Primeiras certificações no CQ da Secundária foram em julho

CQ da Secundária: primeiras sessões de Júri de Certificação de Nível Secundário e de Nível Básico.

O Júri de Certificação de Nível Básico.

O Júri de Certificação de Nível Básico.

O programa «Qualifica» substituiu o programa «Novas Oportunidades» que permitiu a mais de 400 000 adultos obterem a equivalência ao ensino básico ou secundário.

O Centro Qualifica da Escola Secundária de Rio Maior realizou em 21 e 24 de julho de 2017, as suas duas primeiras sessões de Júri de Certificação; a primeira foi de Nível Secundário e a segunda de Nível Básico. O jornal Região de Rio Maior assistiu aos trabalhos da parte da manhã, desta última.

O «Qualifica» tem uma dinâmica um pouco diferente do programa seu antecessor.

Nesta primeira sessão de Júri de Certificação de Nível Básico, as juradas – neste caso eram só professoras –, ocuparam-se de adultos que trabalharam no sentido de obterem, uns a equivalência ao 6º ano e outros a equivalência ao 9º ano.

Mas qual será a vantagem objetiva para as pessoas, da obtenção dessas equivalências? Foi o que quisemos saber junto da professora Aida Proença Garcia, coordenadora do CQ – Centro para a Qualificação da Escola Secundária de Rio Maior, que já anteriormente tinha estado profundamente empenhada no Centro Novas Oportunidades que funcionava neste estabelecimento de ensino.

“O processo de reconhecimento de competências, é um processo autobiográfico, portanto as pessoas constroem uma autobiografia, os formadores confrontam essa autobiografia com o referencial de competências básicas que o Ministério da Educação determina e assim nós atribuímos o 6º, o 9º ou até o 4º ano, até ao 12º ano, de acordo com as competências que as pessoas efetivamente têm. Este reconhecimento de competências permite muitas vezes que às pessoas que não têm competências de 9º ano sejam reconhecidas as competências do 6º ano, o que lhes permite entrarem num processo formativo; sem a equivalência ao 6º ano ser-lhes-ia muito difícil entrarem num processo formativo, porque a oferta formativa é escassa para quem tem menos do que o 6º ano. Já as pessoas que veem ser-lhes reconhecidas as competências do 9º ano podem entrar num processo formativo para o nível secundário.

Além do processo autobiográfico as pessoas constroem um trabalho, dentro de um tema da sua autobiografia. Trata-se de um trabalho escrito que lhes permite virem a júri certificar as competências adquiridas”, explica Aida Garcia.

A afluência ao «Qualifica» não será tão grande como foi aquela que se verificou nas «Novas Oportunidades», mas ainda vai aparecendo uma boa mão cheia de interessados. Porém, Aida Garcia está convencida de que o que vai ser a verdadeira mais-valia para o CQ da Escola Secundária de Rio Maior será o reconhecimento de competências profissionais: “Há várias áreas em que nós vamos fazer certificação profissional, duas delas são as de Bombeiro e de Proteção Civil, e na área da Administração, da Gestão e da Informática. É por aí que nós pensamos evoluir mais, até porque a nível básico e secundário os antigos CNO já tinham feito alguma coisa, em termos da nossa região”, refere a coordenadora.

As pessoas procuram o Centro Qualifica por sua própria iniciativa embora também sejam enviadas pelo RSI – Rendimento Social de Inserção ou pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional via GIP – Gabinete de Inserção Profissional.

Independentemente de o CQ ter contactos com algumas empresas, as pessoas procuram-no individualmente.

Em matéria de certificações profissionais, no caso da certificação de Bombeiros, “eu contactei o 2º comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Rio Maior, ele dinamizou uma reunião a que até vieram bombeiros de outras corporações do distrito porque estão interessados, realmente, na certificação profissional”, referiu Aida Garcia, sublinhando no entanto que a decisão de participar é pessoal e não institucional. Pata setembro estavam previstas novas sessões de Júri de Certificação.

Aida, Fernando Afonso e Cláudia.

Aida, Fernando Afonso e Cláudia.

No período da manhã da sessão de Júri de Certificação de Nível Básico assistimos a três adultos a prestarem provas do seu saber. Cada um deles apresentou um projeto de sua lavra, com as juradas a questionarem-nos sobre uma série de aspetos, não só para se certificarem de que as pessoas sabiam a fundo daquilo que se propunham fazer mas também para aquilatarem das suas reais capacidades; por exemplo, a Fernando Afonso, que apresentou um projeto complexo de Valorização Turística nas Serras de Aire e Candeeiros denominado «Lusitânia Touring», sugeriram reiteradamente que avançasse para a certificação de Nível Secundário dado patentear conhecimentos acima do Nível Básico.

Com o seu projeto, Fernando Afonso, antigo autarca em Alcobertas, pretende “revitalizar a recuperação dos núcleos históricos das aldeias”, “promover o emprego e fixação dos jovens no meio rural” e “envolver a comunidade com os seus saberes ancestrais”, num território que possui “locais de grande interesse geológico, fauna e flora (Rede Natura)”, “75 geosítios de interesse reconhecido” e “potencial para a prática de desportos de ar livre (montanhas, florestas, rios e lagos)”. E mais não dizemos porque “o segredo é a alma do negócio”.

Aida, que foi a primeira a dar provas do seu saber, tem um projeto relacionado com o bem-estar animal. Por sua vez, Cláudia apresentou detalhadamente um projeto na área da ortopedia.

Carlos Manuel

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