»
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A segurança rodoviária começa com os pais por Garcia Primor Cruz «Os Acidentes de trânsito são uma tragédia contemporânea. Por isso nunca é demais lembrar o quanto é necessário multiplicar o investimento em segurança rodoviária. Essa tem que ser uma prioridade dos governos de muitos países mas também de cada um de nós enquanto seres inteligentes. Há dias, ao sair do estacionamento de um hipermercado, parei para deixar passar uma senhora com uma criança. A senhora, com ambas as mãos ocupadas, passou, mas o menino, apressadamente, agindo talvez por reflexo inato, decidiu desviar-se e passar por trás do automóvel, comportamento que, de imediato, mereceu o seguinte reparo de sua mãe: “Filipe, nunca se passa por trás de um carro. Passa-se pela frente, para que o senhor do carro te possa ver bem...” Para alguns adultos, esta conclusão será algo de muito óbvio. Porém, não o é para uma criança que, pelo menos até à idade escolar, é imprevisível, reagindo essencialmente por impulso. É pois dever dos pais e pessoas próximas da criança, orientá-la e ensiná-la a comportar-se no trânsito, contribuindo assim, seriamente, desde cedo, para evitar acidentes.»
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