Sector Agroalimentar na FRIMOR – Azeite 1

O Lagar da Fonte da Bica e seus azeites numa conversa com Cristina Correia.

Cristina Correia, esposa de Fernando Correia, proprietários do Lagar de Azeite da Fonte da Bica, assumia a representação da empresa na Frimor 2016, quando da passagem do Região de Rio Maior pelo sector Agroalimentar do certame, no 1º piso do Multiusos.

Cristina Correia, no stand do Lagar de Azeite da Fonte da Bica na Frimor 2016.

Cristina Correia, no stand do Lagar de Azeite da Fonte da Bica na Frimor 2016.

Nos últimos anos, o agroalimentar tem sido uma forte aposta da organização da Feira Anual de Rio Maior que nasceu há mais de dois séculos e portanto inevitavelmente virada para a agricultura. Esse pendor manteve-se nas últimas duas décadas do século XX embora com uma presença algo evidente, principalmente nos anos 90 mas que veio a decair paulatinamente, das indústrias, em especial a alimentar e a metalomecânica mas não só, instaladas no concelho. Também a maquinaria e alfaias agrícolas tiveram então grande expressão.

O ainda recente estímulo à participação mais acentuada do agroalimentar veio dar mais visibilidade e fazer justiça às empresas e cooperativas do sector na nossa região, nas áreas da produção hortícola em estufas e hortobiológica, da vitivinicultura, da produção melífera, dos queijos, etc. e às indústrias do azeite.

Uma destas indústrias, com stand na edição deste ano, que decorreu de 31 de agosto a 4 de setembro, foi, como já referimos, o Lagar da Fonte da Bica. Para quem não sabe, fica mesmo em frente da antiga escola primária da localidade, mas do outro lado da estrada/rua.

O casal Correia explora o Lagar da Fonte da Bica há cerca de quatro anos e modernizaram-no há muito pouco tempo.

Região de Rio Maior – O que é que fizeram no lagar?

Cristina Correia (CC) – Mudámos o processo de fabrico porque fomos indiretamente obrigados a isso devido às águas ruças do lagar (n.r.: o efluente mais poluente do fabrico do azeite). Tínhamos prensas e passámos ao decanter. Instalada a máquina de decantar começámos a criar a marca «Azeite Fonte da Bica».

Região – A partir daí a vossa capacidade de produção de azeite aumentou?

CC – Sim, agora temos uma produção maior de azeite.

Região – O Lagar da Fonte da Bica trabalha com azeitona de onde?

CC – Nós fazemos o azeite das pessoas que nos procuram para transformarem a sua própria azeitona. Para a nossa própria produção de azeite utilizamos apenas azeitona alentejana.

Região – Fazem o azeite de terceiros a troco de uma certa percentagem da produção?

CC – Não. Cobramos é o serviço.

Azeites do Lagar da Fonte da Bica.

Azeites do Lagar da Fonte da Bica.

Região – A azeitona que utilizam é verde, é preta…

CC – Existe azeitona de diversas variedades. Há verdes e há pretas, digamos assim… A Cobrançosa habitual dá um azeite mais verde. Depois temos a variedade mais antiga, que é a Galega, que é a azeitona preta. Mas estão a aparecer outras, também.

Região – Por alto, qual é o volume da vossa produção?

CC – Estamos a fazer 150 mil litros mais ou menos… Com tendência para aumentar!

Região – O Lagar da Fonte da Bica coloca todo o seu azeite aqui na região, também no país ou até lá fora?

CC – Colocamos o nosso azeite cá dentro mas também já vendemos para França, Inglaterra…

Região – Que tipo de clientes é que têm?

CC – Trabalhamos para um mercado mais gourmet; mercearias, minimercados virados para o gourmet…

Região – Porque é que o «Azeite Fonte da Bica» é recomendável?

CC – O «Azeite Fonte da Bica» é recomendável porque é muito bom! Assim que a azeitona chega ao lagar o azeite é logo feito e isso é fator de qualidade. Além disso, se calhar há poucos lagares aqui na zona que tenham análises ao azeite como nós temos, análises essas que dão todas azeite virgem extra.

Região – Não são apenas análises organolépticas, pois não?

CC – As análises organolépticas têm a ver com o sabor mas depois há as outras que identificam o defeito e este tem que ser de 0,000…, que é o que o nosso azeite tem e em todas as qualidades. E isso quer dizer alguma coisa!

Região – Como é que a senhora e o seu marido aprenderam a lidar com esta indústria? Vocês são daqui desta região…

CC – O meu marido é do Alto da Serra e começou a trabalhar aos 17 anos no Lagar da Fonte da Bica onde aprendeu a profissão. E depois é o gosto que ele tem, também, pelo que faz.

Região – E a senhora?

CC – Eu aprendi com o meu marido.

Resta contar que fora das campanhas o Lagar da Fonte da Bica está aberto todos os sábados do ano e durante as campanhas abre todos os dias.

Texto e fotos: Carlos Manuel

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