Rotary: Elogio do Vinho e Reconhecimento Profissional

Elogio do Vinho: Reconhecimento Profissional dos vitivinicultores António Machado e José Marques.

— Dignidade, conhecimento e cultura

O Centro de Estágios e Formação Desportiva de Rio Maior acolheu no último domingo de fevereiro, dia 28, uma cerimónia do Rotary Club de Rio Maior (RCRM) designada «Elogio do Vinho: Reconhecimento Profissional e Prova de Vinhos», integrada no programa geral das Tasquinhas de Rio Maior.

Não foi a primeira vez que o clube rotário riomaiorense fez o reconhecimento profissional de empresários que se têm distinguido pelo contributo dado à economia, ao desenvolvimento e progresso concelhios. Mas foi a primeira vez que o fez fora de um dos seus tradicionais e regulamentares jantares. A Desmor cedeu o espaço e o Rotary organizou a cerimónia, de grande dignidade, aprofundamento do conhecimento sobre a história da vinha e do vinho ao longo dos milénios e de civilizações, e de enriquecimento cultural.

Presidiu à mesa de honra a presidente do Rotary Club de Rio Maior, Ana Cristina Figueiredo, que estava acompanhada pelo governador do Distrito Rotário 1960, Miguel Real Mendes e o vice-presidente da Câmara, Carlos Frazão Correia, tendo-se juntado posteriormente a presidente do Município, Isaura Morais, atrasada alguns minutos por outro compromisso.

Cumprida a formalidade rotária de Saudação às Bandeiras (Miguel Real Mendes à Bandeira Nacional, à do RCRM Ana Cristina Figueiredo, à do Município Carlos Frazão Correia, à da União Europeia o past-governador do Distrito 1960 e sócio honorário do RCRM, Artur Almeida e Silva e à da Fundação Rotária Portuguesa a presidente da Comissão Distrital das Novas Gerações, Mara Ribeiro Duarte), passou-se ao tema da cerimónia.

No auditório da Desmor, a tudo assistiram os convidados do Rotary Club de Rio Maior: os homenageados e seus familiares e amigos, vereadores, outros membros da Assembleia Municipal, presidentes de Junta de Freguesia, os enólogos da Quinta dos Penegrais e da Quinta da Badula, o representante da CVR Tejo, diretores de estabelecimentos escolares, bem como representantes de clubes rotários convidados: o Rotary Club de Algés, do Entroncamento, de Lisboa (Benfica) e Santarém. Outros terão chegado mais tarde.

Do «Elogio do Vinho» encarregaram-se Teresa Monteiro que conseguiu sintetizar nuns 10 ou 12 minutos os principais traços da história no mínimo decamilenar da viticultura e da vinicultura, e Maria Júlia Figueiredo que mostrou, conduzindo a assistência por uma intrincada, popular muitas vezes e outras mais culta, espiritual até, rede de conceitos e convicções acerca do vinho, citando aforismos, poetas, escritores, gente do cinema, do fado, do teatro e das mil e uma outras artes e demais intelectuais… que no fundo são como que o reconhecimento do vinho como a escadaria para esse patamar etéreo onde habitam os deuses…

É evidente que é preciso saber beber, ou melhor, saborear os néctares para que não sejamos punidos pelos excessos, porque afinal quem não pode ser… deus, não lhe cobiça em demasia as libações!

António Carvalho Machado, na companhia da família, quando foi homenageado.

António Carvalho Machado, na companhia da família, quando foi homenageado. Em 1º plano, Ana Cristina Figueiredo, presidente do Rotary Club de Rio Maior.

António Carvalho Machado

  • QUINTA DOS PENEGRAIS

Nasceu em 1945 em S. Sebastião e reside em Alcobertas onde abraçou a exploração agropecuária. Mais tarde adquire uma propriedade em Arruda dos Pisões, a Quinta dos Penegrais, com vinha e pomares. Em 1998 decide-se pela reconversão de uma extensa área de pomares em vinha. Em 2004 o seu primeiro vinho Quinta dos Penegrais entra no mercado. Possui atualmente cerca de 40 hectares de vinhas, uma pequena parte das quais noutra propriedade em Manique do Intendente (Azambuja).

Há mais de 50 anos que a família Machado se dedica à atividade vinícola. Aqui trabalham António Carvalho Machado, os filhos Sérgio e Cláudio e as noras Cristina e Margarida. Levam Rio Maior e a Região do Tejo além-fronteiras. A qualidade dos seus vinhos é premiada nacional e internacionalmente. Em 6/11/2009 António Carvalho Machado foi distinguido pelo Município de Rio Maior com a Medalha Municipal de Mérito – Grau Prata.

O Rotary Club de Rio Maior atribuiu ao empresário um certificado atestando o seu Reconhecimento Profissional.

António Carvalho Machado declarou-se pronto a seguir em frente, buscando sempre mais quantidade com qualidade – “e que prefiram os nossos produtos!” –, desejou, sendo muito aplaudido.

José da Cruz Marques também esteve acompanhado pela sua família quando da homenagem do Rotary Club de Rio Maior.

José da Cruz Marques também esteve acompanhado pela sua família quando da homenagem do Rotary Club de Rio Maior.

José da Cruz Marques

  • QUINTA DA BADULA

Nasceu na Freiria em 1960, numa família ligada à agricultura, Em 1988 criou a sua própria empresa – Agrocimentos, Lda., tendo entrado na produção de artefactos em cimento para pecuárias e na construção; esteve em Arrouquelas e Assentiz, na lavagem de areias para assegurar a qualidade dos seus produtos e não ter que ir buscar areias fora do concelho. Em 15 anos adquiriu aí 60 hectares de terrenos; tendo a cultura da vinha e a produção de vinho na tradição familiar, visitou vinhedos em França e em 2007 assumiu-se como vitivinicultor. Ele e a família criaram a marca Quinta da Badula e frequentou várias formações e simpósios; também a filha, Hélia, se especializou em enologia para trabalhar com o pai. A primeira garrafa de Quinta da Badula foi aberta nas Tasquinhas de Rio Maior a 8/3/2012. Desde então os vinhos são premiados com medalhas de ouro em concursos nacionais e internacionais. Em 2013, José da Cruz Marques foi distinguido pelo Município de Rio Maior com a Medalha Municipal de Mérito – Grau Prata.

Também a este empresário, o Rotary Club de Rio Maior atribuiu um certificado atestando o seu Reconhecimento Profissional.

Sobre que prémio mais gostou de receber, José da Cruz Marques não hesitou: “gosto sempre de receber o que me acabam de entregar!”

Entre quem usou da palavra, Carlos Frazão Correia aproveitou para lembrar que Rio Maior faz parte da Associação dos Municípios do Vinho e que é importante que todos os produtores se apresentem aos concursos mostrando o que têm.

Ana Cristina Figueiredo sublinhou que num tempo em que tudo se uniformiza, os vinhos de Rio Maior conseguem distinguir-se pela sua reconhecida qualidade, não se esquecendo de mencionar outro vitivinicultor com vinhos premiados: a Adega Porta de Teira.

A finalizar esta cerimónia e antes de se passar à Prova de Vinhos, João Vargas Lopes, chefe do protocolo do RCRM entrevistou os enólogos Rafael Neuparth e António Ventura. Por eles se ficou a saber que os solos pobres e microclimas locais são tão bons que se há de ouvir falar dos vinhos de excelência de Rio Maior.

Texto e fotos: C.M.

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