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Roteiro |
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Visite
Rio Maior ! (da Igreja da Misericórdia ao Paço Senhorial) - Para começar o roteiro pela cidade de Rio Maior, sugerimos um
primeiro trajecto cultural, incidindo sobre o património histórico edificado mais antigo
da localidade, que se encontra englobado naquilo a que se chama «Parte Velha da Cidade»,
ou «Centro Histórico» da mesma. Para iniciar o passeio, pode fazer-se uma visita à bem
conservada Igreja do Espírito Santo, ou Igreja da Misericórdia (Capela da
Misericórdia desde 1759) de traço Barroco, de construção sólida, modesta e simples,
onde se pode apreciar a sua talha dourada. Esta igreja foi restaurada nos finais do
século XIX, tendo sofrido novas obras na década de 60 do século que ora termina, altura
em que deixou de ser Igreja Matriz.
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| Mesmo ao lado, não é de perder uma visita à Casa da Cultura - Casa Senhorial d`El-Rei D. Miguel, onde poderá encontrar exposições patentes. Esta casa senhorial solarenga do séc. XVI situa-se numa zona muito antiga da cidade, e pensa-se que aqui teria residido por alguns dias D. Miguel, nas vésperas da Batalha de Almoster (ocorrida a 18 de Fevereiro de 1834), numa fase muito conturbada da História de Portugal. Neste mesmo local, foram encontrados vestígios de ocupações humanas em diferentes épocas, desde restos de fornos romanos, uma alfaiataria do século XIX, uma cozinha do século XVIII, uma capela privativa, um silo aparentemente medieval, para além de pinturas e painéis. |
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Esta casa tem grandes potencialidades não para ser um museu, mas talvez pudesse constituir um núcleo museológico específico da época que representa. Actualmente recebe exposições temporárias substituindo a antiga Galeria Municipal que serve agora os serviços administrativos da Câmara Municipal no próprio edifício dos Paços do Concelho. A Casa Senhorial D'El-Rei D. Miguel foi muito mal estimada durante décadas, pois como a imagem documenta esteve a cair aos bocados e o seu interior não era visitável por motivos de segurança. Houve um plano de recuperação para a mesma, mas o peso das burocracias foi mais forte, deixando praticamente ao abandono, durante anos, uma das «jóias» do património histórico e cultural de Rio Maior. Felizmente este património foi recuperado e hoje em dia encontra-se completamente transfigurado, o que restituiu a dignidade que este espaço merecia. |
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Indispensável é também uma visita à Villa Romana, pese embora também não esteja totalmente acessível ao público, o que é no mínimo incompreensível, tendo em linha de conta a oferta turística do concelho e a sua importância para a população local. Aí podem ser apreciados os seus magníficos mosaicos, de uma riqueza policromática assinalável. Suspeita-se que esta Villa rústica romana, cujas sondagens se iniciaram em 1991, seja muito mais extensa independentemente daquilo que já foi descoberto... e talvez por isso não esteja acessível ao público. |
| De visitar são ainda as Capelinhas dos Passos, a Capela de Nª Srª da Vitória (anterior a 1569), e as Ruínas do Paço Senhorial Medieval. Julga-se que a Capela é um sucedâneo de uma outra que terá existido no Paço medieval, e sobre a qual a última foi parcialmente construída. As escavações constantes da imagem ao lado foram feitas junto à Capela de Nª Srª da Vitória, e são relativamente recentes. Este Paço Medieval foi Paço Real e uma necrópole aquando das Guerras Peninsulares e das Lutas Liberais. |
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A Capela de Nª Srª da Vitória também está sujeita a restrições no que toca a visitas, pois no seu interior funciona o Departamento de Arqueologia da Câmara Municipal, o qual tem efectuado as escavações acima documentadas. Esta Capela da Senhora da Vitória é muito antiga e, segundo registos paroquiais, a capela original já existia no ano de 1569, quando a Igreja de São Sebastião foi construída. |