Região | Requalificação arranca no centro de Rio Maior e Villa Romana

Requalificação da Villa Romana já arrancou. Seguem-se as Praças do Comércio e da República no dia 1 de outubro.

Projeto da Praça do Comércio “evoluiu” bastante em relação ao apresentado em 2017.

A Câmara Municipal de Rio Maior, em 13/9/2018 fez uma apresentação das obras de Requalificação da Praça da República, Praça do Comércio e zonas envolventes, em benefício de um melhor conhecimento por parte dos comerciantes instalados na zona da cidade a ser intervencionada no âmbito do PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano.

Já pouco depois de meados de agosto a presidente da autarquia, Isaura Morais, tinha assinado os contratos com as empresas responsáveis pelas intervenções relativas à requalificação daquelas praças centrais da cidade e a construção do edifício da Villa Romana, bem como o contrato atinente aos primeiros passos do projeto para a antiga Moagem Maria Celeste. A regeneração da Frente Ribeirinha ficará para mais tarde estando previsto um investimento de 1 milhão e 800 mil euros.

Para já, em termos de obras foram contratadas:

  • as de Requalificação da Villa Romana de Rio Maior, a cargo do empreiteiro Construbel – Eng. e Construção, no valor de 680 000€ + IVA e com um prazo de execução 365 dias, trabalhos estes que já tiveram início na passada segunda-feira, 17 de setembro, com a montagem do estaleiro;
  • e as de Requalificação das Praças do Comércio e da República, adjudicadas ao empreiteiro Miraterra – Eng. e Construção por 380 000€ + IVA e com um prazo de execução de 270 dias, estando previsto para 1 de outubro o arranque das obras.

Na sua totalidade, o PEDU de Rio Maior prevê investimentos na ordem dos 4 milhões e 500 mil euros, com a comparticipação de verbas do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, ao abrigo do programa Portugal 2020.

Da apresentação feita aos comerciantes, no caso da requalificação da Praça do Comércio sobressaem certos aspetos que revelam alguma evolução do projeto desde a sua primeira apresentação pública, em 2 de maio de 2017, no Cineteatro Municipal (http://www.regiaoderiomaior.pt/index.php/regiao-100-na-apresentacao-publica-do-pedu-rio-maior/), em relação ao que a atual imagem fornecida pelo projetista deixa perceber. Compare-se a imagem atual com aquela que foi dado observar na referida apresentação pública; nesta, pouco mais se adiantava do que a cobertura, mantinha-se a Fonte dos Estudantes e acrescentavam-se uns bancos em volta das árvores do género dos que estão previstos para a Praça da República; na imagem atual desaparece a cobertura do tipo toldo substituída por outra mais convencional, o palco vai além do terraço das casas de banho tomando o formato de meia-lua e descendo até ao chão da praça numa escadaria que dá a ilusão de resultar de oito palcos sobrepostos, desde o mais pequeno no topo ao maior na base.

Esta imagem foi a utilizada na apresentação pública de 2 de maio de 2017.

No novo desenho da Praça do Comércio desaparece a Fonte dos Estudantes e a peanha onde assenta o busto de Fernando Casimiro Pereira da Silva terá um pequeno lago a circundá-la; do lado oposto, defronte da Loja do Cidadão vê-se um lago semelhante mas sem nada no meio.

Esta é a imagem do projeto que irá ser materializado na Praça do Comércio.

As soluções encontradas são, evidentemente, discutíveis como quaisquer outras ideias, as imagens são desenhos, aguarelas, trabalho de computador, pouco importa mas ainda assim parece dever preocupar o facto de entre tantos pormenores registados, o lugar da fonte pública datada de 1931, que ostenta painéis em azulejos fabricados pela Cerâmica Lusitânia, de Lisboa, fonte essa situada na Rua João de Deus que, como se sabe desemboca junto à Praça do Comércio, aparecer, tanto no desenho inicial como no atual, em branco… Esta fonte, é preciso que as entidades competentes o assumam de uma vez por todas e o concretizem como é desejo de muitos riomaiorenses e outros moradores, é para restaurar e preservar e com ela alguma da memória de Rio Maior dos primeiros tempos do século XX. E que altura melhor do que esta, de tantas requalificações, para o fazer?

A ideia do projetista para a Praça da República, apresentada em 2017.

Quanto à Praça da República é que parece não haver alterações substanciais em relação à apresentação de 2016 embora agora se perceba o desaparecimento das pirâmides e respetivos lagozinhos, a criação de um lago maior para onde será transferida a estátua do Agricultor Livre (à qual, espera o articulista, que restituam a seara) e no piso, um desenho de losangos que se entrecruzam mais leve do que o inicialmente mostrado e com iluminação encastrada. É desejável que o local deixe de ser utilizado como parque de estacionamento automóvel.

Aspeto de como ficará a Praça da República depois das obras, vista da Rua D. Afonso Henriques.

E aqui, o aspeto que a Praça da República apresentará, vista do lado da Rotunda do Município.

No que se refere à Villa Romana, a futura estrutura que a abrigará será como a que se vê na imagem e não difere da que foi divulgada em 2017. Descreveu-se, então, na apresentação do projeto que “a futura estrutura terá uma forte componente em «ferro corten», de aparência ferrugenta mas considerado o material mais adequado para o local histórico de que se trata até por criar, com o passar dos anos, uma pátina de ricas tonalidades que lhe darão um aspeto de antiguidade. No interior dessa estrutura ficará instalado um passadiço metálico que permitirá a circulação dos visitantes sem que os mosaicos sejam tocados, o que contribuirá para a sua fruição e simultânea preservação. Para o exterior está previsto um ponto de apoio de bar com esplanada e venda de artesanato, lembranças e produtos locais”.

Para a Villa Romana é esta a estrutura que vai ser construída.

Novidades avançadas pelo Município são “a substituição do sistema de iluminação atual para sistema LED, bem como a introdução de rede WIFI, em alguns pontos das zonas de intervenção (…) medidas a nível tecnológico com que se pretende introduzir aspetos de eficiência energética, modernidade e de acesso livre à internet”.Fábrica Cerâmica Lusitânia, de Lisboa.

Texto: Carlos Manuel

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