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Rio Maior |
Na inauguração da Feira de Rio Maior 2010
«A FRIMOR não é um pretexto para ganhar vantagem, é um desafio»
● Isaura Morais, no discurso de boas-vindas ao Ministro da Agricultura, António Serrano
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Embora com uma hora de atraso, cumpriu-se na passada quarta-feira, 1 de Setembro, a inauguração que estava prevista, da edição de 2010 da Feira de Rio Maior – FRIMOR. Volvidos doze anos a cidade voltou a receber um ministro, e tal como da última vez, da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas – “ministro do Mundo Rural” como lhe chamou, com bom humor, Isaura Morais –, para presidir a esse ato, agora quase informal por opção do seu executivo camarário. Acolhido pela presidente da Câmara e outras individualidades junto da entrada da Rua António Barata, o ministro e a sua anfitriã dirigiram-se para um pequeno palanque de onde falaram a quem estava: a governadora civil de Santarém, Sónia Sanfona, autarcas de municípios amigos, presidentes de juntas de freguesia e outros membros da Assembleia Municipal de Rio Maior, o presidente da Associação Empresarial do Concelho de Rio Maior, entidades militares, representantes de associações e das forças vivas, patrocinadores, expositores, funcionários municipais e demais convidados. Primeiro usou da palavra Isaura Morais. Falou da pesada responsabilidade, para este ou qualquer outro executivo municipal, decorrente do peso histórico da Feira que em 2011 fará 250 anos, do património de saudade “que aos mais antigos suscita” e da “renovada força” que lhe quer dar. Por todas estas razões, “em nenhuma circunstância” teria convidado o ministro para este dia, “para lhe expor casos, fazer pedidos ou comprometê-lo como convidado”, porque isso seria “minimizar a Feira Nacional da Cebola à categoria de simples pretexto para ganhar vantagem. E para nós a FRI MOR não é um pretexto, é um desafio”, afirmou. Por sua vez António Serrano defendeu que é preciso dar visibilidade a toda a capacidade empreendedora espalhada pelo território, de modo que se consiga que todos os que trabalham ou queiram trabalhar a terra vejam os bons exemplos, as boas práticas que existem e ajudem o país a produzir. “Nós precisamos de produzir, de vender bem a nossa produção. Na compra de produtos agrícolas devemos priorizar aquilo que produzimos na nossa terra. Precisamos de melhorar o relacionamento entre a nossa produção e a distribuição. Quanto melhor estiverem organizados os diversos setores, quanto melhor estiverem associados os agricultores, quanto mais capacidade técnica tiverem mais capacidade terão, também, de negociar os seus contratos e os seus preços”, argumentou. À Câmara Municipal de Rio Maior, António Serrano deixou o elogio por ter dinamizado a Feira e exortou-a a que continue a fazê-lo “a bem da nossa agricultura, a bem dos munícipes que trabalham nesta terra,” bem como “a reforçar todo este trabalho, porque todos juntos somos poucos para vencer estes desafios e eu acho que nestes momentos de crise nada melhor do que as pessoas, independentemente das ideologias e das ideias estarem juntas no essencial – a recuperação económica do nosso país, a recuperação e apoio a quem depende da nossa terra, e que quer fazer, e tanto faz tantas vezes com muito sacrifício. Seguiu-se o corte da tradicional fita inaugural (foto à esquerda; o casal de meninos que levou a tesoura sobre a almofada é do Rancho da Ribeira de Fráguas). Da varanda do Lar de Grande Dependentes da Misericórdia os idosos assistiam interessados àquela movimentação toda e o ministro foi cumprimentá-los. Daí em diante foi o habitual périplo por toda Feira, a culminar no Pavilhão Multiusos. |
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Do lado de fora, entre aquele pequeno relvado paralelo à avenida Mário Soares onde costumam realizar competições de paintball e a zona edificada do complexo, a empresa Technoedif - Engenharia S.A., adjudicatária destas obras, está a ultimar preparativos para instalar painéis solares. Construiu uma pequena casa para os depósitos de água e vinte pares de sapatas para os painéis; cada sapata vai suportar três painéis solares. A água aquece nos painéis, depois umas bombas de recirculação injetam-na nos depósitos e daí segue por tubagem para a casa das máquinas das piscinas. “O aquecimento da água e do ar funciona com «prometedores de calor», ou seja placas muito finas, de alumínio, juntas umas das outras, em que a água quente circula numas e a água fria noutras, sendo que a água fria, vinda das piscinas, aquece por permutação. O mesmo acontece com o aquecimento do ar: primeiro o ar passa por um processo de arrefecimento, em desumidificadores, a fim de perder humidade; depois vai aquecer passando por radiadores onde circula água quente sendo então injetado para as piscinas”, explica Carlos Coutinho. A água quente para estes processos será bombeada dos tais depósitos instalados na casa ao pé dos painéis solares. “Até aqui o aquecimento da água era feito em caldeiras a gás, com os consequentes custos”, faz notar o administrador. E por falar em custos, Pedro Silva foi lembrando que o que está previsto no contrato “é uma redução mínima de 50% na eletricidade e no gás”. Referiu mais o diretor das Piscinas: “Caso essa redução seja inferior por alguma razão externa à nossa organização, a empresa concessionária, nos primeiros cinco anos assume a responsabilidade desse diferencial.”
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Para a gestão das novas creches da Chainça e de Malaqueijo
Câmara Municipal e Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior firmam contrato de comodato
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Tendo em vista a futura gestão das creches do bairro da Chainça e da freguesia de Malaqueijo, cujas obras se encontram em fase de conclusão, por entidade com know how e meios humanos qualificados, no passado dia 26 de Agosto, na sala de reuniões da vereação, a Câmara Municipal de Rio Maior assinou um contrato de comodato com a Santa Casa da Misericórdia que aí esteve representada pelo respetivo provedor, João de Castro e o vice-provedor, Rui Andrade, bem como pela mesária responsável pelo Centro Infantil «O Ninho», valência da instituição. Neste ato, a presidente da Câmara tinha consigo a vereadora da Educação, Sara Fragoso e a técnica superior Marta Flor. Igualmente presentes estiveram os presidentes das Juntas de Freguesia de Rio Maior, Luís Filipe Santana Dias e de Malaqueijo, António Manuel Conceição Correia. O contrato de comodato é válido por três anos, renovável automaticamente por períodos de cinco anos, desde que a Misericórdia cumpra o que nele fica estipulado. Agora, a Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior deverá candidatar-se ao estabelecimento de um acordo de cooperação com o Centro Distrital de Santarém do Instituto da Segurança Social, I.P., que viabilize a gestão das duas creches comparticipando a admissão de cada criança, até porque o contrato de comodato celebrado com a Câmara só se manterá em vigor pelo período estipulado desde que exista esse acordo de cooperação com a Segurança Social.
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OUTROS TÍTULOS
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- EPRM abre ano letivo a 10 de Setembro. - Câmara doa terrenos ao CEE «O Ninho». - Recordando Fernando Casimiro. - Em Fráguas Família Agostinho realizou o sei III Encontro na Quintinha do Sobral do Alfredo. |
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