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Margaridas

por Tomás Duarte Ferreira, Eng. | nairojorn@hotmail.com

 

Sendo uma das flores mais populares de toda a panóplia ornamental, é elemento decorativo obrigatório em canteiros, bordaduras, vasos e floreiras de  jardins públicos e privados.

Esta planta vivaz, muito popular, originária das ilhas Canárias, onde cresce espontaneamente, e da Ásia, pertence ao género Chrysanthemum onde se inserem  mais de cem espécies e duzentas variedades.

Flor símbolo do Japão foi introduzida na Europa no século XVII onde, mercê do interesse de botânicos ingleses e franceses, começou a ter notoriedade no  início do ano de 1700.

A margarida foi classificada pelo botânico sueco Carlos Lineu tendo o nome científico pelo qual é identificada origem etimológica nos vocábulos gregos  “Chrysos”, que significa ouro, e “Anthemus”, flor. Em grego, crisântemo significará “flor de ouro”. Na China, onde está referenciada há mais de dois mil anos, a sua cultura desperta verdadeira paixão sendo considerada planta nobre juntamente com o bambu, a ameixeira e a orquídea. Durante anos foi exclusiva da nobreza e símbolo do exército. Aos budistas se deve a sua introdução no Japão onde, por a flor se assemelhar ao sol nascente, acabou por se tornar também símbolo nipónico e dar o nome ao trono imperial, que passou a ser conhecido por «Trono do Crisântemo».

No Oriente existia uma lenda segundo a qual, uma única pétala da flor desta planta, colocada no fundo duma taça de vinho, daria ao feliz bebedor uma vida longa, saudável e... feliz. Presumo que a felicidade dependesse mais do grau de álcool do vinho, do que do efeito da pétala da flor!..

Na “simbologia florística” a margarida era considerada a flor das donzelas, representando a virgindade, a juventude, o amor inocente e a sensibilidade. Atualmente, apesar de tudo, nela talvez ainda se possam ver resquícios de amizade, de bondade e de afeto. Quanto ao resto... é melhor não falarmos... Apesar de tudo, nos tempos que correm, já não é nada mau... Como dizia Camões “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...”!

Estas flores são também conhecidas por crisântemos, despedidas de verão, malmequeres dos campos, margaridas-de-Paris... etc., designações variáveis, utilizadas consoante as espécies e as variedades.

 

Leia tudo na edição em papel n.º 1230 de 2012-5-4

 

 

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